Edição Impressa

Começa treinamento de policiais que vão monitorar infratores da Lei Maria da Penha no RS

Projeto vai instalar 2 mil tornozeleiras eletrônicas em agressores que mostrem potencial de risco

Foto: Anelize Sampaio/Ascom SSP

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou, nesta quarta-feira, que iniciou o treinamento das equipes da Polícia Civil e da Brigada Militar que atuarão no projeto ‘Monitoramento do Agressor’. A iniciativa consiste na disponibilização de 2 mil tornozeleiras eletrônicas que serão utilizadas em agressores que cumpram medidas protetivas da Lei Maria da Penha e mostrem potencial de risco para a vítima.

De acordo com o titular da Pasta, Sandro Caron, a qualificação dos profissionais busca trazer qualidade para as ações. “Estamos avançando na preparação para uma rápida implantação desse projeto, que vem sendo uma das principais estratégias para redução dos feminicídios no Estado”, destacou.

A preparação dos agentes segue até o dia 11 de fevereiro. Após os testes técnicos, o projeto entra em execução, a partir de março, em Porto Alegre e Canoas. Depois, vai ser expandido para os demais municípios do Rio Grande do Sul.

Com o investimento de R$ 4,2 milhões, serão treinados 95 operadores de segurança no combate à violência doméstica e familiar. Mediante autorização da Justiça, a vítima recebe um celular com o aplicativo interligado ao aparelho usado pelo agressor. No monitoramento, se ocorre aproximação à vítima, o equipamento emite um alerta.

Caso o agressor não recue e ultrapasse o raio de distanciamento determinado pela medida protetiva, o aplicativo mostra um mapa em tempo real e também alerta novamente a vítima e a central de monitoramento.

Após o segundo alerta, a Patrulha Maria da Penha, ou outra guarnição da BM mais próxima, se desloca para o local. O aplicativo é programado para não ser desinstalado e também permite o cadastro de familiares e pessoas de confiança com as quais a vítima possa estabelecer contato para casos de urgência.

Equipamento

As tornozeleiras, adquiridas por meio de um contrato com a empresa suíça Geosatis, são feitas de polímero com travas de titânio, capazes de sustentar mais de 150 quilos de pressão.

A uma tentativa de puxar ou cortar o artefato, os sensores internos remetem, imediatamente, sinais de alarme para a central de monitoramento. O carregador portátil garante o carregamento da bateria em 90 minutos, e a carga dura 24 horas. O sistema emite um alerta em caso de baixa porcentagem de carga.

FONTE Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

Últimas

Saidinhas: o cinismo do Estado, o oportunismo da política e a conta paga pela sociedade

Marco Antônio Moura dos Santos O debate sobre as “saidinhas”...

Governo do RS analisa impacto da lei que autoriza o pagamento retroativo de benefícios a servidores

Governo do Estado está buscando quantificar o impacto da...

Brigada Militar emite nota no caso Pelotas

A respeito da intervenção policial ocorrida na cidade de...

Estados Unidos da América, Venezuela, Brasil: crise, ação, crise e o vazio de liderança latino-americana

Marco Antonio Moura dos Santos A recente ação dos Estados...

Patrocinadores

spot_img
spot_img
spot_img
spot_img

Saidinhas: o cinismo do Estado, o oportunismo da política e a conta paga pela sociedade

Marco Antônio Moura dos Santos O debate sobre as “saidinhas” de presos no Brasil é, antes de tudo, um retrato da hipocrisia institucional que domina...

Governo do RS analisa impacto da lei que autoriza o pagamento retroativo de benefícios a servidores

Governo do Estado está buscando quantificar o impacto da lei que autoriza o pagamento retroativo de benefícios que haviam sido suspensos durante a pandemia...

Brigada Militar emite nota no caso Pelotas

A respeito da intervenção policial ocorrida na cidade de Pelotas, a Brigada Militar esclarece que, na madrugada desta quarta-feira (15/01), ao realizar buscas na...