Segurança pública não se faz com números

Os recentes números divulgados pelo governo gaúcho, através de relatórios dos índices de ocorrências, querem convencer a população que a segurança pública melhorou, somente pelas estatísticas governamentais.

Para início de conversa convém lembrar que os números que são apresentados não tem uma sistemática de avaliação que se mantenha por vários governos, os quais mudam os critérios dos indicadores, conforme os interesses dos ocupantes dos cargos.

A realidade que vivenciamos nas cidades gaúchas mostra que houve um aumento da sensação de insegurança, pois as pessoas estão cada vez mais retraídas em suas residências, evitando circular por diversos bairros, visto saberem que nestes locais a probabilidade de serem vítimas é real.

Os municípios do interior, há poucos anos atrás, eram locais em que os moradores deixavam suas casas abertas, carros com chaves na ignição e sentavam nas calçadas para tomarem um chimarrão, mas agora exibem inúmeros assaltos a bancos, tráfico de drogas e outras ocorrências que eram típicas dos grandes centros urbanos.

A Região Metropolitana é um exemplo de que os números não são confiáveis, pois alguns municípios serão sempre citados como exemplo de locais inseguros, carregando sempre a pecha de violentas, mesmo com a mudança da realidade.

Alvorada é um exemplo, pois mesmo com o esforço dos integrantes da segurança do município, que mantêm a ordem nas ruas e previnem o crime, com significativo recuo dos números da criminalidade, sempre é citada pela mídia como uma cidade insegura.

Não muito diferente é a realidade de Viamão, que por apresentar alguns números altos, tornou-se a cidade gaúcha mais insegura, mesmo que haja uma atividade constante de combate ao crime.

Estas duas cidades não diferem das demais, pois cada município tem suas regiões mais violentas, sendo que as polícias fazem a sua parte, com muitas prisões diárias, operações constantes, flagrantes, buscas e apreensões.

No entanto esbarram num sistema carcerário que não dá conta de segurar os criminosos, enquanto a máquina judiciária ameniza as penas, sendo comum a prisão, por diversas vezes, de um delinquente pela prática do mesmo crime.

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