Azul ou rosa

Sou de um tempo em que os enxovais dos bebês eram confeccionados pelas mulheres das famílias, eram roupas de tricô e crochê, sendo a cor azul destinada aos meninos e a rosa para as meninas, numa repartição de mundo masculino e feminino que começava antes mesmo do nascimento.

Havia a opção das cores verde e amarelo, pois não havia a certeza dos modernos exames que determinam o sexo da criança dentro do ventre da mãe, assim não ocorria o constrangimento de um menino com enxoval rosa ou o contrário, porém, isto, às vezes, acontecia, sendo logo providenciado um novo com a cor adequada ao sexo da criança.

Aprendi que rosa era uma cor feminina e azul dos meninos, porém a vida mostrou que as cores são apenas cores, não determinando a opção sexual das pessoas, mas ainda assim, lembro de alguns antepassados que não usavam rosa, por se sentirem incomodados.

Liberdade de escolha é um dos princípios fundamentais do ser humano, assim alguns usarão cores que a tradição aponta como feminina e mulheres usarão azul sem nenhum problema grave nas suas vidas, mas alguns grupos defendem cores invertidas para destacar a diversidade e outros vêm no sentido contrário.

A declaração da ministra, de que a partir de agora meninos usarão azul e meninas rosa, parece desnecessária, pois tal escolha vai depender mais dos pais das crianças do que delas, enquanto aos adultos caberá escolher o que usar em seu vestuário.

Na realidade este assunto é tão irrelevante ante tantos problemas que temos a solucionar em nosso país, mas que gerou tanta polêmica e gasto de esforço por tantas pessoas, como se isso fosse uma prioridade brasileira.

Usar azul ou rosa não vai fazer com que tenhamos um país melhor, com melhor distribuição do dinheiro público, diminuindo a corrupção em todos os níveis e uma prestação de serviços mais qualificada para a população.

Assim alguns continuarão mantendo uma tradição e outros vão quebrar regras como sempre foi na humanidade, independente da vontade que quem dirige as políticas públicas no Brasil.

Novos governos

Após a posse de Jair Bolsonaro e Eduardo Leite estamos numa nova etapa da democracia brasileira, com planos de governo já estabelecidos e os assessores diretos definidos para que as ideias possam ser colocadas na prática.

A prioridade em segurança pública é um dos destaques do presidente Bolsonaro, que numa primeira medida possibilitará aos policiais envolvidos em confrontos possam ter advogados gratuitos, sem a necessidade de, além do desgaste provocado pela situação, gastos com suas defesas.

No plano estadual, Eduardo Leite já definiu cortes em diversos setores, visando equilibrar, no menor tempo possível, as contas públicas, mudando o panorama da crise da economia gaúcha, tendo obtido a manutenção do ICMS com alíquotas mais altas por dois anos, priorizando segurança pública como uma área essencial.

A posse de Bolsonaro foi marcada por uma valorização das tradições militares, com muitos atos formais visando destacar o Exército, Marinha e Aeronáutica, com salvas de tiros e um aparato bélico superior aos usados em outras posses.

Eduardo Leite assumiu com sobriedade, mantendo o mesmo discurso de mudanças nas estruturas de governo, com alterações nos secretariados e com possibilidade de extinção de inúmeros cargos e instituições públicas ao longo de seu governo.

Tomara que os discursos de valorização da segurança pública não fiquem apenas na teoria, como tantas vezes já vislumbramos nas posses de tantos governantes, os quais discursam definindo segurança, educação e saúde como prioritárias, mas depois, na execução pecam por deixar estes setores sem recursos e apoio.

O presidente Jair Bolsonaro e governador Eduardo Leite podem alterar esta expectativa, tornando o trabalho policial e o sistema de segurança mais eficientes, com apoio de recursos e aumento de efetivos para fazer frente à onda de violência que vemos crescer em nossa sociedade.

Uma nova chance

Chegamos ao final de 2018, haverá a oportunidade de reiniciarmos nossas vidas, num processo criado pela humanidade de renovação a cada 365 dias, numa convenção de que devemos passar 12 meses e no final virar a página e recomeçar a vida.

2018 acaba e temos um novo ano para fazer tudo que não pudemos ou não quisemos realizar, todos os planos são novamente retomados, voltamos a pensar em viver novas aventuras, cometer algumas loucuras e viver com muita intensidade.

Construir a nova casa, quitar todas as dívidas, fazer aquela viagem que já adiamos tantas vezes, conhecer novas pessoas e lugares, sair da rotina e iniciar novos projetos.

O curso que temos vontade de concluir, iniciar a estudar novas coisas, retomar aulas que deixamos por ter outras prioridades, tudo é possível no novo ano que se inicia, pois este foi o combinado na nossa sociedade.

Se olharmos para trás vamos ver que em dezembro de 2017 tínhamos a mesma expectativa, de ter um 2018 repleto de realizações e muitas novidades, chegaríamos neste final de ano melhores do que quando comemoramos o ano novo que agora acaba.

Porém infelizmente, mesmo com tanto planejamento imediato logo que passa o Natal, passamos 12 meses numa correria, vivendo intensamente nosso cotidiano e nossas realidades que não se transformam e continuamos os mesmos, às vezes, até regredimos em nossas realizações.

Precisamos lembrar que também perdemos muitas pessoas, algumas por terem saído de nossas vidas para compartilharem seu tempo com outros amigos, tantas outras por desavenças e brigas, que nos isolaram de tantos, sem esquecer aqueles que nos deixaram por terem chegado ao final de suas vidas.

Não temos como saber o que nos reserva o futuro, qual será nosso próximo passo, se teremos sucesso ou perderemos oportunidades, veremos alguns vencerem, outros perderem, enfim vamos vivendo.

Fim de ano e chegada de um novo, assim sucede o tempo, numa contagem que sabemos ser finita, mas que a cada novo ciclo ganhamos mais uma nova chance de viver e ter felicidade no período dos anos de nossas existências.

2018

O ano acaba em poucos dias, restando a todos nós refletir sobre o que fizemos nos últimos 12 meses, nossos erros e acertos, enfim realizar um balanço de nossos atos e de tudo que aconteceu ao nosso redor. Será que fizemos as coisas certas, ou erramos demais em nossas escolhas?

Os diversos aspectos que nos cercam tiveram muita movimentação, foi um ano agitado com uma Copa do Mundo, onde, novamente, nossa seleção não empolgou e fez uma passagem sem brilho, enquanto os nossos times ficaram sem grandes títulos, decepcionando muito os torcedores gaúchos.

No campo político tivemos das eleições mais disputadas, com dois campos ideológicos opostos, que geraram inúmeros conflitos, tanto na vida real, como na virtual. A economia não cresceu no Rio Grande do Sul, com as famílias endividando-se cada vez mais, não conseguindo fazer frente às despesas, enquanto milhares de pessoas ficaram desempregadas.

Nossa segurança foi frágil, com inúmeros assaltos a bancos, com confrontos e cordões humanos, além de explosões e sequestros, além do aumento de homicídios e outros crimes.

Mas findando 2018 temos a esperança de que 2019 será um ano melhor, pois teremos Copa América no Brasil e a seleção tem chances de ganhar um campeonato sem precisar enfrentar os selecionados europeus, enquanto a dupla Grenal vai disputar a Libertadores da América.

O novo presidente, Jair Bolsonaro, e o novo governador, Eduardo Leite, terão a oportunidade de cumprir as promessas das campanhas, tornando o Brasil e nosso Estado melhores administrados, com maior crescimento econômico e segurança mais eficaz para todos, melhorando as diversas áreas das necessidades da população.

Tomara que tenhamos um Feliz Natal e um ano de 2019 repleto de boas notícias e que tudo de ruim que ocorreu ao longo de 2018 não se repita em nossas vidas.

 

Contas milionárias

Nosso país é “rico” em ter alguns privilegiados que, sem terem renda suficiente, movimentam milhões em suas contas particulares, de integrantes da família ou de amigos próximos.

O caso mais recente foi o do ex-motorista Fabrício José Carlos de Queiroz, que trabalhava no gabinete deputado estadual do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, eleito para o Senado Federal nas últimas eleições.

A movimentação bancária atingiu, conforme o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), importância superior a um milhão de reais, no período de um ano, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, sendo que alguns dos depósitos eram efetuados, coincidentemente, quando os funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) recebiam seus salários.

Desta forma os assessores do deputado estadual Flávio Bolsonaro, segundo apurado em investigação, depositavam parte do que recebiam na conta de Queiroz, visando a criação de uma verba, possivelmente, para ser usada na campanha eleitoral do senador eleito.

As explicações dadas até agora não convenceram, nem esclareceram, pois não demonstram a origem e o destino dos valores movimentados  pelo ex-motorista e segurança do deputado estadual carioca.

Talvez com o surgimento desse e de outros felizardos que, mesmo sem receber grandes quantias, conseguem possuir milhões em suas contas, como o grupo de senadores, os quais terão que explicar os 106 milhões, sem origem definida ou que vieram de partidos diversos, visando campanhas milionárias dos políticos do PSDB e aliados.

Tomara que, no futuro, os investigadores consigam descobrir de onde saiu e para onde iriam os valores arrecadados pelo ex-motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro e pelo senador Aécio Neves e seus colegas, pois o que aconteceu na ALERJ também ocorreu no Senado Federal.

Os valores desviados destinam-se a manter uma máquina política que se alimenta do dinheiro de seus integrantes e assessores para deixar os mesmos políticos nos seus cargos indefinidamente.

Blefe eleitoral

A notícia de que o governo federal tem interesse em privatizar o Banrisul não é nenhuma novidade, já existe desde a extinção da Caixa Econômica Estadual e diversos  outros bancos públicos estaduais na década de 90, assim durante os últimos 30 anos vem se discutindo pela extinção do Banrisul.

Existem grupos que defendem a manutenção do banco, visto ser lucrativo e importante para a economia gaúcha e outros que dizem não ser necessário uma instituição financeira ligada ao governo estadual, alegando que bancos privados podem tomar o lugar do Banrisul.

Na eleição para governador uma das bandeiras de Sartori era o plano de recuperação junto ao governo federal, tendo como garantia algumas estatais, sendo divulgado que já havia um pré-acordo assinado e que o Banrisul estava fora da negociação.

No entanto agora, depois de encerrado o pleito surge a notícia de que não há nenhum documento assinado e que a principal exigência era a privatização do Banrisul, como garantia para a suspensão por três anos do pagamento da dívida com a União.

Desta forma descobrimos que o governo que sai não teve a capacidade de negociar, nem a coragem de divulgar aos gaúchos a inexistência de um pré-acordo, apenas inúmeras reuniões em Brasília que resultaram em nada de concreto nesse assunto.

Bolha Salarial

O acordo fechado entre os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e da República, Michel Temer, permitiu que o aumento de 16,38% nos salários dos ministros do STF fosse sancionado por Temer, sendo revogado o auxilio-moradia para o membros do Judiciário, numa clara demonstração de que a crise das contas públicas não preocupa os que recebem grandes salários dentro do serviço público.

As projeções dos custos deste aumento para as contas públicas chegam a 4 bilhões por ano, devido ao efeito cascata, já que o salário dos ministros do STF é o teto da remuneração dos integrantes do Judiciário e Legislativo, além de alguns cargos do Executivo, portanto ao conceder o aumento o presidente Temer beneficia diversas castas do funcionalismo público.

Altos salários valorizam os integrantes do Judiciário, mas reajustes devem ser concedidos quando as contas públicas permitirem, o que segundo vemos divulgado na mídia não é realidade, há déficit no orçamento, faltando dinheiro nas áreas essenciais para a população, mas no centro do poder, em Brasília, parece que esta realidade não existe.

Por aqui os integrantes do Judiciário e Legislativo também não são afetados pela enorme crise divulgada na mídia, pois durante todos os anos do governo Sartori, enquanto os funcionários públicos do Executivo tiveram seus salários parcelados e atrasados, estes receberam sem atraso e terão reajustes baseados nas concessões de aumentos dos salários dos ministros do STF.

Assim teremos, no próximo ano, aumentos em cascata para quem tem os salários vinculados ao teto do STF, o que deve gerar um gasto de 225 milhões a mais nas contas do orçamento gaúcho, agravando o cenário da crise econômica que levou o governo estadual a buscar um acordo com a União para renegociação das dívidas.

2019 virá com aumentos em cascata, que não atingirão os que recebem os menores salários, sem melhoria dos serviços públicos, devido à falta de recursos para as áreas de saúde, educação e outras essenciais para a população.

Perdas em nossas vidas

Vemos as notícias de mortes naturalmente, pois a morte é uma coisa corriqueira, acontece diariamente em cada canto de nosso mundo, numa rotina de pessoas perdendo a vida pelos mais diversos motivos, mas quando envolve pessoas que nos são próximas, a dor e a tristeza chegam fortes.

Quando perdemos amigos e familiares nossos sentimentos são de revolta pelo que acontece com aqueles com quem convivemos, não aceitando perder em nossas vidas pessoas que representaram papéis importantes, mesmo sabendo que a morte é algo natural e uma etapa de nossa vida.

Recentemente perdi um amigo, daqueles que tu chamas de irmão, por tantas afinidades e com quem vivi muitos momentos importantes de minha vida, com o qual dividi muitas angústias e alegrias, após ter um acidente vascular cerebral (AVC), permaneceu em coma por 45 dias, vindo a falecer, após seu coração não mais resistir.

Poucos dias depois, um acidente de trânsito levou os pais de um amigo, com os quais convivi por mais de 30 anos, tendo privado da companhia deles em diversas oportunidades, inclusive nas Bodas de Ouro do casal, completados em dezembro do ano passado, assim posso dizer que nem a morte os separou.

São perdas assim que nos fazem repensar atitudes, valorizar ainda mais os amigos, reaproximar dos familiares e consolar os que perderam seus entes queridos, numa tentativa de consolar a tristeza que abala as famílias enlutadas.

Também pude constatar que muitos amigos que não via há muito tempo estavam lá nos velórios, comentando que precisamos nos encontrar mais, em momentos alegres, pois a vida passa rápida e se não tentar reencontros, somente em momentos de perda é que vamos conviver.

Vamos valorizar a vida, aproximar das pessoas com as quais temos interesses comuns, procurar reunir para rir e repartir momentos alegres, saindo do mundo virtual das mídias sociais e passando a conversar mais, tendo felicidade real no abraço e no sorriso de alegria, ou senão só teremos o abraço e a lágrima da tristeza.

Stan Lee nos deixou

O criador de inúmeros super-heróis, Stan Lee, faleceu aos 95 anos, tendo influenciado, nos seus quadrinhos, o imaginário da geração dos anos 1940, depois nos desenhos animados, as gerações das décadas seguintes, chegando aos anos 2000 para mostrar nos cinemas toda a criatividade de um ícone da cultura, que participava de cada novo filme, com aparições relâmpago.

Um ser humano criativo que conseguiu a partir de suas ideias representar as diversas categorias da sociedade americana, com heróis humanos, com suas dificuldades e limitações, mas que apresentavam características mais alegres, com situações cômicas e divertidas, numa fórmula de sucesso que se manteve por décadas.

A Marvel estava alicerçada no que Stan Lee criou, numa clara disputa com a DC Comics, que tinha heróis mais sombrios e tristes, porém havia semelhanças, Batman e Homem de Ferro, só para citar um exemplo, são ricos  e tiveram os pais assassinados.

Mas Stan Lee conseguiu criar um Capitão América para mostrar os Estados Unidos vencendo o nazismo, enquanto no universo X-Men tratava da discriminação de uma forma poética, com as minorias mutantes tentando estabelecer-se junto aos humanos, com um grupo querendo exterminar os humanos e outro visando à integração entre todos.

Os Vingadores também apresentam este viés de seres diferentes que precisam ser controlados pelas autoridades, mesmo salvando o mundo de ameaças que poderiam causar a destruição do planeta.

Muitas das situações estão relacionadas com diversos momentos históricos, sendo possível identificar a preocupação de Stan Lee em mostrar heróis com problemas, como o Homem Aranha, que combate os vilões, mas tem que lidar com as provas da escola e com suas espinhas.

Stan Lee deixa um legado de personagens que demonstram sua preocupação com o racismo, quando apresenta o Pantera Negra, com a discriminação, ao mostrar o Wolverine e o Fera, com as guerras, quando o Homem de Ferro decide não mais produzir armas e deixa de vender aos países que estão em conflito.

Descanse em paz Stan Lee, o mundo ficou mais triste com sua morte.

 

Moro no Ministério da Justiça e Segurança

O presidente eleito Jair Bolsonaro já começou a montagem de sua equipe para assumir o controle do governo no dia 1º de janeiro de 2019, indicando alguns nomes para ocupar postos chaves da futura administração federal, com uma tendência a colocar técnicos nos ministérios.

O número de ministros deve diminuir com a fusão de diversas pastas num mesmo local, com extinção de outros órgãos julgados desnecessários pelo novo governo, visando melhorar o desempenho, segundo o presidente eleito, da máquina pública e diminuição dos gastos.

Dentre as pastas tomou destaque o Ministério da Justiça e da Segurança, que vai assumir o controle da questão da segurança pública, do combate à corrupção e ao crime organizado no país, com a indicação do juiz Sergio Moro para ser o futuro ministro da pasta.

Sergio Moro aceitou o desafio de chefiar um dos pontos mais importantes da campanha presidencial de Bolsonaro, ou seja, a segurança pública é a prioridade, além de redução da maioridade penal, flexibilização do uso de armas pelos cidadãos, criação de mecanismos mais eficientes para o controle do cumprimento das penas.

A experiência de Moro à frente da Operação Lava-Jato foi o principal motivo para sua indicação, pois nesta destacou-se pela condenação de diversos políticos corruptos, que antes ocupavam locais de destaque na politica nacional.

Se conseguir implantar no ministério a mesma eficiência demonstrada em Curitiba poderemos ter muitas mudanças na esfera da justiça brasileira, com investimentos pesados na segurança pública e alterações na legislação penal, modificando o cenário de impunidade a que estávamos acostumados a ver nas últimas décadas.

Na condição de celebridade e ídolo nacional, o juiz Moro tem a obrigação de acertar nas suas decisões e na condução do super ministério que será colocado sobre sua responsabilidade, com apoio massivo da população brasileira.

Tomara que ele acerte e tenhamos, a partir de 2019, uma segurança pública melhor e mais eficiente, com a aplicação da lei para todos, independente de condição social ou econômica.