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Mãe e filho são condenados pela morte de tenente do Corpo de Bombeiros em Sapiranga

Ledamaria da Silva Contreira irá cumprir mais de 17 anos de reclusão; Yago Rudinei da Silva Machado terá pena de mais de 15 anos

Juíza Milena de Carvalho (C) fez a leitura da sentença que condenou Ledamaris e o filho, YagoComarca de Sapiranga / TJRS/Divulgação

GUILHERME MILMAN GZH

Mãe e filho foram condenados pelo caso da morte do tenente do Corpo de Bombeiros de Sapiranga, no Vale do Sinos, na noite desta quinta-feira (19). Glaiton da Silva Contreira, 52 anos, foi vítima de um golpe de estilete em outubro de 2020. 

A esposa dele, Ledamaris da Silva Contreira, 46 anos, foi condenada a 17 anos, seis meses e um dia de reclusão. Já seu filho e enteado de Glaiton, Yago Rudinei da Silva Machado, 26, foi sentenciado a 15 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão. Ambos haviam sido denunciados por homicídio duplamente qualificado. A sessão ocorreu no salão da comarca do município. 

A sentença foi lida pela juíza Milena de Carvalho, da vara criminal de Sapiranga, por volta das 23h. Antes disso, o júri, formado por cinco mulheres e dois homens, se reuniu por cerca de uma hora para deliberar sobre os réus. 

O julgamento teve início na manhã de quarta-feira (18), quando foram ouvidas seis testemunhas – uma da acusação e cinco da defesa. Durante a noite, Ledamaris e Yago foram interrogados. Ao longo do segundo dia, foram feitos os debates entre o Ministério Público (MP) e os advogados de defesa. Foram duas horas e meia de explanações e depois mais uma hora de réplica para cada parte. 

 Segundo a denúncia o fato foi motivado por impasses patrimoniais relativos à divisão de bens. Antes de serem julgados, o jovem chegou a confessou o crime, e disse que sua mãe também participou do homicídio. Ela negou a autoria. 

Os dois se encontram presos de forma preventiva. Yago está detido na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas. Já Ledamaris se encontra na Penitenciária Feminina Madre Peletier, em Porto Alegre. Nemias Rocha, advogado de Ledamaris, afirmou por meio de nota, que respeita a decisão mas que discorda da sentença. Ele irá recorrer da decisão. 

Dione Ferreira,advogada  de Yago, também foi procurada por GZH e não atendeu as ligações.

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