Edição Impressa

Horas extras geram novo embate entre policiais civis e governo do Estado

Categoria pressiona por reajustes salariais e outros benefícios

HUMBERTO TREZZI GZH

Um dos protestos contra falta de reajuste salarial feitos por policiais civis em 2023. Mateus Bruxel / Agencia RBS

A nova tática dos delegados da Polícia Civil gaúcha para pressionar por reajuste salarial é cobrar horas extras efetivamente cumpridas. Elas costumam ocorrer em operações policiais, a maior arma do governo contra o crime organizado e, também, um instrumento vistoso para garantir apoio da sociedade (inclusive político).

Pois a Associação dos Delegados de Polícia (Asdep) e a Ugerim-Sindicato (que congrega agentes da Polícia Civil) não querem mais que as horas extras sejam adequadas a um valor previamente estabelecido pelas chefias e departamentos. 

— Há bastante tempo os policiais civis trabalham muito mais horas extras do que recebem. Temos suportado essa situação, mas como o governo não senta e negocia com a categoria um reajuste real de salário, vamos cobrar o que efetivamente estamos trabalhando — justifica o presidente da Asdep, Guilherme Wondracek.

A Asdep e a Ugeirm sugerem pagamento efetivo das horas extras ou efetiva implementação de um banco de horas (compensação com folga). Do contrário, os delegados prometem cobrar o valor na Justiça. A medida é apoiada por inspetores, comissários e escrivães.

A Asdep alega que a categoria já foi a quarta mais bem paga dentre os 27 Estados e hoje ocupa o 16º lugar. Os delegados também continuam evitando a divulgação das suas operações contra o crime, mas a Chefia de Polícia resolveu agir contra essa tática. Determinou que os chefes regionais da Polícia Civil informem à mídia sobre as principais ações, mesmo que seus subordinados adotem o silêncio.

O governo estadual até cogita dar reajuste aos policiais, mas não agora. É que ocorreu perda de arrecadação com a recusa dos deputados em aprovarem aumento na alíquota de ICMS. Com isso, o Executivo teve de se adequar ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (que condiciona gastos com pessoal à receita corrente líquida). A projeção é que a arrecadação governamental melhore até março, ocasião em que alguma reposição salarial é cogitada. Claro que os policiais estão impacientes, nessa queda de braço.

Últimas

PE: Sargento da Polícia Militar é punido com três dias de detenção por tamanho do seu bigode

Defesa do policial que está há 35 anos na...

‘O serviço é caro quando é ruim’, diz presidente do IPE Saúde sobre reestruturação

Em entrevista exclusiva, Paulo Rogério Silva dos Santos detalha...

Homem é preso por assustar moradores fantasiado de lobisomem

Por volta das 21 horas deste Domingo (25) um...

Por que em nome da democracia, se violaram os direitos humanos? Democracia não se defende com arbítrio!

Marco Antônio Moura dos Santos               Há uma distorção grave,...

Patrocinadores

spot_img
spot_img
spot_img
spot_img

PE: Sargento da Polícia Militar é punido com três dias de detenção por tamanho do seu bigode

Defesa do policial que está há 35 anos na corporação afirma que ele desconhecia a regra, que foi alterada em 2020 Estadão Conteúdo O segundo sargento...

‘O serviço é caro quando é ruim’, diz presidente do IPE Saúde sobre reestruturação

Em entrevista exclusiva, Paulo Rogério Silva dos Santos detalha plano para melhorar o atendimento aos 829 mil segurados e estancar a saída de usuários...

Homem é preso por assustar moradores fantasiado de lobisomem

Por volta das 21 horas deste Domingo (25) um homem foi preso no Bairro Santa Rita em Guaíba RS, após assustar moradores da região...