Com menos da metade de efetivo previsto, Brigada Militar tem mais de 2400 aprovados esperando curso de formação

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A Brigada Militar alcançou o menor número de policiais na ativa da história. Com o número de aposentadorias que estão sendo acatadas, o déficit de policiais na corporação já passou de 53% do total previsto em lei. De acordo com um resumo feito pelo comando da Brigada Militar, cerca de 16 mil policiais devem ser contratados para alcançar a quantidade ideal de homens na corporação.


Na contramão desta situação, estão os 2458 aprovados no concurso realizado pela entidade em 2017 que aguardam a nomeação para iniciar o curso de formação. Todos eles já passaram pelas etapas de exames médicos, físicos e psicológicos e estão aguardando agora somente a chamada para realizar o exame toxicológico e a apresentação de documentos para ingressar no curso de formação.

Em agosto de 2018 2 mil aprovados no último concurso foram chamados. As formaturas de encerramento do curso devem iniciar no próximo dia 26. 


Mesmo com as turmas em formação finalizando o curso, o governo do estado ainda não se pronunciou sobre novas chamadas para formar os mais de 2,4 mil que estão aptos e os mais de 2,8 mil excedentes que ainda nem se quer realizaram as etapas classificatórias.


Durante a campanha, o Governador Eduardo Leite em várias oportunidades defendeu a reposição anual do efetivo, segundo ele, com o objetivo de diminuir o número de aposentadorias em massa e poder realizar formações de maior qualidade. No entanto, já se passaram mais de 6 meses de governo e nenhuma ação para cumprir a promessa foi tomada, visto que a turma que este se formando, foi chamada pelo ex-governador José Ivo Sartori.


Durante a última semana tivemos uma infeliz amostra do quão grave é a falta de policiais nas ruas. São dezenas de notícias diárias sobre roubos, latrocínios, aumento do tráfico de drogas e principalmente a interiorização das facções, que tem tomado conta de cidades do interior, aterrorizando milhares de pessoas. Como se não bastasse, agora os criminosos também estão investindo contra os agentes de segurança, como fizeram em Porto Alegre, quando brutalmente assassinaram os soldados Rodrigo e Feijó e no final de semana atiraram contra as corporações de Passo Fundo e Marau, restando pelo menos três criminosos mortos.