Policiais penais querem poder recapturar foragidos e registrar ocorrências

Servidores da área prisional pressionam pela regulamentação do seu novo status, que até agora não ocorreu

HUMBERTO TREZZI GZH

Os servidores do sistema prisional, que se sentiam primos pobres dos demais funcionários da segurança pública, desde o ano passado ganharam reconhecimento como policiais penais. Isso aconteceu em todo o Brasil, desde que Constituições Estaduais aprovaram essa troca de nomenclatura para os agentes penitenciários e demais integrantes do sistema prisional. Fizeram isso em continuidade à aprovação pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2019, de emenda constitucional que modificou o Artigo 144 da Constituição, incluindo formalmente os policiais penais no aparato das forças de segurança do país.

Só que a mudança, até o momento, é só no nome do profissional. É preciso regulamentar esse novo status, tanto que sindicalistas da área penitenciária de todo o país estão em Brasília para pressionar o Congresso Nacional a aprovar lei regulamentando o que foi estabelecido pela Constituição. Eles querem também uma Lei Orgânica que discrimine seus deveres e seus direitos, como outros tipos de polícias possuem.

Um exemplo prático: hoje os policiais penais não podem recapturar presos que fugiram. Assim que detectam uma fuga, precisam acionar a PM, que por vezes leva horas a aparecer (por falta de efetivo). Aí o PM não conhece o preso e tem dificuldade de verificar quem é ele, fisicamente, alerta o presidente do Sindicato da Polícia Penal do RS (SINDPPEN/RS), Saulo Felipe Basso dos Santos.

– Isso não é racional. Somos nós, servidores penitenciários, que conhecemos o preso, inclusive suas características psicológicas, que podem ajudar a deduzir para onde ele vai após a fuga.

Saulo também ressalta que hoje os policiais penais não podem elaborar termos circunstanciados e boletins de ocorrência, como os policiais civis. No momento, precisam ir a uma delegacia para fazer o registro, uma demanda burocrática, que poderia ser feita pelo policial penal sem ter necessidade de se deslocar.

Saulo está em Brasília, onde se reuniu com colegas de todo o país, como Fernando Anunciação, presidente da Federação Nacional dos Servidores Penitenciários. Participou também de uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, onde foi reiterada a necessidade de regulamentação das polícias penais.

Manifestação em frente ao Palácio Piratini, em 2021, foi uma das realizadas por policiais penais para garantir novas prerrogativas Amapergs-Sindicato / Divulgação

Últimas

Governador sanciona lei que considera Colégios Tiradentes da BM como de relevante interesse cultural no RS

O reconhecimento dos Colégios Tiradentes da Brigada Militar como...

Conheça a unidade policial campeã em apreensão de armas

BPChoque de Porto Alegre tirou de circulação 120 pistolas,...

Estabilidade dos militares estaduais: decisão do TJMRS sobre a alteração da regra prevista na Lei Orgânica Nacional das PMs e BMs.

ARTIGO: Estabilidade dos militares estaduais: decisão do TJMRS reafirma...

Cabo Toco da Brigada Militar recebe homenagem com nome de rua em Porto Alegre

A solenidade de reinauguração da Biblioteca Museu da Brigada...

Patrocinadores

spot_img
spot_img
spot_img
spot_img

Governador sanciona lei que considera Colégios Tiradentes da BM como de relevante interesse cultural no RS

O reconhecimento dos Colégios Tiradentes da Brigada Militar como de relevante interesse cultural no Rio Grande do Sul, oficializado pela Lei nº 16.469, que...

Conheça a unidade policial campeã em apreensão de armas

BPChoque de Porto Alegre tirou de circulação 120 pistolas, revólveres, espingardas e fuzis no primeiro trimestre deste ano, além de efetuar 247 prisões Humberto Trezzi...

Estabilidade dos militares estaduais: decisão do TJMRS sobre a alteração da regra prevista na Lei Orgânica Nacional das PMs e BMs.

ARTIGO: Estabilidade dos militares estaduais: decisão do TJMRS reafirma entendimento e consolida regra já aplicada no Estado A definição do momento em que o militar...