Série de Zero Hora questiona concorrentes sobre temas controversos do Estado
Pedro Garcia GZH
Os quatro principais candidatos a governador do Rio Grande do Sul se dividem quanto à ideia de expandir o uso de câmeras corporais para todo o efetivo da Brigada Militar (BM).
A instalação de câmeras em uniformes de policiais no Estado começou oficialmente em setembro de 2024. Atualmente, a corporação tem 1.250 equipamentos distribuídos por batalhões de Porto Alegre, Alvorada, Gravataí, Cachoeirinha, Viamão e Glorinha.
Dados da própria BM apontaram, após um ano da implementação do sistema, quedas expressivas nos registros de crimes como resistência (-87%), desacato (-70%) e desobediência (-65%). O objetivo é permitir apurações mais precisas tanto de situações de abusos e erros operacionais quanto de denúncias infundadas contra policiais.
A expansão, no entanto, esbarra em fatores como custo e necessidade de investimento em outras áreas. Conforme o último censo da corporação, a BM tem cerca de 17 mil policiais na ativa.
Você é a favor ou contra expandir o uso de câmeras corporais na Brigada Militar para todo o efetivo? Por quê?
Veja as respostas dos candidatos, em ordem alfabética:
Gabriel Souza (MDB)
“Sou a favor de ampliar o uso de câmeras corporais na Brigada Militar. Nós já começamos essa implementação porque a tecnologia ajuda a dar transparência às ocorrências e também protege os bons policiais que temos no Rio Grande do Sul. Quero avançar no uso desses equipamentos junto com uma política firme de enfrentamento ao crime, para tornar o Estado cada vez mais seguro.”
Juliana Brizola (PDT)
“Câmeras corporais são instrumentos de trabalho em todas as grandes polícias do mundo. Elas ajudam a condenar criminosos e protegem o bom policial, permitindo que a sociedade veja o seu lado da história. Somos a favor por entendermos que elas protegem a própria instituição contra desvios de conduta. Nosso plano já prevê o uso gradual de câmeras corporais e em viaturas, sempre acompanhado de protocolos transparentes e proporcionais de uso da força.”
Luciano Zucco (PL)
“Sou a favor de tecnologia, controle e transparência. Mas sou, acima de tudo, a favor de quem está na rua protegendo o cidadão. Precisamos discutir com responsabilidade como e onde ampliar esse uso, considerando custos, resultados e a realidade da atividade policial. Não acredito em soluções automáticas para problemas complexos. O policial que toma decisões em segundos e arrisca a própria vida precisa sentir o Estado ao seu lado, com a confiança e o respaldo que merece.”
Marcelo Maranata (PSDB)
“Sou a favor das câmeras corporais com implantação técnica e regras claras, porque elas garantem transparência na abordagem policial, mas também defendo o diálogo permanente com as corporações.”

