Ministérios demais no Brasil

Brasília foi inaugurada no dia 21 de abril de 1960, pelo presidente Juscelino Kubitschek, sendo construídos 17 prédios para abrigarem os ministérios, sendo que o governo JK possuía 16 ministros, que se alojaram nos espaços destinados para cada pasta, juntamente com todos os funcionários e assessores.

No governo de Dilma Roussef teve o maior número de ministros, com 39 assessores diretos da presidente, numa explosão, havendo necessidade, na época, de aluguel de prédios para abrigar toda a estrutura ministerial daquele governo, que tinha por características abrigar aliados e ajustar apoios.

No início de 2019 havia 29 pastas ministeriais, as quais foram reduzidas para 22 pelo presidente Jair Bolsonaro, através da Medida Provisória nº. 870, que deve caducar no dia 03 de junho, sendo necessária a aprovação pelo Congresso Nacional para a sua manutenção, caso não haja a votação o governo terá um problema para resolver, pois retornam os 29 ministérios e a necessidade de nomear outros nomes para ocuparem os cargos que voltarão a existir.

Quando olhamos a nominata, dos ministros atuais, há uma infinidade de ocupantes que não tem habilidade política para conduzir importantes temáticas, as quais interessam à população brasileira, com muitas contradições, idas e vindas nas decisões governamentais.

Comparando o que tínhamos em 1960 e do que possuímos em 2019, pode-se imaginar que com 22 ministros haveria melhores ações governamentais, mas ao que parece temos ministros demais e efetividade nas ações de menos no governo atual.

Tomara que os deputados e senadores aprovem a Medida Provisória nº. 870, senão teremos mais ministérios e muita confusão após o dia 03 de junho, com novas discussões entre o Executivo e Legislativo brasileiro, talvez com a chamada do Judiciário para resolver a questão ministerial.

 

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