Os piratas dos piratas

Nosso país deve ser o único que consegue falsificar os produtos falsificados, pois temos a criatividade de, a partir de produtos piratas, criar algo pior ainda. No caso dos cigarros produzidos no Paraguai, de baixíssima qualidade, acontece a produção, em fábricas clandestinas no Brasil, de produtos ainda piores, com matéria-prima de procedência duvidosa ou, até mesmo, conseguida através do roubo de cargas.

Para montar uma fábrica no Brasil é necessário adquirir, via contrabando, maquinário paraguaio, depois trazer, em ônibus fretados, os trabalhadores ilegais do país vizinho. Estes serão colocados em barracões, terão retirados seus celulares, ficando sem nenhum direito ou condições seguras de trabalho, numa situação análoga à escravidão.

A matéria-prima é fornecida por empresas beneficiadoras de tabaco, sem nenhum controle sanitário, paga em dinheiro vivo e sem a emissão de notas fiscais. Após serem produzidos os cigarros clandestinos, devidamente embalados, serão entregues aos comerciantes, através de um sistema de distribuição, para diversas regiões do Rio Grande do Sul, com enorme número de interessados em adquirir o produto mais barato.

O preço final, da carteira de cigarros, custa a metade do preço de uma produzida legalmente no Paraguai, gerando enormes lucros para os comerciantes e fabricantes. Para comparação a carteira produzida no Brasil custa R$ 7,50 para o comerciante, com altas taxas de impostos embutidas no preço, enquanto que a carteira paraguaia ilegal tem custo de R$ 2,10, sem nenhuma tributação.

Assim temos produtos ruins, com enormes riscos à saúde, com perdas de receita fiscal e um público consumidor, onde não existem inocentes, com lucros ilegais para todos envolvidos. ncia, formando uma rede de clandestinidade e prqorme pcomerciante, com altas taxas de impostos embutidas no preço, en

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