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Policiamento comunitário é retomado em Caxias do Sul a partir desta segunda-feira

Policiais vão monitorar região de Ana Rech com uma viatura para reduzir índices criminais 

ALINE ECKER PIONEIRO

Viatura doada à Brigada Militar será destinada ao patrulhamento em bairros da região de Ana Rech Porthus Junior / Agencia RBS

Extinto no final de 2019, o policiamento comunitário será retomado gradualmente em Caxias do Sul. A  região de Ana Rech é a primeira a receber o modelo a partir da segunda-feira (13). Inicialmente dois policiais que moram naquela área da cidade vão atuar nessa retomada. Eles vão monitorar as ruas do bairro e do entorno com uma viatura blindada. O carro foi doado pelo Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (PSEG) da Secretaria da Segurança Pública. 

A Brigada Militar (BM) se reunirá com integrantes da Sociedade dos Amigos de Ana Rech (Samar) na segunda para entregar a viatura. Na ocasião, os policiais serão apresentados aos moradores. 

— Tivemos a sorte de recuperarmos um policial que era de Caxias do Sul e estava trabalhando em Porto Alegre e mora na região de Ana Rech. Este policial vai fazer dupla com outro policial de Caxias que também mora na região. Um conjunto de situações favoreceu a retomada, porque nós não precisamos de nenhum outro tipo de recurso para que seja efetivado o policiamento comunitário em Ana Rech ­— explica o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), o tenente-coronel Ricardo Moreira de Vargas.

O modelo consiste na união entre a Brigada Militar e a comunidade para atuar no combate e  prevenção de crimes. O ideal é que, em alguns bairros e distritos mais afastados da área central, os policiais morem na região. Segundo o comandante da BM, quando o policial está inserido na comunidade há uma ligação direta com os moradores.

— Pelas características da região de Caxias do Sul, com áreas mais afastadas do Centro, precisa de uma dinâmica diferente de policiamento. Então, a estrutura e a filosofia do policiamento comunitário coloca uma presença maior do policial nesse tipo de comunidade que está mais regionalizada, e acaba também nos transmitindo, além de uma sensação maior de segurança, a questão de uma proximidade maior com a comunidade. 

Ampliação gradual 

A necessidade inicial é manter o policiamento na região de Ana Rech, para depois pensar em expandir:

— A gente não tem a necessidade, agora, de fazer com que o policiamento comunitário esteja aqui da noite para o dia. Nós precisamos, sim, ter uma estrutura de recursos, principalmente recursos humanos, para que a gente consiga manter o policiamento constantemente naquela região — destaca Vargas. 

A ideia é progressivamente ampliar o programa para outras regiões, que são consideradas estratégicas pela Brigada Militar (BM). Os bairros ainda estão em estudo, mas o comandante adianta que pensam na área do Desvio Rizzo e de Galópolis. No entanto, para que essa ampliação seja viável será necessário recursos financeiros e humanos. 

— Para ampliar precisamos fazer uma mobilização, e de um aporte de mais recursos, principalmente, na questão de efetivo. Assim que a gente receber um aporte de efetivo, nós pretendemos implementar o policiamento comunitário em duas regiões de Caxias. 

A partir do final do primeiro semestre de 2024, uma nova turma de soldados da Brigada Militar devem concluir a formação. Segundo o comandante Vargas parte desse efetivo deve ser designado para Caxias. 

— Com a chegada desses policiais, nós pretendemos reconfigurar a área de Caxias porque o policiamento comunitário é uma das estratégias que vamos usar na cidade. Também pretendemos recriar a 3ª companhia na região Oeste da cidade, o que vai nos ajudar bastante — explica Vargas.

Programa extinto em 2019

Até final de 2019, a BM mantinha uma parceria com a prefeitura, sendo que o município arcava com os custos de moradia do policial. Na gestão do ex-prefeito Daniel Guerra, a Procuradoria-Geral do Município suspendeu o convênio.  Antes deste rompimento, Caxias tinha uma relação positiva com o policiamento comunitário. 

Prova disso é que em 2015, o então capitão Flori Chesani Júnior, hoje major e subcomandante do 12º BPM, foi ao Japão para conhecer o funcionamento da polícia. Isso ocorreu porque o país asiático é referência mundial neste tema e, naquele ano, tinha um termo de cooperação com o Brasil oportunizando que policiais do Rio Grande do Sul, do Mato Grosso e de São Paulo conhecessem o trabalho deles.

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