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Polícia Civil gaúcha irá adotar uso de câmeras corporais ainda este ano

Testes começam em novembro. Dispositivos são de geração quatro, a mais nova. Uma das novidades é a presença de alto-falantes, permitindo que o centro de comando consiga se comunicar com o policial em tempo real

Paulo Rocha GZH

A Polícia Civil do Rio Grande adquiriu cem câmeras corporais. Os testes começam em novembro. A informação foi confirmada pelo chefe de polícia do Estado, delegado Heraldo Guerreiro.

Segundo Guerreiro, a intenção, superados todos os entraves burocráticos, é começar a operação ainda este ano.

— Nós dividimos as câmeras corporais proporcionalmente entre os departamentos, e os testes são dentro das especificidades de cada órgão — afirmou o chefe de Polícia. 

O pedido foi feito à empresa norte-americana Axon, a mesma que fornece os equipamentos para a Brigada Militar e Polícia Penal. Atualmente, mil equipamentos estão em uso pela Brigada Militar. Outras 32 câmeras são utilizadas pela Polícia Penal desde 2022. 

Assim como a Polícia Civil, a Polícia Penal também realizou a encomenda de mais 500 dispositivos. Ainda não há previsão de início dos testes. Já a Brigada Militar encomendou mais 250 equipamentos, porém, segundo o comando da corporação, a implementação deve ocorrer apenas ano que vem. 

Além do Rio Grande do Sul, a Axon tem entre os clientes no Brasil órgãos de segurança pública nos Estados de São Paulo, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte. Segundo a empresa, a experiência no Rio Grande do Sul é uma das mais positivas. 

— Não existem muitos profissionais no mundo que trabalham com uma vigilância 24 horas, com uma câmera no peito. Em todos os locais que a gente implementa o equipamento ao redor do mundo, é natural haver uma resistência inicial do policial. O que fez a Brigada Militar conseguir passar por esse primeiro ano com bastante sucesso foi o treinamento e uma política firme — avalia Samuel Moraes, gerente de sucesso da Axon no Brasil.

No caso do Rio Grande do Sul, os serviços fornecidos pela Axon envolvem um pacote em comodato que inclui não apenas o hardware (equipamentos), mas também a infraestrutura de suporte, software e treinamento. As câmeras novas que serão disponibilizadas à Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Penal são de geração quatro, a mais nova. Uma das novidades é a presença de alto-falantes, permitindo que o centro de comando consiga se comunicar com o policial em tempo real. A parte de suporte de software abrange links para upload das imagens para a nuvem e armazenamento e gestão de evidências digitais.

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