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O que muda para servidores e dependentes com a nova proposta do governo do RS para o IPE Saúde

Governador Eduardo Leite apresentou proposta de revisão do plano na segunda-feira

Apresentação da nova proposta ocorreu em reunião no Galpão Crioulo do Palácio Piratini Grégori Bertó / Secom/Divulgação

GZH

O governo do RS apresentou, na segunda-feira (17), uma proposta inicial para a reestruturação do IPE Saúde. Segundo o projeto apresentado pelo governador Eduardo Leite, a alíquota dos titulares do plano de saúde dos servidores estaduais aumentaria dos atuais 3,1% para 3,6%. 

O valor da contribuição poderá variar de acordo com a idade do titular, assim como o percentual que será cobrado dos dependentes. Já a coparticipação em exames e consultas passaria de 40% a 50%.

A regra determina que os valores cobrados dos segurados não poderiam exceder o que determina a Tabela de Referência de Mensalidade (TRM) do IPE Saúde, com preços que variam de R$ 219 a R$ 1.254,75. Ou seja, o segurado pagaria sempre o menor preço, seja o valor previsto na tabela ou o montante extraído do cálculo percentual com base no salário.

Aos dependentes, o Estado pretende estipular um percentual a partir do valor de referência do titular do plano, conforme a idade do dependente. Segundo Leite, o projeto de lei deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa na primeira semana de maio.

Veja a tabela comparativa abaixo

Entrevista de Eduardo Leite na Rádio Gaúcha

Em entrevista nesta terça-feira (18) ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o governador Eduardo Leite falou mais sobre a proposta. Leite argumentou que, mesmo com as críticas à cobrança dos dependentes, que hoje são isentos, os valores propostos ainda serão mais vantajosos do que os praticados pelo mercado de planos de saúde. 

—A gente vai continuar oferecendo um benefício aos servidores para seus dependentes, com um plano de saúde substancialmente menor do que o mercado apresenta, mas ainda assim uma cobrança. Para aqueles dependentes que são jovens, até 23 anos, é uma cobrança que é menor de R$ 50, o equivalente a 15% do valor que se apura no mercado — sustenta.

O chefe do Executivo ainda enfatizou que o usuário majoritário do IPE tem alta sinistralidade, ou seja, é um paciente que usa bastante o sistema de saúde, fazendo com que o plano não dê conta no cenário atual.

— É uma idade média de 60 anos. 40% dos usuários do IPE Saúde têm mais de 54 anos. A gente tem um perfil de usuário mais envelhecido do que os planos de saúde privados. Os usuários mais idosos demandam mais em consultas e exames, e isso significa mais despesas para o plano. Não têm sido suficientes essas contribuições — salientou.

Confira a entrevista completa de Eduardo Leite:

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