Incêndios em prédios públicos

A catedral de Notre Dame está parcialmente destruída devido a um incêndio que iniciou nos espaços que estavam sendo restaurados, pois suas estruturas apresentavam problemas em diversos pontos.

Depois de 850 anos, foi palco da posse de Napoleão Bonaparte, passando pela Revolução Francesa e por duas Guerras Mundiais, mas não resistiu a um incêndio, o qual resultou na queda de sua agulha imponente, que indicava o coração da cidade de Paris.

Os bombeiros tiveram o cuidado de evitar o uso excessivo de água para combater o fogo, pois seria mais um elemento a destruir o prédio histórico, sendo possível assim resgatar relíquias do interior do prédio, numa operação arriscada.

A previsão das autoridades francesas é que em cinco anos tudo estará reconstruído, num trabalho de restauração para manter a originalidade da histórica catedral de Paris.

Por aqui tivemos um incêndio num prédio histórico, o Mercado Público de Porto Alegre, com uma pequena parte do telhado e de seu andar superior atingidas pelas chamas e depois pela água em excesso, porém já se passaram quase seis anos e ainda não conseguiram reconstruir.

Em Paris a destruição foi bem maior, mas já está sendo providenciada a reconstrução imediata, mas em Porto Alegre tudo demorou, com atraso no início das obras devido a muita burocracia e problemas na liberação de acesso da população à sua história.

Nem falo do Museu Nacional, pois como o estrago foi bem maior do que no Mercado Público, assim, possivelmente, ficará como um monte de ruínas do prédio que abrigou um dos maiores acervos históricos do Brasil.

Os incêndios foram semelhantes, mas as providências para recuperar o que foi destruído acontecem de forma bem diferente em nosso país, mostrando que não nos preocupamos em recuperar espaços de cultura e história.

Conchadas de alegria

Alvorada está na mídia por um motivo diferente, pois, na maioria das vezes, a cidade é exposta por sua violência e números de assassinatos, porém desta vez é a estrutura da Escola Municipal Frederico Dihl, localizada no bairro Americana, que é destaque, porque nas últimas semanas um áudio trocado numa conversa entre dois alunos, Pierre e Igor, comentando sobre a qualidade do almoço da escola, viralizou.

O áudio no seu início alerta sobre Igor ter perdido algo muito importante, mas no decorrer da sua fala, Pierre vai descrevendo o excelente cardápio, a qualidade da comida e, no momento mais engraçado, como consegue pegar três conchadas de iscas de frango, quando a cozinheira não estava olhando.

O modo como as coisas aconteceram mostram a força das redes sociais, levando o áudio para muitas pessoas, numa corrente de transmissão da felicidade de um menino com uma comida de boa qualidade, preparada por funcionárias da escola onde estuda, num ato simples, que transmite o afeto delas pelas crianças.

Ver a foto de Pierre e Igor estampada nos jornais, as reportagens na televisão e os comentários nas rádios, alegra os moradores de Alvorada, pois sempre é bom ser notícia positiva. Saber dos elogios para as funcionárias, dos alunos uniformizados e toda a qualidade de uma escola do município, tanto no ensino, como nos detalhes para o apoio aos alunos, com uma estrutura física bem conservada.

Pena que a realidade da maioria de nossas escolas seja diferente, com muitos prédios sucateados, falta de condições ideais para professores, funcionários e alunos, além da inexistência de cardápios especiais como o desta escola. Mas quem sabe esta notícia motive os administradores públicos a atentarem para melhorar a educação.

Tomara que outros aspectos positivos de Alvorada passem a ser explorados pela mídia, a bela Praça Central, toda a estrutura do Movimento Tradicionalista e as diversas manifestações culturais existentes, como a Feira do Livro, além da população ordeira, que recebe com hospitalidade todos que chegam à cidade.

Ver para crer

A recente prisão do ex-presidente Michel Temer fez a população acreditar que algo está mudando no Brasil, porque o encarceramento de Luis Inácio Lula da Silva poderia ser visto como caso isolado, mas dois ex-presidentes presos por corrupção, mostra que ela está sendo combatida.

Os roubos do patrimônio público que Temer, na condição de líder de uma quadrilha distribuída em diversas instâncias do poder público, junto com os seus comparsas chegaram à marca de um bilhão de reais em 40 anos de corrupção e troca de favores entre os políticos com empresas públicas e privadas.

Os recursos jurídicos virão para tentar libertar os corruptos, já que nossa legislação é farta de instâncias recursais, o que vai arrastando os processos e adiando a prisão dos culpados, mesmo com farta quantidade de provas, permitindo que Temer agora responda em liberdade as acusações.

Exemplos de corruptos históricos que passaram a vida roubando, mas fazendo algo em prol da população são inúmeros em nosso país, porém as prisões de Lula e Temer podem significar que isso deixe de acontecer com tanta freqüência e impunidade no Brasil.

Estas prisões poderão fazer com que algo venha a mudar no cenário político brasileiro e os detentores do poder tenham mais zelo pelo dinheiro público e não usem para o favorecimento e enriquecimento pessoal, deixando do misturar a coisa pública com a vida privada.

No entanto, somente se houver a mudança de atitude na hora de escolher os futuros governos é que o povo vai mostrar sua inconformidade com a corrupção, pois se os ladrões continuarem no poder, com expressivas votações a cada eleição, nada mudará no sistema político brasileiro.

Bolsonaro e Trump

O encontro, ocorrido em 19 de março, entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump foi um momento histórico, numa reaproximação de dois países que estavam afastados pelas diferenças das propostas políticas que estavam no poder, de cunho mais socialista, colaborando com países como Cuba e Venezuela, onde o poder estatal é mais forte e centralizado.

O atual governo do país prega a valorização da propriedade privada e do sistema econômico centrado na livre iniciativa, com interferência mínima do Estado e a privatização de tudo que não seja, no entendimento dos governantes, prioridade do governo federal.

Donald Trump é um defensor de seu país, inclusive com a proposta de erguer um muro, ao longo da fronteira com o México, para que estrangeiros não entrem em solo americano, além de pregar a valorização dos produtos dos Estados Unidos, em detrimento dos que venham de outros países.

Jair Bolsonaro elegeu-se pregando a valorização da pátria brasileira, a defesa dos símbolos nacionais e valores tradicionais, numa semelhança com o ideário de Trump, com ambos defendendo políticas armamentistas.

O encontro foi no Salão Oval da Casa Branca, onde os presidentes foram acompanhados de intérpretes, o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o conselheiro de Segurança Nacional americano, John Bolton e a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, com portas fechadas, sem acesso à imprensa.

Alguns assuntos tratados foram: a utilização da Base de Alcântara pelos Estados Unidos; a entrada do Brasil, como país desenvolvido, na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); o fim da exigência de visto para que americanos entrem no Brasil e, ainda, a crise na Venezuela.

Não podemos saber se resultados do encontro serão bons para o Brasil, já que Bolsonaro portou-se como um fã de Trump, como se não estivesse em igualdade de condições para tratar com o mandatário americano.

Boneca virtual substitui os pais

A boneca Momo, uma febre momentânea, está sendo a responsável por crianças tomarem atitudes violentas, através de sua aparição em vídeos na internet, solicitando que os pequenos venham a se mutilar e, até mesmo, praticarem suicídio, causando uma onde de preocupação nas famílias.

O aparecimento da imagem começou em 2018, quando falsos perfis do whatsapp usavam a figura da Momo e lançaram ameaças para quem acessasse as mensagens, o que viralizou, numa propagação de boatos, levando pessoas a criarem mais e mais vídeos vinculados à Momo.

A foto de Momo é, na realidade, parte de uma escultura japonesa criada, em 2016, pelo artista plástico Keisuke Aisawa, exposta no museu Vanilla Galery, em Tóquio, sendo utilizada por usuários das mídias sociais, de diversas formas, inclusive para lançar desafios para crianças e adolescentes.

Na realidade a Momo é mais uma das tantas lendas urbanas surgidas na internet, como aconteceu com a Baleia Azul, em 2017, que se alimenta de pessoas desesperadas, que acreditam em tudo que recebem em suas mídias sociais, passando adiante, sem conferir o conteúdo.

Os pais atuais, em sua maioria, estão constantemente em suas mídias sociais, assim não conseguem acompanhar os filhos no mundo real, estão sem tempo para conversar, olhar e orientar as crianças e adolescentes, que também ficam em tablets e celulares, sem nenhuma supervisão.

Acompanhar os filhos em brincadeiras, jogos e incentivar a leitura são algumas formas dos pais participarem da infância dos filhos e conversar com os adolescentes sobre os mais diversos assuntos, orientando como proceder nas mais diversas situações.

O desespero toma conta de pais que, ausentes, não explicam aos filhos sobre como devem se comportar e agir, sentindo-se ameaçados por uma boneca virtual, ou 55outra lenda que possa surgir, assim pela falta do convívio com os filhos, passam a culpar os meios digitais por divulgar algo que eles deveriam fiscalizar.

Quando um amor mata

A morte do menino Bernardo Boldrini, assassinado em 04 de abril de 2014, mostra que o pai, Leandro Boldrini e a madrasta, Graciele Ugoline, apaixonados, resolveram se livrar do menino para poderem viver um grande amor, sem as interrupções de uma criança que só queria atenção e carinho.

O planejamento passou por convidar Bernardo para um passeio, a fim de comprar presentes, já com a injeção letal devidamente pronta para acabar com o problema que não permitia o amor dos assassinos ser tranqüilo.

A ajuda dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganowicz, primeiro para aplicar a injeção e, após a morte, a cavar um buraco, colocar soda cáustica, depois enterrar e ali deixar apodrecer o corpo inocente do menino que não teve nenhuma chance de defesa.

Os erros cometidos na execução do plano levaram a polícia aos assassinos, pois câmeras filmaram Bernardo com a madrasta antes do assassinato, além da localização do carro e as ferramentas usadas para a ocultação do cadáver do menino, num mato no interior de Frederico Westphalen.

Os valores pagos à Edelvânia também foram localizados, levando a cúmplice a contar detalhes do crime, inclusive a mentira de que a injeção seria para aliviar a dor do menino, que dormiu no banco do carro e depois morreu por envenenamento com Midazolam, prescrito em receita pelo pai do menino.

Após quase cinco anos, período em que os criminosos estão presos, agora vem o julgamento, que deve durar uma semana, com depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, alegações da defesa e da acusação, numa tentativa de reconstruir o que ocorreu, desde o abandono da criança, culminando com a morte e a tentativa de ocultar o crime.

A mãe de Bernardo morreu em circunstâncias estranhas, cometendo suicídio no consultório de Leandro Boldrini, segundo apurado pelas autoridades, o que originou o abandono de Bernardo, vivendo em constante conflito com a madrasta, com o descaso do pai, culminando com o crime que abalou a cidade de Três Passos.

Esperemos que a justiça seja feita e Bernardo possa descansar em paz.

Carnaval ou bagunça

As notícias de que várias pessoas entraram em confronto com as polícias militares em diversos locais do Brasil, inclusive com imagens de violência contra os policiais, que tentavam acabar com atos de vandalismo e depredações, além de inúmeros casos de brigas e assaltos contra os verdadeiros foliões.

Os problemas acumulam-se, iniciam pela omissão das autoridades, por autorizar alguns eventos sem condições de segurança, pela pressão de algumas entidades que desejam as festas nas ruas, mediante alguns editais que não esclarecem as responsabilidades dos organizadores.

Mesmo com o alerta dos organismos de segurança, os eventos acontecem, não há preocupação com a segurança daqueles que querem se divertir, não havendo revistas nos que chegam, nem limites para a venda de bebidas para adolescentes, num crescente de irresponsabilidades que culminam nas cenas de confronto.

Nossa cultura carnavalesca, antigamente, estava ligada aos eventos nas ruas, porém com o tempo, as prefeituras organizaram espaços para a realização dos desfiles, com dinheiro público sendo investido para as festas carnavalescas, porém nos últimos anos, devido à crise econômica, as verbas escassearam, fazendo retornar às ruas.

Este retorno aconteceu de forma desorganizada, com eventos espontâneos em muitos lugares, dispersos e sem estrutura adequada, com as prefeituras isentando-se de investir e deixando que empresas privadas assumissem o controle destas festas.

O maior espetáculo da Terra acontece no Rio de Janeiro, uma cidade que trabalha o carnaval durante todo o ano, com estrutura adequada, com um Sambódromo, o qual serve de modelo a outros que surgiram depois. No Nordeste os eventos acontecem nas ruas, com multidões seguindo os blocos, bonecos gigantes e outras manifestações culturais, com uma estrutura de segurança adequada.

Por aqui nossos sambódromos são arremedos, enquanto eventos como os carnavais fora de época deixaram de existir, com as entidades carnavalescas perdendo espaço e verbas públicas, enquanto os desfiles desorganizados pelos bairros acabam gerando muita confusão e bagunça, com pouca alegria.

Zona de Guerra

O dia 23 de fevereiro de 2019 ficará marcado pelos acontecimentos estranhos ocorridos na fronteira do Brasil com a Venezuela, quando dois pequenos caminhões tentaram, inutilmente, entrar no país vizinho com uma ajuda humanitária ridícula, pois suas cargas eram tão pequenas que não fariam diferença na vida dos venezuelanos.

Se fossemos um país sério e preocupado com a população venezuelana, nossos governantes deveriam ter organizado um comboio com centenas de caminhões, carregados de alimentos e medicamentos para auxiliar os milhões de venezuelanos que estão recolhendo restos de comida dos lixos.

Foi uma encenação de apoio, com alimentos cedidos, na maior parte, pelo governo americano e uma parcela de material brasileiro, somando-se a quatro caminhões enviados via Colômbia, mesmo com a decisão do governo venezuelano de fechar as fronteiras e não aceitar doações de países que reconheceram um presidente autodeclarado.

O pior de toda esta confusão foi que militares e população venezuelanos entraram em conflito nas fronteiras, com dezenas de mortos e feridos, sendo socorridos e levados para o território brasileiro, enquanto nossas autoridades diziam que não era um problema do Brasil, pois aconteceram numa zona neutra entre os dois países.

Na sequencia, vários países, inclusive o Brasil, mandaram representantes e numa reunião decidiram por sanções econômicas à Venezuela, sem cogitar a intervenção militar, relevando as mortes de venezuelanos pela Guarda Bolivariana, ocorridas nas fronteiras com Brasil e Colômbia.

A guerra já começou, pois quando militares matam pessoas de seu próprio país não se pode considerar algo dentro da normalidade, ainda mais quando o motivo é a fome e a doença da população, enquanto dois presidentes, Guaídó e Maduro, ficam negociando com diversos países, numa guerra ideológica, onde os maiores prejudicados serão os venezuelanos.

 

10, 100 ou 1000

Os números dos mortos em tragédias neste inicio de ano só tendem a aumentar, são tantas irresponsabilidades de nossos governantes e ganância de empresários que se preocupam com seus lucros, aliada a um sistema de punição que não funciona.

O Ninho do Urubu foi organizado para receber as categorias de base do Flamengo e servir de espaço para treinamentos, além de possuir alojamento para alguns jogadores, mas com um detalhe que só veio a público com a morte de dez meninos, pois não havia autorização para existir o alojamento.

Uma centena de mortos, no mínimo, foi o que restou da barragem de Brumadinho, onde uma estrutura de terra foi colocada de forma irresponsável, com laudos, possivelmente forjados, mostrando que estava tudo correto, porém depois da tragédia a verdade apareceu tudo estava irregular.

As investigações nos dois casos apontam para uma sequência de erros, com a benevolência de alguns órgãos públicos que não fizeram sua parte, deixando de fiscalizar aquilo que deveriam, permitindo omissão de empresários que não realizaram as obras e reparos que eram necessários.

Mas já tivemos outras tragédias, como a da boate Kiss, onde, entre mortos e feridos, chegamos a quase mil pessoas, o que gerou uma nova legislação para a prevenção de incêndios, mas que na prática não funciona, porque o alojamento do Flamengo foi uma nova armadilha.

Espero que no futuro os políticos e empresários tenham interesse em modificar uma cultura que tem por objetivo ajeitar os processos, evitar fiscalizações corretas, corromper funcionários públicos e burlar as regras que deveriam evitar as tragédias no país.

Outra tragédia atingiu apenas uma pessoa, o jornalista Ricardo Boechat que voava num helicóptero particular, sem autorização para fazer a viagem, ou seja, descumprindo uma série de regras.

Mais um número na estatística de mortes trágicas.

Férias especiais

Todos os anos as famílias organizam-se para as férias, deixando suas rotinas e deslocando para lugares onde existam espaços de lazer e descanso, procurando sair da rotina e conseguir momentos de descontração e alegria, longe da pressão do cotidiano.

Neste ano tive a oportunidade de conhecer a Argentina, junto com minha família, passando por várias cidades do Rio Grande do Sul, principalmente na região das Missões, fomos até as ruínas de São Miguel, podendo constatar a imponência de um patrimônio da humanidade.

Mas resolvi também explorar uma missão jesuítica no país vizinho, assim fui até San Ignacio, onde também existem ruínas, mas em melhores condições do que as de São Miguel, pois a destruição causada pelos espanhóis foi em menor escala.

Sabemos tão pouco sobre a importância do trabalho dos jesuítas, que conseguiram erguer 30 missões, no Paraguai, Argentina e Brasil, reorganizando sociedades indígenas, aproveitando o conhecimento dos índios na lida com a agricultura e as suas habilidades no trabalho com madeira e outros materiais do seu habitat.

Observar as ruínas de uma missão é algo impressionante, podendo ter ideia da estrutura social e econômica que funcionava naqueles espaços, com uma área destinada às moradias, outra para a realização de trabalhos diversos, além do espaço das atividades culturais e religiosas.

Tudo foi planejado para que a missão fosse autossuficiente, sendo possível verificar o cultivo de diversos alimentos, criação de gado e também a confecção de materiais necessários para a subsistência, construção e manutenção de todo o complexo de edificações.

Assim pude aproveitar para conhecer a história das missões, juntamente com meus familiares, aprendendo que um sistema comunitário, onde todos participavam com seu trabalho e tinham seu espaço naquelas sociedades, funcionava muito bem.

Pena que os reinos europeus tenham decidido acabar com tudo, de forma violenta, expulsando os índios de suas terras e retirando os jesuítas da América, acabando com todo um trabalho de valorização do ser humano, que funcionou muito bem por mais de três séculos.