O rosto de um soldado após 4 anos de guerra, 1941-1945.

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No final da semana que passou, precisamente na sexta-feira (30/07, os servidores militares da reserva remunerada foram “agraciados” com os novos valores de previdência, que representou em média 40% de elevação no desconto anteriormente pago. Os servidores da ativa não precisam se sentir preteridos, pois esta “comenda” também lhes será concedida quando pagarem seu tempo e irem pra reserva.

Na contramão do seu discurso de 2018, o atual governador que em campanha prometia a valorização dos servidores militares do estado reconhecendo a peculiaridade de suas atribuições, quando eleito, o discurso não se traduziu em prática.

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O rosto de um soldado após 4 anos de guerra, 1941-1945.

Soldado soviético Evgeny Stepanovich Kobytev após quatro anos servindo na frente de batalha

O rosto do soldado soviético Evgeny Stepanovich Kobytev após quatro anos servindo na frente de batalha, durante a Segunda Guerra Mundial

Evgeny era um jovem professor de Literatura e História da Arte na Ucrânia, até a Alemanha Nazista virar sua máquina de guerra para o leste. Durante a operação Barabarossa, o professor ficou responsável por defender a cidade de Pripyat.

No final de 1941, seu destacamento foi capturado pelos alemães e Kobytev foi enviado para um campo de prisioneiros. Após dois anos como cativo dos nazistas, conseguiu escapar e voltou ao campo de batalha pelo Exército Vermelho.

Ao fim da Guerra, tentando retomar a vida normal, que jamais teria novamente, o professor tentou lecionar novamente, mas os estresses vividos na Guerra fizeram com que ele desenvolvesse uma espécie de transtorno pós-traumático permanente, que não permitia que se concentrasse nas realizações de atividades comuns.

A comparação fotográfica foi usada por Oxford para demonstrar os efeitos da Guerra na estética e na condição psicológica dos soldados.

Na foto anterior à guerra vemos um garoto com postura imponente, olhar focado e sem marcas de expressão. Na captação pós conflito, vemos um homem com rugas, marcas de expressão, pele sem brilho e um olhar para o vazio, sem foco. Resultado de quatro anos matando e vendo pessoas morrerem em campos lamacentos na frente oriental. Texto – @joelpaviotti


VOLTANDO AO ASSUNTO

Se quatro anos de uma guerra, são capazes de fazer isso com um soldado, imaginem 30 anos de uma verdadeira guerra urbana, onde os policiais são submetidos a todo tipo de intemperes, estresse, sobrecarga, jornadas noturnas e uma série de outras situações que ocuparíamos uma lauda para citar. A grande maioria, ao final de seus 30 anos de serviço só sabe que possui coluna, porque ela dói, colesterol e glicose sempre acima de duas centenas.

A regra da IGUALDADE aplicada pelo governo, regra essa feita por técnicos em ambiente climatizado, só trouxe aos militares estaduais equiparação de deveres mas não os mesmos direitos dos servidores civis.

A maior promoção da desigualdade que um governo pode promover, é tratar igualmente os que tem responsabilidades e cargas desiguais.