Major da Brigada Militar mata ladrão após arrombamento em prédio na zona sul de Porto Alegre

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Polícia Civil e BM vão investigar caso em que oficial disparou quatro vezes contra criminoso que tentou atropelá-lo, mas não portava arma

Veículo conduzido por criminoso bateu em parede de residência na Rua Padre Réus, esquina com a Rua Victor CostaBrigada Militar / Divulgação

CID MARTINS GZH

Por volta de 3h desta segunda-feira (15), um major da Brigada Militar (BM) matou um ladrão que havia invadido seu condomínio, no bairro Camaquã, zona sul de Porto Alegre. O criminoso estava fugindo, após levar pertences de veículos arrombados, e foi perseguido. O oficial teria atirado quatro vezes contra o veículo do fugitivo. O carro bateu em uma residência e o homem, que não estava armado, morreu no local. Polícia Civil e BM apuram as circunstâncias do fato.

O major, que atua na Casa Militar – que é o setor que faz, entre outras coisas, a segurança do governador –, atirou em um ladrão que estava saindo do prédio na Rua Padre Réus. O homem, ainda não identificado pelo Departamento de Homicídios, estava no pátio do imóvel e, após pegar uma central multimídia e peças de bicicletas de pelo menos dois veículos estacionados, foi flagrado pelo oficial.

O major foi acionado por outra moradora que percebeu a movimentação no interior do condomínio. Segundo boletim de ocorrências da BM, o major efetuou um tiro ao pensar que o ladrão estivesse armado. O homem conseguiu fugir, entrou em um veículo e foi perseguido a pé pelo militar. Outros tiros foram desferidos.

Colisão

O carro do criminoso acabou batendo em uma casa na esquina das ruas Padre Réus e Victor Costa. O ladrão morreu no local e a perícia foi acionada, constatando que o homem não estava armado — estava apenas com uma chave usada para arrombar casas e veículos — e que havia quatro disparos contra o automóvel, e que três atingiram o tórax do criminoso.

Além da investigação da Polícia Civil, a BM vai abrir inquérito para apurar a situação internamente, além de encaminhar o major para atendimento psicológico.

A Casa Militar avalia se será necessário algum tipo de afastamento temporário, reforçando que o policial estaria cumprindo sua função, tendo em vista a invasão do prédio. O nome do major não foi divulgado por questões de segurança. Ele ainda afirmou, preliminarmente, que o homem tentou atropelá-lo, por isso teria efetuado mais disparos. 

O Departamento de Homicídios ouviu o oficial e procura por imagens de câmeras de segurança, além de aguardar por resultados periciais na arma, no local do fato e necropsia. A polícia já tem uma identificação de quem seria o ladrão, mas ainda aguarda algumas informações complementares para divulgar. Em princípio, o nome já apurado é de um homem de 43 anos com vários antecedentes criminais, inclusive roubo a estabelecimento comercial e furto em veículos.