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Palácio da Polícia alaga por conta da chuva e delegacias são interditadas

Último andar do prédio está a céu aberto; água deixou fora do ar sistema de monitoramento de chamadas grampeadas

GZH

Para alguns funcionários do Palácio da Polícia de Porto Alegre, a manhã desta segunda-feira (22) foi dedicada à limpeza da água que alagava o prédio. Desde o terceiro andar, servidores empurravam o resto de chuva da última madrugada escada abaixo com rodos e vassouras. 

A água entrou depois que o telhado do palácio foi retirado no fim da última semana, como parte das obras que interditam o terceiro piso para reforma desde abril de 2024. Na manhã desta segunda, as nuvens podem ser vistas de dentro do prédio, que está a céu aberto no andar superior — local por onde a chuva entrou.

Questionada, a Polícia Civil afirma que as contenções realizadas pela empresa responsável pela obra do telhado não suportaram o volume da chuva. A instituição afirma que a empresa já foi notificada e o escoamento está sendo realizado.

Para o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep), Guilherme Wondracek, isso significa que, na manhã desta segunda, o Palácio da Polícia esteve praticamente inoperante.

— Onde está funcionando, o atendimento é precário. É crônica de uma morte anunciada porque isso está assim desde o ano passado. A lentidão nas obras é impressionante — Wondracek afirma. 

Os alagamentos deixaram suspenso o atendimento das Delegacias do Idoso e Metropolitana, assim como o do Departamento de Polícia do Interior. Na rua, faixas de interdição foram colocadas em frente ao prédio para impedir o acesso das pessoas.

Além disso, o sistema Guardião, usado para escutar celulares grampeados com quebra de sigilo telefônico, está fora do ar por conta de goteiras na sala. Diversas outras salas têm lonas por cima de equipamentos para protegê-los da água. 

O que diz a Polícia Civil

Em decorrência da chuva do último final de semana, as contenções realizadas pela empresa responsável pela obra do telhado do Palácio da Polícia, destinadas a conter e escoar a água, não suportaram o volume precipitado. Em razão disso, houve acúmulo e extravasamento de água.

Nesta segunda-feira (22/09), está sendo realizado o escoamento, considerando que a cobertura do telhado foi retirada para a colocação da nova estrutura, ocasião em que a chuva se intensificou. Ainda hoje, a empresa responsável foi notificada para que adote medidas adicionais durante a execução da obra, e a Secretaria de Obras foi acionada para acompanhar o processo.

*Produção: Fernanda Axelrud

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