Bombeiro gaúcho reencontra colegas que o salvaram em Santa Catarina

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Francisco Rogério Ferreira Farias teve três paradas cardíacas e foi reanimado por três agentes


Francisco Farias (C) reencontrou os três bombeiros que o salvaramCorpo de Bombeiros de SC / Divulgação

GAUCHAZH

Acostumado a salvar vidas, o 1° Sargento do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, Francisco Rogério Ferreira Farias, foi poupado da morte por colegas de corporação em abril de 2017. Na ocasião, ele estava em férias, na praia de Canasvieiras, em Santa Catarina, quando teve três paradas cardíacas e foi reanimado por três bombeiros de Florianópolis. Na última sexta-feira (15), o militar retornou à cidade do litoral de SC e reencontrou o trio de agentes que lhe salvaram. 

Um dos envolvidos, Kleber Souza Carneiro, que estava locado no quartel de Canasvieiras à época, recorda que, depois de atender à ocorrência de Francisco e voltar ao quartel, teve pouca esperança de que o companheiro de profissão sobrevivesse. 

— Na hora em que ele deitou na maca da ambulância teve a primeira parada e fizemos os procedimentos de reanimação. Quando chegamos ao pronto atendimento para o qual o levamos, ele sofreu outra. Dentro da UPA foi mais uma, e ele foi entubado e medicado — lembra Carneiro, complementando: 

— Após o socorro, retornando para o quartel, até comentamos entre colegas “esse cara não vai escapar”. Porque a gente está acostumado a ocorrências e sabe da gravidade de uma parada cardiorrespiratória (PCR). 

Um tempo depois, Carneiro ficou sabendo que Francisco estava vivo. Mas foi só agora, quase dois anos após o episódio, que todos os envolvidos conseguiram se reencontrar. Além de Chico – como é chamado entre os mais próximos – e Carneiro, estiveram no encontro, que ocorreu no Quartel de Canasvieiras, o soldado Everton de Pádua e o cabo Júlio César Felício. 

— Foi show de bola encontrar todo mundo. Agora, dando risada. Foi emocionante ver ele contando a própria versão da história, ver a esposa (que estava junto na data da ocorrência) agradecendo. Esse é nosso trabalho, não esperamos recompensa. Mas, por ser um colega de trabalho, ficamos muito emocionados. O reconhecimento é como uma injeção de ânimo —revela Carneiro, acrescentando que Francisco levou até medalha para os parceiros. 

Francisco não foi localizado para comentar o episódio, mas em postagem feita na página Corpo de Bombeiros Militar de Florianópolis na última sexta-feira, se mostrou extremamente grato. 

— Passei a vida toda fazendo isso e fui salvo pelos meus colegas. É diferente estar do outro lado. Se hoje estou vivo, trabalhando e sem reflexos graves do que aconteceu, foi por causa do trabalho dos meus colegas. Sou bombeiro há mais de 30 anos e atendi a todos os tipos de ocorrências. Tinham situações não tão graves em que perdemos os pacientes. Não é fácil. Os médicos me disseram que eu tinha menos de 30% de chance de sobreviver. O serviço dos meus colegas foi excepcional! — disse.