Governo do Estado inicia obras de modernização na Cadeia Pública de Porto Alegre

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Processo vai custar R$ 115 milhões aos cofres públicos e deve terminar em 2023

Presídio também passará por mudança de gestão, voltando para a Susepe. Foto: Alina Souza/Correio do Povo

 Rádio Guaíba

A mais emblemática casa prisional do Rio Grande do Sul será posta abaixo e reconstruída a partir desta terça-feira (28). A modernização da Cadeia Pública de Porto Alegre (CPPA), como é chamado hoje o antigo Presídio Central, vai custar R$ 115 milhões aos cofres públicos e começou com uma solenidade do Governo do Estado.

Na semana passada, algumas galerias da penitenciária foram esvaziadas. Os detentos foram transferidos para outras casas prisionais da Região Metropolitana, em uma operação que mobilizou equipes da Brigada Militar e Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Isso porque a CPPA ainda enfrenta um problema crônico: a superlotação.

Antes das transferências, cerca de 3400 pessoas cumpriam pena no Central. O limite da penitenciária, depois das obras, será 1856. O contingente excedente será encaminhado para Charqueadas, onde uma nova Penitenciária Estadual começa a ser construída ainda nesta semana. Mais 1656 vagas serão criadas na Região Carbonífera.

“Nós fizemos a remoção de mais de mil presos nos últimos dias, sem qualquer incidente. Isso demonstra a capacidade técnica dos servidores da Segurança Pública. Há de se salientar também o trabalho da nossa Secretaria de Justiça, que coordenou o processo”, afirma o governador Ranolfo Vieira Júnior.

Gestão

Outra mudança preparada para o Presídio Central será na gestão – feita pela Brigada Militar desde um motim realizado em 1994. A Superintendência de Serviços Penitenciários vai assumir o presídio. A expectativa é de que todas as novidades já estejam em vigor no fim do ano que vem.

“Nós teremos condições de devolver a segurança da Casa à Susepe, que é o órgão encarregado disso. Esta anomalia começa a se esvaziar. A Brigada Militar desenvolveu um ótimo trabalho neste período, mas o adequado é devolvermos a segurança de todo o sistema prisional gaúcho à Susepe”, ressalta o governador.

Os policiais que, hoje, atuam no Central vão voltar a atuar nas ruas.