Agilidade no 190 e atenção à saúde mental da tropa: as promessas do novo comandante da BM em Porto Alegre

Coronel Schmitt, que assumiu o Comando de Policiamento da Capital, também defende ampliação das câmeras em fardas de brigadianos

Gabriel Jacobsen GZH

Melhorar o tempo de resposta das chamadas de emergência feitas pelo 190 na Capital é uma das metas estipuladas pelo novo comandante da Brigada Militar (BM) em Porto Alegre, coronel Fábio da Silva Schmitt, que assumiu o posto na última semana.

Novo chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Schmitt diz que a agilidade no atendimento passa pela ampliação do efetivo e do número de viaturas.

— O desafio principal é fazer a manutenção desses índices (positivos de segurança pública) e a consequente diminuição. E como a gente pode fazer isso? Melhorar o atendimento do 190 da nossa comunidade, tentar colocar um número maior de viaturas, um número maior de policiais para que a gente dê uma resposta mais rápida e mais efetiva — disse Schmitt, em entrevista ao programa Gaúcha Faixa Especial de domingo (10).

O índice elevado de casos envolvendo doença mental, afastamento e suicídio entre integrantes da BM é outro ponto de atenção do novo comandante do CPC. 

— Outro desafio que eu tenho é em relação à saúde mental da tropa. Buscar esses índices, a manutenção e a diminuição, mas nunca esquecendo da nossa tropa. Então, proporcionar saúde mental à nossa tropa, porque eles precisam estar bem para atender bem as pessoas — destacou Schmitt.

Câmeras em fardas de brigadianos

O novo comandante do CPC também afirmou que a corporação tem condições de garantir a segurança de grandes eventos de rua na Cidade Baixa — um dos principais bairros boêmios da cidade. Em 2025, não houve festividades no bairro, por decisão da prefeitura, que disse seguir recomendação do Ministério Público e da Brigada Militar.

Ainda em entrevista ao Gaúcha Faixa Especial, Schmitt também se disse favorável à política pública do governo do Estado, de instalação de câmeras corporais nas fardas de brigadianos.

— Não há nenhum ato que seja feito por um policial militar estadual, servidor público, que não possa ser filmado ou mostrado — disse Schmitt.

A Capital, que iniciou o programa de câmeras corporais com 215 equipamentos, hoje tem 910 dispositivos utilizados em todos os batalhões. O número ainda não cobre toda a tropa da cidade.

Ouça a entrevista completa do novo comandante da BM:

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