Faltam celas no RS

As imagens de criminosos algemados em viaturas da Brigada Militar mostram a falência do sistema prisional gaúcho, pois o ideal seria, depois de presos, aguardar, no máximo, três dias numa cela provisória para serem conduzidos até uma casa prisional.

Os governos estaduais não investiram em cadeias novas, sendo muitas prisões fechadas por estarem com problemas estruturais e falta de manutenção, além de decisões equivocadas por disputas políticas, havendo algumas cadeias prontas sem ocupação e outras em obras sem previsão de término.

Assistimos as viaturas paradas com diversos policiais militares em frente às delegacias, tendo que ficar vigiando os presos, fornecendo alimentação e conduzindo para banheiros, providenciando em cobertas para esses dormirem dentro dos carros, mesmo depois de apresentados às autoridades da polícia judiciária.

Faltam servidores da Polícia Civil para fazerem a custódia após os flagrantes, além de celas insuficientes para os diversos presos, todos os dias, nas cidades gaúchas, assim sobra para a Brigada Militar esta função, com diminuição das viaturas e policias nas ruas.

A superlotação das cadeias é uma realidade, com aumento das fugas durante este ano, além de mais apenados cumprindo penas no regime semi-aberto, muitos vindo a praticar crimes e sendo presos, acabam esperando algemados em viaturas pelas vagas que não existem.

O cenário não tende a mudar, pois a construção de novos espaços depende de vencer tanta burocracia, a qual impede que o problema da falta de celas seja amenizado, pois a solução plena não acontecerá no curto prazo, tendendo a aumentar o número de viaturas paradas com mais presos algemados.

Infelizmente as autoridades responsáveis pelo sistema prisional não parecem preocupadas, nem a população que perde segurança, observando as cenas que se tornam rotineiras e passam a ser normais, apesar de serem um absurdo, tanto do ponto de vista técnico, como humano.

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