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RS registra menor número de crimes contra a vida desde início da série histórica

Estado encerrou o ano com menos de 2 mil homicídios pela primeira vez desde 2010

Correio do Povo

Rio Grande do Sul encerrou 2023 com o menor número de crimes contra a vida da série histórica, iniciada em 2010 | Foto: Marcel Horowitz / CP

O Rio Grande do Sul encerrou 2023 com o menor número de crimes contra a vida da série histórica, iniciada em 2010. De acordo com o Executivo Estadual, o ano passado acumulou 1.981 crimes violentos letais intencionais (CVLI), uma queda de 6,3% em comparação a 2022. Os indicadores criminais foram divulgados nesta quinta-feira, em coletiva de imprensa no Palácio Piratini.

É a primeira vez, desde 2010, que o RS encerra o ano com menos de 2 mil mortes violentas. Os homicídios em dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, tiveram queda de 15,8%. Em Porto Alegre, a redução foi mais expressiva, 33,3%. No acumulado de 2023, o estado registrou queda de 7% nos homicídios e a Capital, de 23,7%.

Ainda no último mês, os latrocínios despencaram 80%, passando de cinco casos em 2022 para um. O crime teve redução de 24,5% no ano passado, registrando também o menor número da série histórica.

Seis meses após a implementação da primeira tornozeleira eletrônica do Programa de Monitoramento do Agressor, o Estado encerrou o ano com redução de 21,6% no índice de feminicídio, em comparação a 2022. Em Porto Alegre, essa queda foi de 75%. Atualmente, há 119 homens monitorados pela iniciativa, que visa incentivar as vítimas de violência doméstica e familiar a denunciarem seus agressores.

O roubo de veículos também atingiu o menor número da série histórica. Houve queda de 18,3% na comparação entre 2023 e 2022. Na Capital, a redução foi de 24,3%. Entre as ações para coibir esse crime, está a Operação Desmanche. Com 131 edições desde 2016, quando foi criada, a ofensiva tirou de circulação mais de 10 mil toneladas de peças e carcaças de veículos sem procedência. Em 2023, foi ultrapassada a marca de mil toneladas apreendidas em uma única edição.

Seguindo a tendência observada nos crimes anteriores, o abigeato caiu 42% em dezembro. No acumulado do ano, a queda foi de 17,7%. A redução foi vinculada à Operação Agro-Hórus, iniciativa permanente da Brigada Militar contra os crimes no campo. Em 12 meses, houve 2.139 prisões, 338 foragidos capturados, 451 armas apreendidas e oito maquinários agrícolas recuperados.

De acordo com Eduardo Leite, foram mais de R$ 140 milhões investidos em 418 viaturas para modernizar a segurança pública. O governador atribui o recuo da criminalidade à integração entre as forças de segurança e ao aumento do efetivo policial. “Por causa da crise fiscal, o Estado não conseguia nem repor o efetivo que se aposentava. Nos últimos anos, garantimos a reposição anualmente e, no final do governo passado, começamos o processo de incremento desse efetivo. Ainda vamos chamar servidores de alguns concursos que foram feitos e programar novo certame”, afirmou.

Leite enfatizou o ingresso de 1.030 servidores lotados na BM, Polícia Civil e no Corpo de Bombeiros Militar. Ainda segundo ele, outros 834 homens e mulheres realizam cursos de formação e começarão a atuar ao longo do ano.

Na BM, 680 novos servidores estão atuando e outros 400 se encontram em fase de finalização do curso de formação. Na PC, 270 assumiram suas funções e 334 estão em curso. O Corpo de Bombeiros recebeu 80 servidores e aguarda o ingresso de mais cem nas próximas semanas.

O secretário da Segurança, Sandro Caron, destacou o combate incisivo às facções como uma das principais estratégias para a redução de crimes. Segundo ele, o foco é atingir as finanças dos traficantes. “A asfixia financeira é essencial para reduzir o poder das organizações criminosas. Com ações de inteligência, alcançamos apreensões recordes de armas, drogas, carros de luxo e imóveis, além do bloqueio de contas “, disse.

O combate ao crime dentro do sistema prisional também foi apontado como uma das causas da redução da criminalidade no RS. Em 2023, a área recebeu investimento de R$ 500 milhões, com foco na restruturação da Cadeia Pública de Porto Alegre, antigo Central, e na inauguração da segunda Penitenciária Modulada de Charqueadas.

“O Presídio Central foi considerado o pior do Brasil, mas conseguimos demoli-lo e teremos um sistema muito mais seguro. O crime tem sido combatido dentro dos presídios, com aquisição de equipamentos como bloqueadores de sinais de telefone, bloqueadores de drones, câmeras corporais para melhor controle do que entra nas unidades e mais revistas e capacitações”, declarou o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Luiz Henrique Viana.

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