BRASILIA: PM que expulsou homens de vagão feminino afirma que agiu por impulso

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A militar voltava do show de Marília Mendonça com uma amiga(foto: Reprodução)

“Vi que as mulheres pediam para que os homens saíssem e, em vez de respeitá-las, debochavam delas. Agi no impulso. Eu só empurrei um dos homens para fora porque ele virou as costas para mim, quando frisei os pedidos das garotas.” Esse é o relato da policial militar Cely Danielle Farias, 34 anos, a mulher que aparece expulsando um grupo de jovens do vagão exclusivo para mulheres do metrô. A situação aconteceu após o show da cantora Marília Mendonça, na Torre de TV, na noite de quarta-feira (29/5). 
A militar pegou o metrô da linha verde, com destino a Ceilândia, com uma colega. Assim como a maior parte dos passageiros, elas tinham saído do show e seguiam para casa, em Águas Claras. “Entrei no vagão na Estação Galeria e, de imediato, escutei uma gritaria. Decidi averiguar o que estava acontecendo e deixei minha amiga. Quando me aproximei, pude ouvir as mulheres pedindo para os homens saírem do metrô, mas eles ficavam apenas rindo”, esclarece Cely Danielle. 

“Eu me aproximei de um deles e questionei: ‘Esse é o vagão exclusivo das mulheres, você não vai sair?’, só que o homem apenas me olhou, riu de escárnio e virou para frente, segurando na barra. Insisti e, como ele apresentou resistência, tive de empurrá-lo para fora do vagão”, afirma a militar.  

q issu jean@ProOrkut

BERRO pic.twitter.com/XvDC38zd5k1.57411:45 – 30 de mai de 2019Informações e privacidade no Twitter Ads238 pessoas estão falando sobre isso Continua depois da publicidade

 Cely destaca que só se pronunciou por perceber que os homens não apresentavam perigo para ela ou para as demais mulheres presentes no vagão. “Em nenhum momento me identifiquei como policial e sequer estava armada. Meu objetivo jamais foi me exceder ou pagar de heroína. Só vi que alguém precisava tomar uma atitude e, depois que agi, as outras mulheres se sentiram confiantes e me apoiaram”, acrescenta. 
Após colocar um dos homens para fora, a militar se dirigiu para os demais, que continuavam rindo da situação. Cely relata que pediu para que o grupo saísse. “Nesse momento, um deles disse para não tocá-lo. Eu afirmei que não faria isso, a não ser que fosse necessário, e não foi. Logo depois, eles trocaram de vagão”, relembra. 
A policial não questiona o fato de nenhum segurança do metrô ter agido para tirar os homens do vagão. “É difícil para o metrô manter uma pessoa em cada estação olhando a situação. É uma questão de educação do cidadão. É o mesmo de não fumar em local fechado. Não tem como controlar, é da consciência de cada pessoa”, analisa a militar. 

Correio Braziliense