Dez anos sem Michael Jackson

A morte do Rei do Pop ocorreu em 25 de junho de 2009, em Los Angeles, após ser medicado com uma injeção de propofol, que causou uma parada cardíaca e o colocou em coma e, mesmo levado para um hospital, faleceu, por intoxicação, com apenas 50 anos.

A carreira de Michael Jackson iniciou em 1964, quanto tinha cinco anos, cantando junto com seus irmãos no Jackson 5, assumindo como vocalista principal em 1968 e dois anos depois o grupo alcançava o sucesso mundial.

Quando tinha 13 anos, em 1971, veio a carreira solo, lançando seus primeiros sucessos e sendo reconhecido mundialmente. Seus discos de maior sucesso foram Off the wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e History (1995), sendo que Thriller, com 110 milhões de cópias vendidas, tornou-se o álbum mais vendido da história.

Os números de Michael Jackson são extraordinários, sendo o artista mais rico do mundo, com uma fortuna estimada de 8 bilhões de dólares, vendendo após a sua morte, mais outro bilhão de dólares.

A vida do Rei do Pop foi marcada por polêmicas, com várias acusações de abuso de crianças, um casamento, em 1994, com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie. Tendo vivido muitos anos isolado em seu rancho Neverland, numa alusão ao clássico Peter Pan, o que veio a ser vinculado ao fato de Michael Jackson não querer envelhecer e tornar-se adulto.

Sua mudança de aparência também era alvo de especulações, inclusive com mudança da cor de sua pele, chegando a ficar bem clara, além de inúmeras cirurgias para modificar seu rosto, com um novo formato e alterações no nariz e cabelos.

O talento natural levou Michael Jackson a receber inúmeros prêmios por sua obra, sendo reconhecido mundialmente como o Rei do Pop, com seu nome gravado, em 1984, na Calçada da Fama de Hollywood, numa justa homenagem ao grande cantor, dançarino e compositor, que deixou uma obra que continua produzindo frutos, após 10 anos de sua morte.

20 anos da duplicação da RS 118

A RS 118 possui um total de quase 70 quilômetros, iniciando na BR 116, em Sapucaia do Sul, passando pelas cidades de Esteio, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada e Viamão, tendo como ponto final o portão do antigo Hospital Colônia Itapuã.

As obras da duplicação de parte da RS 118, aproximadamente 22 quilômetros de extensão, entre Sapucaia do Sul e Gravataí, têm se estendido por quase duas décadas, pois o projeto surgiu no governo de Antônio Brito, chegando ao sexto sucessor sem finalizar os trabalhos de criação de uma segunda pista dupla.

De Gravataí até Viamão a rodovia permanece com pista simples e muitos problemas, asfalto defeituoso e concreto com rachaduras, sem previsão de investimentos para melhorar a situação, sendo inúmeros os casos de acidentes e problemas mecânicos dos veículos.

Após o entroncamento com a RS 040, onde atualmente há obras de um viaduto, a RS 118 segue até Itapuã, com muitos locais sem pavimentação, situação que deve permanecer inalterada, visto não haver interesse dos governos em investir para melhorar as condições do trânsito neste trecho.

Sucessivas administrações federais e estaduais investiram enormes cifras para a realização de duplicação desta pequena distância, em obras continuamente interrompidas, com prejuízos aos usuários da rodovia, muitas empresas obtendo lucro nas várias retomadas das atividades.

Além disto, a cada parada, novas famílias acabam invadindo as áreas que deveriam ser a nova pista, gerando novas despesas para a destruição das residências irregulares e remoção das pessoas.

Mais uma vez anunciam que, com investimento de 112 milhões de reais, será possível concluir a obra em 2020, numa nova promessa, já repetida diversas vezes ao longo destes quase 20 anos, em que já se investiram enormes cifras naquele pequeno trecho da estrada.

Mais uma vez a população da Região Metropolitana tem a previsão do final das obras de um projeto antigo, o qual, se concluído, estará defasado, não atendendo às necessidades das cidades de Alvorada e Viamão.

Celulares são perigosos

 

As notícias mais destacadas dos últimos dias têm, como elemento comum, as mensagens trocadas através dos aparelhos celulares dos envolvidos nos fatos. O suposto crime de Neymar foi exposto por vídeo, mostrando uma discussão, gravado pela modelo Najila, que alega ter sido estuprada, em Paris, pelo jogador num quarto do hotel Sofitel Arco do Triunfo.

Em sua defesa Neymar usou vídeos, fotos e conversas que estavam no seu celular e colocou nas redes sociais, num contraponto às acusações, alegando que o encontro e as relações sexuais foram feitos de forma consensual, portanto sem acontecer o estupro.

Depois da denúncia Neymar lesionou-se e ficou de fora da Copa América, inclusive tendo a perda de alguns patrocinadores que desistiram de ter como garoto-propaganda um suposto estuprador.

Por aqui, o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol tiveram suas conversas, trocadas via celular, obtidas ilegalmente por um site de notícias, divulgadas pela mídia, mostrando um suposto ajuste, entre a acusação e o julgador, para obter as provas e ajustar detalhes para condenação dos investigados pela Operação Lava-Jato.

Para se defender o procurador postou um vídeo alegando ter sido vítima de um crime, pois houve uma invasão clandestina de sua privacidade, expondo suas falas fora de um contexto, tentando desqualificar o trabalho de combate à corrupção.

Moro perde credibilidade na sua luta contra a criminalidade à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública e pode não ser indicado, futuramente, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

São dois casos emblemáticos e que dominam as conversas da população e os espaços da mídia, afinal envolvem dois ídolos de nosso país, o craque Neymar e o juiz Moro, ambos amplamente amados e odiados, por suas ações e atitudes nas suas áreas de atuação.

Agora um é acusado de ter praticado estupro e o outro de agir de forma não ética, com enormes prejuízos às suas imagens públicas, tendo como instrumento de acusação materiais que estavam em pequenos aparelhos celulares.

Os piratas dos piratas

Nosso país deve ser o único que consegue falsificar os produtos falsificados, pois temos a criatividade de, a partir de produtos piratas, criar algo pior ainda. No caso dos cigarros produzidos no Paraguai, de baixíssima qualidade, acontece a produção, em fábricas clandestinas no Brasil, de produtos ainda piores, com matéria-prima de procedência duvidosa ou, até mesmo, conseguida através do roubo de cargas.

Para montar uma fábrica no Brasil é necessário adquirir, via contrabando, maquinário paraguaio, depois trazer, em ônibus fretados, os trabalhadores ilegais do país vizinho. Estes serão colocados em barracões, terão retirados seus celulares, ficando sem nenhum direito ou condições seguras de trabalho, numa situação análoga à escravidão.

A matéria-prima é fornecida por empresas beneficiadoras de tabaco, sem nenhum controle sanitário, paga em dinheiro vivo e sem a emissão de notas fiscais. Após serem produzidos os cigarros clandestinos, devidamente embalados, serão entregues aos comerciantes, através de um sistema de distribuição, para diversas regiões do Rio Grande do Sul, com enorme número de interessados em adquirir o produto mais barato.

O preço final, da carteira de cigarros, custa a metade do preço de uma produzida legalmente no Paraguai, gerando enormes lucros para os comerciantes e fabricantes. Para comparação a carteira produzida no Brasil custa R$ 7,50 para o comerciante, com altas taxas de impostos embutidas no preço, enquanto que a carteira paraguaia ilegal tem custo de R$ 2,10, sem nenhuma tributação.

Assim temos produtos ruins, com enormes riscos à saúde, com perdas de receita fiscal e um público consumidor, onde não existem inocentes, com lucros ilegais para todos envolvidos. ncia, formando uma rede de clandestinidade e prqorme pcomerciante, com altas taxas de impostos embutidas no preço, en