Com aumento de casos de Covid-19, 20 guaritas podem ser desativadas no litoral gaúcho

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Nesta quarta-feira, 22 guarda-vidas que atuam nas praias estavam afastados depois de testarem positivo para o coronavírus

Chico Izidro Correio do Povo

Em Tramandaí, a guarita 140 estava sem atendimento nesta quarta-feira | Foto: Alina Souza

O surto de novos casos de Covid-19 tem afetado gravemente o Litoral Norte, e os guarda-vidas, que trabalham no atendimento aos veranistas na beira do mar, também estão sendo atingidos pelos vírus. Nesta quarta-feira, de um total de 748 que atuam nas praias, 22 estavam afastados depois de testarem positivo para o coronavírus, informou o tenente-coronel Isandré Antunes, chefe de operações do Corpo de Bombeiros. “São, ao todo, hoje, 22 guarda-vidas afastados por Covid-19”, enumerou o oficial. “Assim, temos 20 guaritas com impacto e possibilidade de desativação”, ressaltou.

Porém, nem todas as guaritas ficam desativadas ao mesmo tempo, havendo um remanejamento dos guarda-vidas nos postos. Ocorre ainda a sinalização com placas indicando as guaritas que ficam indisponíveis, mas elas não ficam totalmente descobertas de atendimento, pois os guarda-vidas de outras guaritas fazem rondas frequentes. Eles o fazem a pé ou então de quadriciclos.

Para evitar mais problemas de contaminação, o tenente-coronel disse que os guarda-vidas “são orientados para usarem máscara nas atividades sociais. E que evitem eventos sociais e aglomeração”, destacou. “Além disso, estamos testando diariamente os casos de suspeitos, onde o colega da guarita ou um familiar testa positivo”, garantiu. 

De acordo com o tenente-coronel, as guaritas que se encontravam sem atendimento nesta quarta-feira ficam em Torres (3 e 18), Capão da Canoa (66, 82 e 83), Xangri-lá (99 e 103), Tramandaí (140), Nova Tramandaí (151), Cidreira (176, 186 e 189), Pinhal (198, 201, 202, 205 e 210) e Quintão (222, 223 e 224). Os banhistas são orientados a procurarem locais onde existe o atendimento dos guardas-vidas.

Mas nem todos os veranistas seguem as determinações. Como, por exemplo, Marlize Roos Hann, que está veraneando no Bairro Barra, em Tramandaí. Para fugir das aglomerações, ela optou por levar a família na altura da guarita 140, que no momento se encontra sem atendimento de guarda-vidas, mas que também tem poucos banhistas. “A gente fica chateada porque parece que não dão importância a este ponto da praia. Como aqui é um pouco mais afastado do centro, estamos com a guarita vazia. E é um perigo, pois meus netos querem entrar na água, brincar. E se acontece alguma coisa?”, questiona. “Acredito que deveriam dividir melhor o serviço, e olhar para estes pontos mais afastados”, pediu. “Sinto uma sensação horrível, de abandono”, completou.