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Apesar de queda na receita, governo do RS descarta risco de atraso no pagamento do funcionalismo

Secretária da Fazenda afirma que Estado segue buscando ajustes estruturais para manter contas em dia

MARCELO GONZATTO GZH

Neste ano, governo não fará reajuste linear de salários do funcionalismo em razão do cenário das finanças Mateus Bruxel / Agencia RBS

A piora na situação das contas públicas do Rio Grande do Sul, que sofreu a maior queda de receitas correntes entre os Estados brasileiros no ano passado, até o momento não traz ameaça de atraso no pagamento dos servidores conforme a Secretaria Estadual da Fazenda.

A titular da pasta, Pricilla Santana, sustenta que não há risco de o funcionalismo deixar de receber em dia apesar do declínio de 8,2% na arrecadação de caráter permanente  que exclui venda de bens ou empréstimos — provocada principalmente pelo recuo nos recursos provenientes do ICMS.

— Não há nenhum risco (de atraso), mas é sempre importante destacar que a sustentabilidade das contas do Estado depende do tratamento dos riscos jurídicos que o Estado tem há décadas. Estamos mitigando esses riscos e tentando estabilizar impactos no longo prazo de forma estrutural, como na dívida com a União e nos precatórios. Mas não somos os únicos atores envolvidos. Por isso, o ajuste fiscal é um processo permanente — diz a secretária.

No primeiro quadrimestre deste ano, o Estado ainda conseguiu registrar superávit orçamentário de R$ 1,9 bilhão — ainda positivo, mas bem abaixo dos R$ 4,1 bilhões verificados no mesmo período do ano passado.

Além disso, a diminuição da receita fez com que o Estado chegasse ao percentual de 48,81% de comprometimento das receitas correntes líquidas com pagamento de pessoal (contra 41,84% no ano passado), muito perto do limite máximo de 49% permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Se esse patamar é desrespeitado, o Estado fica sujeito a uma série de medidas como impossibilidade de firmar operações de crédito ou receber transferências voluntárias da União.

Em 2022, ainda foi possível conceder reajuste geral de 6% na revisão geral dos salários. Mas, neste ano, o esvaziamento dos cofres fez com que o governo tenha anunciado ainda em fevereiro que não seria possível repetir a medida. Com menos receita, um aumento linear poderia fazer o Piratini ultrapassar o teto permitido pelas normas de responsabilidade fiscal. A expectativa do governo estadual é de que a iniciativa possa ser retomada a partir do ano que vem, dependendo do cenário econômico dos próximos meses.

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