Marco Antônio Moura dos Santos[1]
Hoje não é apenas uma data comemorativa e mais um feriado nacional[2].
Em 21 de abril, o Brasil presta uma justa e necessária homenagem às mulheres e aos homens que, diariamente, assumem o compromisso mais exigente da vida pública: proteger a sociedade, garantir a ordem e sustentar, na prática, os pilares do Estado Democrático de Direito. É um marco de reconhecimento às Polícias Civis e Militares do Brasil, instituições permanentes, que operam na linha de frente da defesa da legalidade, que com seus profissionais sustentam a própria existência do Estado brasileiro.
Enquanto parte do país produz e debate narrativas, os policiais militares e civis enfrentam a realidade de violência e criminalidade. São eles que estão nas ruas, nas investigações, nas madrugadas silenciosas e nas ocorrências de alto risco, protegendo o cidadão de bem e garantindo que a lei não seja apenas um texto, mas uma força viva do povo brasileiro.
A liberdade não é possível onde o crime impõe suas regras. E não haverá Estado de Direito quando as instituições policiais são fragilizadas, desrespeitadas ou usadas como instrumento político. O Brasil precisa fazer uma escolha clara: ou fortalece suas forças de segurança, ou continuará refém da insegurança, da impunidade e do avanço do crime organizado.
Valorizar as polícias não é discurso. É decisão política. Significa garantir: segurança jurídica para quem arrisca a vida; estrutura adequada para quem enfrenta o crime; respeito institucional para quem sustenta a ordem e reconhecimento real, não apenas simbólico.
Mas essa data também exige reflexão. Enaltecer as forças policiais não pode ser apenas um gesto midiático. É preciso superar discursos superficiais e assumir, com responsabilidade, o fortalecimento estrutural da segurança pública como política de Estado e não como instrumento de ocasião.
Neste 21 de abril, a homenagem precisa ser clara, firme e sem ambiguidades: quem protege a sociedade precisa ser protegido pelo Estado., assim protegeremos o cidadão e a democracia.
Homenagear esses profissionais é reconhecer que, mesmo diante de adversidades, riscos e incompreensões, seguem firmes, guiados pelo dever, pela disciplina e pelo compromisso com o bem comum, mesmo com o risco da própria vida.
SALVE O ALFERES JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, MÁRTIR DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA E PATRONO DAS POLÍCIAS CIVIS E MILITARES DO BRASIL.
SALVE OS POLICIAIS CIVIS E MILITARES DO BRASIL!
[1] Coronel da Reserva da Brigada Militar
[2] DECRETO-LEI Nº 9.208, DE 29 DE ABRIL DE 1946. Institui o Dia das Polícias Civis e Militares, que será comemorado a 21 de abril.

