Guarda de honra, velório no batalhão e cortejo: como será a despedida aos bombeiros mortos no incêndio na SSP

677

Corpos do tenente Deroci de Almeida da Costa, 46 anos, e do sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, 51 anos, foram localizados na noite de quarta-feira, após sete dias de buscas

Escada de um caminhão de combate foi usada para içar a bandeira do Rio Grande do SulAnselmo Cunha / Agencia RBS

GZH

Os bombeiros que morreram no combate ao incêndio que atingiu o prédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em Porto Alegre, serão homenageados a partir do meio-dia desta quinta-feira (22). O velório do tenente Deroci de Almeida da Costa, 46 anos, e do sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, 51 anos, será realizado na sede do 1º Batalhão de Bombeiros Militares, na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, no bairro Praia de Belas.

Os caixões terão a chamada guarda de honra, quando o contingente se mantém ao lado dos colegas, “guarnecendo os companheiros”, como definiu o comandante da corporação, coronel César Bonfanti.

— É um sentimento de perda, sentimento não só meu, mas de todos os 3 mil bombeiros militares do Estado. E ao mesmo tempo, de dever cumprido, pela forma como ocorreu, em combate — afirma o comandante.

Os esquifes serão velados no pátio do quartel até as 17h. Em seguida, um cortejo acompanhará ambos até o sepultamento — cremação ou enterro, em locais ainda em definição.

Os corpos dos dois bombeiros foram encontrados na noite de quarta-feira (21), após sete dias de buscas nos escombros. O tenente foi achado às 18h30min. Apesar de estar em um local próximo, o corpo do sargento foi retirado quase cinco horas mais tarde, às 23h15min.

Ambos estavam no térreo, em frente à entrada do Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI), uma construção anexa ao prédio da secretaria. Eles foram vítima do desabamento da estrutura, segundo informou ainda na noite passada o vice-governador e titular da SSP, Ranolfo Vieira Júnior.

— Estávamos com muita gente combatendo o incêndio, foi uma situação que não se esperava, ruir daquela forma — conta o coronel Bonfanti.

Um inquérito policial militar (IPM) será aberto para analisar a situação em que as mortes ocorreram. Segundo o comandante, a investigação é de praxe e não tem ligação com a apuração realizada pela Polícia Civil. 

No momento em que as primeiras chamas foram identificadas, havia em torno de 40 pessoas trabalhando no local. Sete testemunhas disseram à polícia que viram a fumaça começar em uma sala do quarto andar, onde funcionava o setor administrativo da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

O prédio foi rapidamente evacuado e, 15 minutos após o começo das chamas, o quarto e quinto andar já estavam tomados pelo fogo. Por volta das 23h30min, parte da estrutura desabou.