Escola da BM celebra 45 anos de atividades em Montenegro

248

QUALIFICAÇÃO. Cerca de 20 mil servidores se formaram na instituição que, para alguns, é considerada uma segunda casa

A área total ocupada pela Escola de Formação de Soldados é de 27 hectares

Por Clarice Almeida Jornal IBIA

A Escola de Formação e Especialização de Soldados (EsFES) de Montenegro se aproxima de meio século de atividades. Os 45 anos da instituição de ensino são celebrados nesta terça-feira, 13, com uma programação festiva, recreativa e, claro, educativa. Quem passou boa parte da vida servindo à escola relata como tem sido ver os processos de mudanças ocorridos ao longo dos anos.

A comemoração ao aniversário da EsFES terá início às 10h no auditório da escola. No local ocorre uma palestra com o secretário adjunto da Segurança Pública do Estado, Marcelo Gomes Frota. Na parte da tarde, ocorre um torneio de futebol sete e, às 19h, um jantar de confraternização. As ações marcam a passagem de mais um ano de muito trabalho na escola.

No mês de julho, a EsFES formou 265 novos policiais militares. As quase três centenas de PMs se tornam números pequenos se for observado o montante de profissionais que já passaram pela instituição ao longo das décadas. O atual diretor da EsFES o tente-coronel João Luís Machado demonstra satisfação e orgulho em fazer parte desta história. “Ao longo dos 45 anos da EsFES, aproximadamente, 20 mil servidores foram formados, habilitados ou especializados em cursos como o de formação de soldado, de especialização de sargentos, curso CVMI para tenentes, cursos integrados com Susepe e Polícia Civil.”, destaca o gestor.

A escola também é conhecida por oferecer qualificação em Cursos Técnicos de Segurança Pública para Sargentos, Mediação de Conflito, Curso Básico de Aperfeiçoamento para Tenentes, Defesa Pessoal, Tiro, Cães Farejadores de Explosivos e Força Nacional. O diretor destaca a excelência no quadro de instrutores da escola e ressalta que a entidade atende com rigor às diretrizes estipuladas pelo Departamento de Ensino da Brigada Militar. Contudo, há empenho em modernizar e tornar o local, cada vez mais, bem preparado para receber as próximas turmas de alunos. “Para o futuro, a partir de uma parceria que estamos formando com a Amvarc, com a aproximação de todos os prefeitos da região, acredito que tenhamos uma condição mais adequada em nossas instalações”, sublinha o tenente-coronel Machado.

Atualmente a concentração de esforços é voltada para a implementação do Laboratório de Informática. Com o apoio da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc), parte do projeto já foi concluído. E a expectativa é que logo o espaço seja inaugurado. O apoio da Amvarc também é buscado para trazer melhorias para a parte física da escola. “Queremos melhorar a estrutura para receber os novos alunos”, enfatiza o diretor.

“É minha segunda casa” diz tenente que há 25 anos integra a EsFES

O 1º tenente Cláudio do Rosário está na EsFES há 25 anos

O 1º tenente Cláudio do Rosário tem 53 anos de idade. Desse total, 25 passou atuando na Escola. Lá em 1993, quando chegou à instituição, ainda como cabo, o local não se chamava como é conhecido hoje. Ele acompanhou de perto as várias mudanças de nome e de fases pela qual a EsFES já passou.
As lembranças são muitas. Não há como ser diferente. Tenente Rosário passou pela implementação do sistema de informática, viu de perto o que antes era um destacamento da Brigada Militar crescer até se tornar uma das principais escolas de soldados do País. Para acompanhar a evolução, ele também precisou se adaptar e qualificar.

“A gente procura se adaptar e estudar. Eu sou técnico em enfermagem, fiz o curso técnico em radiologia e sou instrutor de primeiros socorros. Tudo dentro da escola. Adoro a parte da saúde, então fiz cursos para poder trabalhar dentro da Brigada com os alunos, na parte da enfermagem. A Brigada mudou muito, mas agente consegui acompanhar isso.”, comenta.

O tenente, que atua na secretaria da EsFES, já viu muita gente indo embora como soldado e retornando, para eventos e passeios, como coronéis, capitães e tenentes. Mas o que mais importa nisso tudo é a relação e as memórias afetivas. “A EsFES é minha segunda casa”, assegura.

Foi no “quintal” de casa que Rosário e um grupo de alunos vivenciaram uma das situações mais marcantes de suas carreiras, o resgate de uma criança, nas águas do Rio Caí. “Não lembro a data. Um pai tentou matar um filho de três anos e outro de cinco. Eu estava de serviço. Conseguimos socorrer a menina de três anos com vida. Foi gratificante ver a criança com vida por causa do nosso socorro”, afirma.

O tente Rosário representa outros servidores, que assim como ele, há anos dedicam suas vidas à escola e hoje comemoram os 45 anos como se fosse o aniversário de um membro da família.