Em um ano, mais de 1,2 mil policiais civis foram afastados das atividades pela Covid-19 no RS

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Presos em Delegacias de Polícia da Região Metropolitana deixa categoria em alerta

Rádio Guaíba

Presidente do Ugeirm Sindicato, Isaac Ortiz, afirma que a Polícia Civil vive, atualmente, uma situação calamitosa | Foto: Alina Souza / CP

A Polícia Civil contabiliza 1.267 servidores afastados desde o início da pandemia do coronavírus no Estado. Os dados foram divulgados pelo Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm-RS), nesta quinta-feira, e correspondem ao período de um ano, entre março de 2020 e 2021.

O presidente do Ugeirm Sindicato, Isaac Ortiz, afirma que a Polícia Civil vive, atualmente, uma situação calamitosa. Para ele, uma questão a ser observada é relativa a quantidade de presos em Delegacias de Polícia da Região Metropolitana. Conforme Ortiz, até esta quinta os locais chegaram a registrar 89 pessoas presas.

Com isso, o policial considera que a categoria, além de outras instituições ligadas a segurança pública, devem ter acesso a vacina. “Precisamos que o governador Eduardo Leite, mais o Ministério da Saúde e o presidente da República, Jair Bolsonaro, priorize os policiais, tanto da Polícia Civil, quanto da Brigada Militar, da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), no Instituto-Geral de Perícias (IGP) e do Corpo de Bombeiros. O que nós queremos é proteção para dar proteção para as pessoas que tanto precisam de segurança pública. Hoje vivemos em uma verdadeira guerra, onde a única arma que temos é a vacina e nós precisamos de vacina também”, analisa o presidente da entidade.

De acordo com a Ugeirm Sindicato, somente em uma semana neste mês, seis policiais civis acabaram morrendo em decorrência da doença. A situação fez com que a categoria realizasse uma homenagem as vítimas no início desta semana.