A morte do Soldado Lunkes

Conheci a cidade de Porto Xavier em 1989, quando fui para lá fazer meu primeiro Inquérito Policial Militar, era um pequeno município, com poucas ruas e sem asfalto. Estive lá novamente neste ano durante as férias e continuava uma cidade típica do interior.

Surpreendeu a notícia de que um banco foi assaltado na pacata cidade, com uso de fuzis e metralhadoras, de escudo humano, confronto no local, fuga dos criminosos e resultando num cerco de policiais militares e civis.

Para este cerco foi chamado o soldado Fabiano Heck Lunkes, junto com outros que trabalhavam na cidade de Cerro Largo, sendo a guarnição posicionada próximo a um matagal, durante a madrugada, aguardando a chegada de mais efetivos para entrarem no mato, porém os criminosos saíram e entraram em confronto com os policiais militares.

Um tiro de fuzil, com calibre superior ao suportado pelo colete balístico do soldado Lunkes, causou um ferimento no peito, resultando em sua morte. Assim encerrou a vida do brigadiano, sendo carregado na viatura, por uma estrada de terra, morrendo junto aos seus colegas, que nada puderam fazer, pois seu corpo foi atravessado por um tiro de fuzil.

Ele inclui na Brigada Militar em 2009, deixando a esposa e um filho de quatro anos, além de diversos colegas e amigos em Cerro Largo, de onde saiu para morrer de forma tão violenta.

A vida de um policial militar tem como característica ser de extremo risco, pois nunca sabe se, durante a sua jornada de trabalho, haverá alguma situação de confronto, em qualquer horário, pode ser numa rua movimentada ou local isolado, pois não há um dia igual ao outro.

Morre mais um protetor da sociedade, que partiu para o confronto sem o equipamento adequado, mas que não recuou, foi em frente e cumpriu sua missão de bem servir à comunidade, que muitas vezes não reconhece a importância do serviço da Brigada Militar.

Descanse em paz soldado Lunkes!

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