Junho chegou em 2026 de uma forma extremamente veloz, parece que o tempo está mais rápido, pois o dia, com suas vinte e quatro horas, é insuficiente para realização das atividades da rotina das pessoas, que vão acumulando seus afazeres e não realizam coisas importantes.
As telas são responsáveis por grande parte da sensação do nosso tempo passar rápido demais, porque quando se entra no mundo virtual a mente sai da realidade, percorremos vários caminhos dentro de nossos aparelhos, ficamos perdidos e o relógio continua girando.
Outro aspecto que se destaca é que a atenção fica comprometida, com as pessoas deixando acontecer momentos importantes sem participar, perdem informações valiosas vinda de seus amigos e familiares, mas depois não conseguem recuperar o que passou.
Nossos antepassados tinham rotinas organizadas, com poucas atividades diárias e inalteradas, as pessoas viviam em seus espaços e cresciam sem grandes mudanças, inclusive permaneciam sempre no mesmo local, a passagem de etapas da vida eram lentas.
Crianças eram inocentes, adolescentes se casavam, filhos eram em grande número, os espaços de convivência dentro dos lares eram maiores e as cidades em número menor, com grandes extensões de terra vazias entre elas, sem grandes redes de transporte, nem existia a comunicação rápida.
A convivência era entre um número limitado de pessoas, havia tranquilidade dentro dos espaços das comunidades, onde todos se conheciam e conversavam, basicamente, sobre os assuntos restritos ao momento em que viviam, sem variações bruscas.
Agora tudo é do indivíduo, que não interage com os demais, as famílias diminuem de tamanho, sem filhos, ou com número reduzido de crianças nas casas, com adultos que vivem no mundo virtual, enquanto bebês já são deixadas aos cuidados das telas.
E o tempo passa sem que se perceba e logo chegaremos a um novo ano, com a sensação de que este período durou segundos…

