Mais de 130 missões já foram realizadas pelo Grupo de Intervenção Regional da Susepe em 2021

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Unidade especializada em intervenções deve chegar até o final do ano com 350 integrantes nas dez regiões penitenciárias

Correio do Povo

GRI atua com pronta resposta no interior dos estabelecimentos prisionais gaúchos | Foto: Suseoe / Divulgação / CP

O Grupo de Intervenção Regional (GIR) da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) já realizou mais de 130 missões, entre intervenções, revistas, escoltas, cumprimentos de mandados judiciais de busca e apreensão, em 2021. Trata-se de uma unidade especializada de pronta resposta, que atua em intervenções no interior dos estabelecimentos prisionais gaúchos.

Os agentes são treinados para agir com rapidez e de forma preventiva em eventos críticos de baixa e média complexidade. “Além de ser um grupamento especializado na questão da segurança, que garante a ordem dentro dos estabelecimentos prisionais, a existência dos GIRs permite que se possa realizar as operações com tranquilidade, segurança, firmeza e, ao mesmo tempo, com observância aos direitos às garantias fundamentais dos detentos”, enfatizou o secretário de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo, Mauro Hauschild.

Atuando juntamente com o Grupo de Ações Especiais (GAES) da Susepe, o efetivo do GIR também participou de nove operações prisionais de grande porte neste ano, no contexto do programa RS Seguro.

A unidade especializada da Susepe, criada oficialmente em maio de 2017, deve chegar no final do ano com 350 integrantes nas dez regiões penitenciárias do Rio Grande do Sul. Atualmente, cinco delegacias penitenciárias estão com os grupos atuantes: 1ª (Canoas), 2ª (Santa Maria), 3ª (Santo Ângelo), 5ª (Pelotas) e 8ª (Santa Cruz do Sul).

As demais regiões, como 4ª (Passo Fundo), 6ª (Santana do Livramento), 7ª (Caxias do Sul), 9ª (Região Carbonífera) e 10ª (Porto Alegre e Região Metropolitana), já estão com processo em andamento para composição do GRI em suas áreas.

“Os GIRs são extremamente importantes e estão com nível de profissionalização cada vez maior. Possuem ação rápida, o que é fundamental porque esses grupos são os primeiros a serem acionados nas regiões penitenciárias, facilitando as primeiras intervenções diante de situações críticas, bem como nas atividades de escolta de maior risco ou que requerem maior cuidado em termos de proteção do preso e da sociedade”, ressaltou o superintendente da Susepe, José Giovani Rodrigues de Souza.