Governador Eduardo Leite diz que não vai transformar IPE Saúde em plano “de mercado”

Governador apresentou diagnóstico a deputados e imprensa; proposta do Executivo começa a ser discutida na segunda-feira

Flavia Bemfica Correio do Povo

Governador apresentou diagnóstico a deputados e imprensa nesta quarta-feira | Foto: Guilherme Almeida

Depois do diagnóstico apresentado nesta quarta-feira, o governo do Estado vai detalhar na próxima segunda aos deputados as propostas prévias de mudança no IPE Saúde. O objetivo é discutir antecipadamente, de forma a tentar diminuir os debates quando o projeto contendo as mudanças chegar ao Legislativo, provavelmente em maio.

O Executivo deve, na segunda-feira, finalmente esclarecer qual sua proposta. Nesta quarta, em diferentes momentos da apresentação, e na coletiva de imprensa que se seguiu a ela, o governador Eduardo Leite (PSDB) evitou admitir que sua gestão tenha uma proposta principal, apesar de ela, na verdade, existir.

Parlamentares de oposição e entidades representativas de servidores, e até mesmo deputados da base, já começaram a cobrar que o governo ‘abra’ de verdade os dados do IPE Saúde, e indique se pretende um sistema nos moldes do mercado ou não.

Nesta quarta-feira, Leite se adiantou a parte dos questionamentos. “Eu não acho que a gente deva trazer os custos do IPE Saúde aos valores de mercado. Não é correto, não é adequado e não estou defendendo isso. Estou fazendo comparações para entendermos a sustentabilidade de planos privados e do nosso plano de servidores.”

A justificativa do governador se deu ao final da apresentação do diagnóstico contendo uma série de comparações entre o IPE Saúde e planos privados.

A profusão de dados apresentados no diagnóstico nesta quarta aponta para três questões principais a serem equacionadas. Se todos os dependentes passarão a pagar mensalidade. Se é possível ter mecanismos que atraiam ao sistema servidores que o deixaram por considerarem seu custo/benefício pouco atraente. E se é possível fazer alguma alteração de alíquota conforme a faixa etária.

O governo, contudo, vai precisar explicar melhor os dados. Nos slides da apresentação, por exemplo, incluiu casos reais de titulares com nove dependentes. O resultado foi um burburinho generalizado na plateia, ao fim do qual um deputado perguntou qual a média de dependentes por titular.

O presidente do IPE Saúde, Bruno Jatene, respondeu que é inferior a um. Hoje, no sistema, filhos com 24 anos completos já pagam mensalidade.

Confira o diagnóstico disponibilizado pelo governo do Estado: 

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