Férias especiais

Todos os anos as famílias organizam-se para as férias, deixando suas rotinas e deslocando para lugares onde existam espaços de lazer e descanso, procurando sair da rotina e conseguir momentos de descontração e alegria, longe da pressão do cotidiano.

Neste ano tive a oportunidade de conhecer a Argentina, junto com minha família, passando por várias cidades do Rio Grande do Sul, principalmente na região das Missões, fomos até as ruínas de São Miguel, podendo constatar a imponência de um patrimônio da humanidade.

Mas resolvi também explorar uma missão jesuítica no país vizinho, assim fui até San Ignacio, onde também existem ruínas, mas em melhores condições do que as de São Miguel, pois a destruição causada pelos espanhóis foi em menor escala.

Sabemos tão pouco sobre a importância do trabalho dos jesuítas, que conseguiram erguer 30 missões, no Paraguai, Argentina e Brasil, reorganizando sociedades indígenas, aproveitando o conhecimento dos índios na lida com a agricultura e as suas habilidades no trabalho com madeira e outros materiais do seu habitat.

Observar as ruínas de uma missão é algo impressionante, podendo ter ideia da estrutura social e econômica que funcionava naqueles espaços, com uma área destinada às moradias, outra para a realização de trabalhos diversos, além do espaço das atividades culturais e religiosas.

Tudo foi planejado para que a missão fosse autossuficiente, sendo possível verificar o cultivo de diversos alimentos, criação de gado e também a confecção de materiais necessários para a subsistência, construção e manutenção de todo o complexo de edificações.

Assim pude aproveitar para conhecer a história das missões, juntamente com meus familiares, aprendendo que um sistema comunitário, onde todos participavam com seu trabalho e tinham seu espaço naquelas sociedades, funcionava muito bem.

Pena que os reinos europeus tenham decidido acabar com tudo, de forma violenta, expulsando os índios de suas terras e retirando os jesuítas da América, acabando com todo um trabalho de valorização do ser humano, que funcionou muito bem por mais de três séculos.

Lama assassina

O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, de propriedade da mineradora Vale, trouxe destruição e morte na região da cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, contabilizando 110 mortos e mais de 300 desaparecidos desde o dia 25 de janeiro de 2019, quando houve o desmoronamento da parede e a lama deslizou.

Foram soterradas diversas estruturas da Vale, além de fazendas e plantações, derrubando pontes e destruindo estradas, levando dejetos da extração de minérios para o rio Paraopeba, sendo possível chegarem até a foz do rio São Francisco, o que poderá levar toda contaminação aos estados do Nordeste.

Em Mariana, a barragem do Fundão também rompeu em 2015, levando devastação e tragédia, com lama contaminada por mais de 500 quilômetros, chegando ao Espírito Santo, onde manchou de marrom o mar daquele estado, com 19 mortes confirmadas naquele desastre.

Minas Gerais possui o maior complexo de exploração de minério de ferro do Brasil e a utilização de barragens para depósito de dejetos é utilizada em larga escala, tornando o entorno das minas possíveis cenários de novas tragédias, devido a esta tecnologia não é utilizada em outros países.

Por lá a terra retirada das minas, depois de separada dos minérios, é reaproveitada e são replantadas árvores nas regiões de mineração, recuperando o equilíbrio do meio ambiente, enquanto que no Brasil as mineradoras acumulam a lama, estocando em barragens inseguras, deixando as regiões exploradas com imensas áreas devastadas e sem vegetação.

As autoridades reafirmam, pois já fizeram isso na tragédia de Mariana, que agora a fiscalização irá mudar, a legislação será mais rígida, com equipes analisando todas as barragens brasileiras, numa reprodução de tudo que já foi dito em 2015. Até agora nenhum dos responsáveis pelo desastre de Mariana foi condenado, o que pode nos fazer pensar o mesmo poderá ocorrer em Brumadinho.

No fim das contas a lama poderá ser declarada a assassina de tantos inocentes.

Dois presidentes e nenhum governo

A Venezuela está atualmente com dois presidentes, de um lado assumiu em 10 de janeiro o presidente eleito Nicolas Maduro, através de eleições contestadas por diversos países e de outro Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país em 23 de janeiro, dando início a uma crise institucional no país vizinho.

Tudo iniciou em 1998, quando Hugo Chavez venceu as eleições para a presidência venezuelana, adotando uma política populista, que durou até sua morte no ano de 2012, baseada principalmente na exportação de petróleo, cujos valores eram utilizados para a importação de todos os produtos necessários para a população.

Com a queda do preço do petróleo em 2014 e redução da produção do produto, os venezuelanos tiveram redução de suas receitas, pois desde o final da Primeira Guerra Mundial os sucessivos governantes apostaram na exploração do petróleo, significando 96% das receitas da exportação do país, sem investimentos em agricultura e outros setores da economia.

Maduro não tem o carisma de Chaves, assim a oposição obteve mais adesão da população, o que permitiu que o líder da oposição conseguisse criar um fato político tão importante, gerando uma avalanche de apoios internacionais, favoráveis ou contrários a ambos os presidentes.

A população venezuelana vem sofrendo na mão de ditadores, os quais se aproveitaram de possuir as maiores reservas de petróleo do mundo, usando todo lucro para privilégios de pequenas elites, enquanto a maioria dos venezuelanos não tem acesso ao mínimo para sobreviver.

As privações levaram três milhões de pessoas a deixarem a Venezuela, buscando melhores condições junto a países vizinhos, pois alimentação e medicamentos estão em falta no país, com inflação chegando a um milhão por cento em 2018, desta forma temos dois presidentes, mas nenhum governo para conduzir um país com confrontos, mortes e feridos, resultado de duas forças políticas em luta pelo poder.

Placas Mercosul

A novidade das placas que, segundo informado, serão adotadas por todos os países do Mercosul, está causando muitos problemas para os proprietários de veículos novos ou transferidos neste início de 2019, pois a troca de toda frota deverá ser executada nos próximos anos.

Além do preço extorsivo, em torno de 250 reais, há ainda a burocracia e o desencontro de informações sobre quais veículos devem trocar as placas, inclusive com uma corrida aos credenciados do Detran de donos de carros que não precisam trocar imediatamente suas placas.

A principal novidade é que apenas o país de origem será identificado, sendo retirada a tarjeta informava o estado e o município de emplacamento do veículo, que foi substituída por um código acessível mediante aplicativo de celular.

Outra alteração foi a substituição do um dos números das placas anteriores por uma letra, o que ampliou a possibilidade de combinações de 175 para 450 milhões, com maior número de veículos podendo ser emplacados no Brasil.

Nos demais países do Mercosul a nova placa também será implantada, porém sem prazos ainda estipulados, porém mudando os padrões de tamanho hoje existentes, devendo todos os países adotarem o mesmo tamanho de placas que será de 40 centímetros de largura por 13 centímetros de altura.

Críticas não faltam ao novo sistema, pois as novas placas são mais difíceis para leitura, além de não ser possível identificar a cidade do veículo, pois a padronização das placas deixa tudo igual, apenas sendo possível saber que o veículo é de outro estado pela letra inicial.

Só saberemos se as placas Mercosul serão eficientes nos próximos anos, por enquanto vamos continuar vendo placas novas e antigas circulando nas cidades, podendo, inclusive, ser revogada a adoção do novo sistema.

Enchentes no RS

Alegrete e diversas cidades do Rio Grande do Sul sofreram com uma quantidade de chuva inesperada no início deste ano, causando a elevação dos níveis dos rios que cercam as cidades e, consequentemente, a invasão das ruas pela água acumulada nos leitos estreitos e assoreados.

As plantações que se estendem pelas planícies e planaltos de nosso mundo, tomando o lugar de florestas, mudaram o fluxo natural da água, que acaba sendo vaporizada em demasia, devido ao aumento da temperatura e formando mais chuvas, com períodos de enchentes constantes em diversos locais, além da elevação dos oceanos pelo aumento das temperaturas nos pólos, derretendo montanhas de gelo.

Nossa civilização caracteriza-se pelo uso indiscriminado dos recursos naturais para a produção industrial, com máquinas cada vez mais complexas e que usam matérias primas que escasseiam, sem a devida reposição, numa forma de destruição do planeta sem precedentes.

A água que hoje sobra nos nossos rios, está faltando em algum ponto do planeta, assim este ciclo de catástrofes como vendavais, enchentes, terremotos, furacões e tantas outras tragédias, anteriormente mais raras, hoje são constantes e cada vez mais devastadoras.

Milhares de pessoas estão desabrigadas, pois tiveram suas casas invadidas pelas águas poluídas dos rios, destruindo inúmeras partes das cidades gaúchas, sendo possível imaginar que toda esta água que passou por vários pontos, chegará a outras cidades, no caminho em direção ao mar.

As cidades que se encontram mais próximas a outros rios e lagoas deverão passar por enchentes nos próximos dias, pois nossos rios não têm mais seus leitos naturais, foram aterrados e invadidos pela urbanização, com inúmeros pontos aonde as enchentes vão se repetir como nos anos anteriores.

Se não houver mudança no comportamento de nossa civilização, caminharemos para um cenário cada vez mais crítico, com verões mais quentes em oposição a invernos mais frios, com desequilíbrio das chuvas e de períodos de seca.

Azul ou rosa

Sou de um tempo em que os enxovais dos bebês eram confeccionados pelas mulheres das famílias, eram roupas de tricô e crochê, sendo a cor azul destinada aos meninos e a rosa para as meninas, numa repartição de mundo masculino e feminino que começava antes mesmo do nascimento.

Havia a opção das cores verde e amarelo, pois não havia a certeza dos modernos exames que determinam o sexo da criança dentro do ventre da mãe, assim não ocorria o constrangimento de um menino com enxoval rosa ou o contrário, porém, isto, às vezes, acontecia, sendo logo providenciado um novo com a cor adequada ao sexo da criança.

Aprendi que rosa era uma cor feminina e azul dos meninos, porém a vida mostrou que as cores são apenas cores, não determinando a opção sexual das pessoas, mas ainda assim, lembro de alguns antepassados que não usavam rosa, por se sentirem incomodados.

Liberdade de escolha é um dos princípios fundamentais do ser humano, assim alguns usarão cores que a tradição aponta como feminina e mulheres usarão azul sem nenhum problema grave nas suas vidas, mas alguns grupos defendem cores invertidas para destacar a diversidade e outros vêm no sentido contrário.

A declaração da ministra, de que a partir de agora meninos usarão azul e meninas rosa, parece desnecessária, pois tal escolha vai depender mais dos pais das crianças do que delas, enquanto aos adultos caberá escolher o que usar em seu vestuário.

Na realidade este assunto é tão irrelevante ante tantos problemas que temos a solucionar em nosso país, mas que gerou tanta polêmica e gasto de esforço por tantas pessoas, como se isso fosse uma prioridade brasileira.

Usar azul ou rosa não vai fazer com que tenhamos um país melhor, com melhor distribuição do dinheiro público, diminuindo a corrupção em todos os níveis e uma prestação de serviços mais qualificada para a população.

Assim alguns continuarão mantendo uma tradição e outros vão quebrar regras como sempre foi na humanidade, independente da vontade que quem dirige as políticas públicas no Brasil.

Novos governos

Após a posse de Jair Bolsonaro e Eduardo Leite estamos numa nova etapa da democracia brasileira, com planos de governo já estabelecidos e os assessores diretos definidos para que as ideias possam ser colocadas na prática.

A prioridade em segurança pública é um dos destaques do presidente Bolsonaro, que numa primeira medida possibilitará aos policiais envolvidos em confrontos possam ter advogados gratuitos, sem a necessidade de, além do desgaste provocado pela situação, gastos com suas defesas.

No plano estadual, Eduardo Leite já definiu cortes em diversos setores, visando equilibrar, no menor tempo possível, as contas públicas, mudando o panorama da crise da economia gaúcha, tendo obtido a manutenção do ICMS com alíquotas mais altas por dois anos, priorizando segurança pública como uma área essencial.

A posse de Bolsonaro foi marcada por uma valorização das tradições militares, com muitos atos formais visando destacar o Exército, Marinha e Aeronáutica, com salvas de tiros e um aparato bélico superior aos usados em outras posses.

Eduardo Leite assumiu com sobriedade, mantendo o mesmo discurso de mudanças nas estruturas de governo, com alterações nos secretariados e com possibilidade de extinção de inúmeros cargos e instituições públicas ao longo de seu governo.

Tomara que os discursos de valorização da segurança pública não fiquem apenas na teoria, como tantas vezes já vislumbramos nas posses de tantos governantes, os quais discursam definindo segurança, educação e saúde como prioritárias, mas depois, na execução pecam por deixar estes setores sem recursos e apoio.

O presidente Jair Bolsonaro e governador Eduardo Leite podem alterar esta expectativa, tornando o trabalho policial e o sistema de segurança mais eficientes, com apoio de recursos e aumento de efetivos para fazer frente à onda de violência que vemos crescer em nossa sociedade.

Uma nova chance

Chegamos ao final de 2018, haverá a oportunidade de reiniciarmos nossas vidas, num processo criado pela humanidade de renovação a cada 365 dias, numa convenção de que devemos passar 12 meses e no final virar a página e recomeçar a vida.

2018 acaba e temos um novo ano para fazer tudo que não pudemos ou não quisemos realizar, todos os planos são novamente retomados, voltamos a pensar em viver novas aventuras, cometer algumas loucuras e viver com muita intensidade.

Construir a nova casa, quitar todas as dívidas, fazer aquela viagem que já adiamos tantas vezes, conhecer novas pessoas e lugares, sair da rotina e iniciar novos projetos.

O curso que temos vontade de concluir, iniciar a estudar novas coisas, retomar aulas que deixamos por ter outras prioridades, tudo é possível no novo ano que se inicia, pois este foi o combinado na nossa sociedade.

Se olharmos para trás vamos ver que em dezembro de 2017 tínhamos a mesma expectativa, de ter um 2018 repleto de realizações e muitas novidades, chegaríamos neste final de ano melhores do que quando comemoramos o ano novo que agora acaba.

Porém infelizmente, mesmo com tanto planejamento imediato logo que passa o Natal, passamos 12 meses numa correria, vivendo intensamente nosso cotidiano e nossas realidades que não se transformam e continuamos os mesmos, às vezes, até regredimos em nossas realizações.

Precisamos lembrar que também perdemos muitas pessoas, algumas por terem saído de nossas vidas para compartilharem seu tempo com outros amigos, tantas outras por desavenças e brigas, que nos isolaram de tantos, sem esquecer aqueles que nos deixaram por terem chegado ao final de suas vidas.

Não temos como saber o que nos reserva o futuro, qual será nosso próximo passo, se teremos sucesso ou perderemos oportunidades, veremos alguns vencerem, outros perderem, enfim vamos vivendo.

Fim de ano e chegada de um novo, assim sucede o tempo, numa contagem que sabemos ser finita, mas que a cada novo ciclo ganhamos mais uma nova chance de viver e ter felicidade no período dos anos de nossas existências.

2018

O ano acaba em poucos dias, restando a todos nós refletir sobre o que fizemos nos últimos 12 meses, nossos erros e acertos, enfim realizar um balanço de nossos atos e de tudo que aconteceu ao nosso redor. Será que fizemos as coisas certas, ou erramos demais em nossas escolhas?

Os diversos aspectos que nos cercam tiveram muita movimentação, foi um ano agitado com uma Copa do Mundo, onde, novamente, nossa seleção não empolgou e fez uma passagem sem brilho, enquanto os nossos times ficaram sem grandes títulos, decepcionando muito os torcedores gaúchos.

No campo político tivemos das eleições mais disputadas, com dois campos ideológicos opostos, que geraram inúmeros conflitos, tanto na vida real, como na virtual. A economia não cresceu no Rio Grande do Sul, com as famílias endividando-se cada vez mais, não conseguindo fazer frente às despesas, enquanto milhares de pessoas ficaram desempregadas.

Nossa segurança foi frágil, com inúmeros assaltos a bancos, com confrontos e cordões humanos, além de explosões e sequestros, além do aumento de homicídios e outros crimes.

Mas findando 2018 temos a esperança de que 2019 será um ano melhor, pois teremos Copa América no Brasil e a seleção tem chances de ganhar um campeonato sem precisar enfrentar os selecionados europeus, enquanto a dupla Grenal vai disputar a Libertadores da América.

O novo presidente, Jair Bolsonaro, e o novo governador, Eduardo Leite, terão a oportunidade de cumprir as promessas das campanhas, tornando o Brasil e nosso Estado melhores administrados, com maior crescimento econômico e segurança mais eficaz para todos, melhorando as diversas áreas das necessidades da população.

Tomara que tenhamos um Feliz Natal e um ano de 2019 repleto de boas notícias e que tudo de ruim que ocorreu ao longo de 2018 não se repita em nossas vidas.

 

Contas milionárias

Nosso país é “rico” em ter alguns privilegiados que, sem terem renda suficiente, movimentam milhões em suas contas particulares, de integrantes da família ou de amigos próximos.

O caso mais recente foi o do ex-motorista Fabrício José Carlos de Queiroz, que trabalhava no gabinete deputado estadual do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, eleito para o Senado Federal nas últimas eleições.

A movimentação bancária atingiu, conforme o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), importância superior a um milhão de reais, no período de um ano, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, sendo que alguns dos depósitos eram efetuados, coincidentemente, quando os funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) recebiam seus salários.

Desta forma os assessores do deputado estadual Flávio Bolsonaro, segundo apurado em investigação, depositavam parte do que recebiam na conta de Queiroz, visando a criação de uma verba, possivelmente, para ser usada na campanha eleitoral do senador eleito.

As explicações dadas até agora não convenceram, nem esclareceram, pois não demonstram a origem e o destino dos valores movimentados  pelo ex-motorista e segurança do deputado estadual carioca.

Talvez com o surgimento desse e de outros felizardos que, mesmo sem receber grandes quantias, conseguem possuir milhões em suas contas, como o grupo de senadores, os quais terão que explicar os 106 milhões, sem origem definida ou que vieram de partidos diversos, visando campanhas milionárias dos políticos do PSDB e aliados.

Tomara que, no futuro, os investigadores consigam descobrir de onde saiu e para onde iriam os valores arrecadados pelo ex-motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro e pelo senador Aécio Neves e seus colegas, pois o que aconteceu na ALERJ também ocorreu no Senado Federal.

Os valores desviados destinam-se a manter uma máquina política que se alimenta do dinheiro de seus integrantes e assessores para deixar os mesmos políticos nos seus cargos indefinidamente.