
Pontos de comercialização de entorpecentes nas zonas Norte e Oeste do Rio estão sendo cadastrados, classificados e avaliados por usuários dentro do Google Maps.
Os locais aparecem sob categorias falsas, como “lojas” e “farmácias”, e reúnem comentários públicos que elogiam atendimento, facilidade de compra e qualidade do produto.
CONTEXTO
A chamada “Boca da Praça” aparece registrada a cerca de 400 metros da Cidade da Polícia.
Mesmo tão próximo de um dos principais centros de inteligência policial do estado, o ponto seguia visível na plataforma com avaliações abertas ao público.
O QUE CHAMA ATENÇÃO
Na “Boca da Lapa”, usuários deixaram comentários que fazem referência direta à venda de drogas.
Em um deles, há elogio à “qualidade” da cannabis. Em outro, o autor cita “remédio de qualidade”, em alusão ao fato de o local estar classificado como farmácia.
POR QUE IMPORTA
O caso chama atenção pelo grau de exposição dessas atividades em uma das principais ferramentas de geolocalização do mundo.
Na prática, a situação levanta dúvidas sobre moderação de conteúdo em plataformas digitais e também sobre a ousadia de pontos ligados ao tráfico em áreas da cidade.
O QUE DIZ A POLÍCIA
A Polícia Civil afirmou que atua de forma firme e contínua no combate ao narcotráfico e às facções criminosas, com ações estratégicas baseadas em inteligência, investigação qualificada e diligências permanentes.
A corporação disse ainda que o trabalho busca identificar lideranças, desarticular estruturas criminosas e responsabilizar seus integrantes.
