Comandante Feoli completa 35 anos de serviço e vai para a reserva
Rosane de Oliveira GZH
Depois de 35 anos de serviço, os últimos quatro no comando da Brigada Militar, o coronel Cláudio Feoli vai para a reserva no dia 15 de fevereiro. Sai triste, porque gostaria de encerrar a carreira depois de ver esclarecidos os últimos episódios que mancharam a imagem da Brigada Militar.
— Estamos atuando nas investigações a fim de responsabilizar desvios de conduta. A esmagadora maioria da tropa é vocacionada e alinhada com os valores da instituição. Nossa missão é primeiramente salvar vidas e, em segundo plano, aplicar a lei — disse Feoli à coluna, em tom de desabafo.
O coronel teme que sua saída seja associada ao momento difícil em que vive a Brigada, com policiais que cometeram erros graves, mas lembra que é uma transição planejada. É praxe a transferência para a reserva quando o brigadiano completa 35 anos de serviço.
Feoli não quer falar sobre as investigações em andamento. Prefere dar entrevista apenas quando estiver concluído o inquérito sobre o caso do agricultor morto em Pelotas, numa ação desastrada que envolveu 18 policiais militares.
Além do comandante-geral, deve sair o subcomandante, coronel Douglas da Rosa Soares.
O repórter Vitor Rosa, da RBS TV, apurou que o mais cotado para substituir Feoli é o coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, atual chefe do Estado-maior da Brigada Militar.
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