Conheça a unidade policial campeã em apreensão de armas

BPChoque de Porto Alegre tirou de circulação 120 pistolas, revólveres, espingardas e fuzis no primeiro trimestre deste ano, além de efetuar 247 prisões

Humberto Trezzi GZH

O 1º Batalhão de Polícia de Choque (1º BPChq) da Brigada Militar fechou 2025 com um recorde na apreensão de armas de fogo, 366. Uma por dia. E começou 2026 superando essa média: foram 120 pistolas, revólveres, fuzis e espingardas apreendidas, média de 40 por mês (mais de uma por dia). 

Os batalhões de Choque são usados para pronto emprego, tanto em controle de distúrbios (como no eventual caso dos jogos de futebol) como no patrulhamento tático em áreas de risco, que é cotidiano. Atua também em apoio à repressão qualificada ao crime organizado. É o caso da apreensão de armas, sobretudo em locais conflagrados por guerras de facções, por exemplo.

– Somos a unidade da Brigada Militar que, pelo segundo ano consecutivo, mais apreendeu armas de fogo no Estado. Um número impressionante para uma unidade que ainda precisa policial jogos de futebol, fazer escoltas e ações de controle de multidão – destaca o tenente-coronel Rodrigo Betat Machado, comandante do 1º BPChq, unidade sediada em Porto Alegre. 

Entre janeiro e março deste ano, esse batalhão realizou 247 prisões, representando crescimento de aproximadamente 65% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, foram apreendidas 120 armas de fogo, além de mais de 2.400 munições retiradas de circulação, o que reduz o potencial ofensivo do crime. O volume de drogas apreendidas ultrapassou 590 quilos, resultado superior ao registrado no primeiro trimestre do ano anterior. 

Betat ressalta que o número do ano passado representa aumento de 81% nas apreensões de armas, em relação a 2024. E, curiosamente, isso acontece com redução de 78% na letalidade das ações do 1º Batalhão de Choque. O comandante da unidade acredita que a retirada das armas contribui – e muito – para consolidar as estatísticas históricas de redução de crimes violentos letais intencionais (CVLI) alcançadas nos últimos anos no Rio Grande do Sul (e em Porto Alegre, sobretudo).

Ele tem razão. Muita gente pouco liga se bandidos se enfrentam a tiros. Esquecem que as balas não têm endereço certo e, com frequência, matam inocentes. Daí cresce em importância ações como a dos BPChq, que formam a linha de frente do cotidiano da segurança pública.

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