RJ: ‘Vou usar todos os esforços para aniquilar o crime organizado’, diz Witzel em enterro de PM

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Governador esteve no sepultamento do PM morto ao ser baleado na Linha Amarela

O corpo do soldado Daniel Henrique Mariotti, de 30 anos, baleado neste sábado na Linha Amarela, foi sepultado na tarde deste domingo, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oste do Rio. Além de parentes, amigos e colegas de farda, estiveram presentes o governador Wilson Witzel, o vice-governador Claudio Castro, os secretários de Polícia Civil e Polícia Militar, Marcus Braga e Rogério Figueredo, o deputado estadual Rodrigo Amorim e o senador Flávio Bolsonaro.

Durante o cortejo, as autoridade foram à frente do caixão. Antes de ser sepultado, Witzel, Figueredo, Marcus Vinícius e Castro ajudaram a segurar o caixão. Depois do enterro, o governador voltou a dizer que o Estado irá “agir com rigor” para aniquilar o crime organizado.

— A morte do policial Mariotti e de qualquer cidadão sempre vai resultar em ações das polícias Civil, Militar e da Administração Penitenciária. Nós não vamos permitir que o crime organizado continue barbarizando a nossa sociedade. É preciso agir com rigor. Nós não vamos agir apenas após a morte de um policial, um herói, mas de cada pai de família, de cada criança e jovem. Nós não permitiremos mais que eles andem nos desafiando. Vamos agir sim, cada vez mais coordenados, com mais reforços, mais técnica e nós temos a convicção de que vamos vencer o crime organizado. O estado é mais forte que eles e eu vou usar todos os esforços e meios para aniquilar e asfixiar esse crime organizado — garantiu, prestando solidariedade à família.

À imprensa, o secretário de Polícia Militar, Rogério Figueredo, disse que os protocolos de ações da corporação podem ser revistos, após a morte do soldado, que estava sozinho numa moto quando foi baleado em serviço.

– Esse planejamento tem que ser sempre reavaliado. A cada fato, podemos rever protocolos. Ele estava numa equipe, mas um pouco a frente, então ficou vulnerável.

Questionado sobre a postura da corporação diante dos ataques a policiais militares, o oficial que dará resposta sempre que um PM for vitimado.

– Não vamos permitir qualquer enfrentamento a um policial militar. Qualquer policial militar que for vitimado, a Polícia Militar dará uma resposta dentro de um planejamento, dentro da forma da lei.

Atendimento às famílias

A secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes, que também foi ao cemitério, anunciou a criação de uma coordenadoria para atendimento às famílias dos agentes de segurança mortos.

— A ideia é atuar na orientação dessas famílias, nos direitos da previdência desses policiais. Tudo que temos que fazer para nossos familiares faremos agora para os policiais — afirmou.

Mariotti é o primeiro PM morto este ano. O soldado de 30 anos estava na corporação desde 2013 e tentava evitar uma tentativa de roubo na noite deste sábado quando foi atingido na cabeça. Ele era casado e tinha um filho de dois anos. O crime aconteceu na Linha Amarela, na altura da Avenida dos Democráticos, em Bonsucesso, Zona Norte. O Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 5 mil para quem oferecer informações exatas sobre os assassinos.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro deu pêsames à família do militar morto.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, carrega caixão no enterro do soldado Mariotti, primeiro policial militar morto no ano, no Cemitério Jardim da Saudade.

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