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Irmãos e primo seguem tradição da Família Olkoski para salvar vidas juntos há mais de uma década em Torres

Todos os anos a guarita 10 é composta por integrantes da família que, juntos, estão há mais de dez anos na Praia da Cal

Guilherme Sperafico Correio do Povo

A história da família Olkoski com a Praia da Cal, em Torres, é marcada pela tradição e pelo compromisso com a segurança dos banhistas. Há mais de uma década, os irmãos David Antônio e Guilherme Olkoski da Silva, junto com o primo Rogério Olkoski Ferreira, atuam na Guarita 10, dando continuidade a um legado iniciado pelo pai, Antônio Carlos Oliveira da Silva, tenente aposentado há três anos do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS).

David, de 38 anos, é o mais experiente dos três e soma 18 temporadas como guarda-vidas. “Quando comecei, meu pai já tinha 10 anos de experiência. Trabalhamos juntos por 15 temporadas antes de ele se aposentar. É gratificante, porque nosso serviço é baseado na confiança, e nada é mais seguro do que trabalhar com a família. Isso dá um plus a mais no serviço”, conta o primeiro sargento, que também é bombeiro em Campo Bom.

Guilherme, o irmão mais novo, entrou para o CBMRS em 2012 e há 10 anos integra a equipe de guarda-vidas na praia. Para ele, a conexão com a profissão veio desde a infância. “Sempre vínhamos veranear nas praias onde meu pai trabalhava. Foi vendo a evolução do serviço que cresceu a vontade de seguir o mesmo caminho. Não consigo imaginar um verão longe da praia atuando como guarda-vidas”, relata.

O primo Rogério, de 35 anos, completou dez temporadas como guarda-vidas e também segue o exemplo do tio. Antes na Brigada Militar, ele se tornou bombeiro em 2016, atraído pela vivência na praia. “Desde pequeno frequentávamos o quartel e acompanhávamos a atuação do meu tio. Foi isso que me incentivou a seguir nessa profissão. É uma realização pessoal estar nessa função e um orgulho para nossa família trabalhar juntos na mesma guarita”, afirma.

Uma família que salva vidas

Antônio Carlos, o patriarca, tem uma trajetória de 32 anos no CBMRS, sendo 25 como guarda-vidas. Mesmo aposentado, ele continua acompanhando, com orgulho, os filhos e o sobrinho na praia. “Minha base sempre foi Torres, e fiz questão de transmitir o que aprendi. Trabalhar com meus filhos foi um privilégio. A convivência e o entendimento no olhar fazem a diferença nos momentos críticos”, conta. Ele lembra com orgulho como o comando reconheceu o talento e a vocação dos filhos, destacando-os para atuarem juntos na Praia da Cal.

David, Guilherme e Rogério acumulam histórias de salvamentos marcantes, desde crianças em perigo até situações críticas com adultos. “Ser guarda-vidas é uma vocação. É o que mais amo na profissão, que busquei me capacitar desde o primeiro dia e, com certeza, herdei isso do meu pai”, diz David.

Capacitados e exemplares

Para o capitão Willen Eccard Salgado da Silva, do CBMRS, a família Olkoski não foi colocada junta apenas por parentesco, mas pela competência. “É uma família que há muitos anos trabalha aqui e são exemplares. Essa tradição veio do pai e passou aos filhos e ao sobrinho. Eles têm dois deveres fundamentais: como bombeiros militares: salvar e proteger mesmo com risco da própria vida, e o dever de pertencimento, porque a Praia da Cal pertence à história de vida da família Olkoski”, afirma.

Na Praia da Cal é conhecida por suas correntes de retorno permanentes e por exigir atenção constante. Por isso, há exigência de que guarda-vidas que estejam entre os mais capacitados do Litoral atuem no local. “É uma praia que proporciona situações críticas diariamente, por isso é necessário ter guarda-vidas de referência como os da família Olkoski. Eles ainda são competidores em provas de águas abertas, algo que o CBMRS apoia bastante”, destaca o capitão, que também deixa uma orientação para os veranistas: “Adentrem no mar próximo a uma guarita com guarda-vidas. Se nós podemos vê-los, nós podemos protegê-los”, conclui.

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