Escrivã da Polícia Civil morre em Torres, no Litoral Norte

4494

Formada em Direito e Letras pela PUCRS, Débora havia ingressado na Polícia Civil em 2001Facebook / Reprodução

Agente do DHPP, Débora Hillig de Castro, 45 anos, sofreu um infarto na sexta-feira. Ela integrava equipe de reforço da Operação Verão 

GAUCHAZH

A escrivã da Polícia Civil Débora Hillig de Castro, 45 anos, morreu na noite desta sexta-feira (4), em Torres, no Litoral Norte.

Conforme o delegado Carlo Butarelli, Débora foi diagnosticada com leucemia. A escrivã passou mal durante o trabalho no começo da manhã, foi hospitalizada, mas o quadro clínico se agravou durante o dia, com falência de órgãos e resultando em um infarto. 

Formada em Direito e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Débora havia ingressado na Polícia Civil em 2001 e era lotada na Delegacia de Lesões Corporais de Trânsito do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), comandada por Butarelli. Desde 15 de dezembro, fazia parte da equipe de reforço da Operação Verão.

Conforme Butarelli, a morte de Débora representa uma grande perda para a corporação. Era considerada uma excelente pessoa, mãe e profissional corretíssima.

— Estamos todos abalados. Era uma pessoa muito bem-quista e muito saudável, praticante de esportes. No final de novembro, ele caminhou 400 quilômetros, percorrendo o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha — lembrou o delegado.  

A chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Farias Anflor, emitiu um comunicado nas redes sociais, transmitindo solidariedade aos familiares de Débora. A escrivão deixa o filho Georg, de 18 anos.  A despedida da policial ocorreu na tarde deste sábado (5) no Crematório Metropolitana São José, em Porto Alegre.