Os mesmos deputados que ajudaram no “massacre” dos militares estaduais, usam o discurso de que “votaram conforme as associações pediram”.
A verdade é que, mesmo após incansáveis e exaustivas explicações da forma que o subsídio estava sendo apresentado na proposta do Projeto de Lei (cálculo pela média dos vencimentos), especialmente pela minha pessoa, como Presidente Estadual da ABAMF, que inclusive a pedido de um grupo deles (Deputados), fui o único a acessar o plenário, para, mais uma vez, detalhar o nosso entendimento.
Após explanações, se dispuseram a apresentar as emendas que sugerimos, em especial, para corrigir a forma apresentada do pagamento do subsídio, que deveria ser pelo teto (onde não geraria a parcela de irredutibilidade).
A “manobra” dos deputados ocorreu na reunião de líderes (reunião de líderes de bancadas de partidos na Assembleia Legislativa), onde foi definido que o líder do Governo Eduardo Leite na AL (Deputado Frederico Antunes) apresentaria o “requerimento de preferência”, peça do processo legislativo que, quando aprovada, o Projeto de Lei, tem a prioridade para votação e vota-se a peça original sem emendas.
Então, quando do início do retorno da sessão legislativa, assim agiu o líder do Governo, pediu a votação do requerimento de preferência.
Então, iniciou a votação e os mesmos Deputados que diziam “não ter entendido” e que se dispuseram a apresentar as “emendas” que pedimos, votaram (todos) com o líder do Governo a favor do requerimento de preferência, logo, o Projeto de Lei, seria votado da forma original apresentada pelo Governo e desconhecendo qualquer emenda.
O que realmente esses deputados fizeram, tem nome: POLITICAGEM (sabiam que iam votar a favor do requerimento de preferência e que as emendas nem seriam discutidas).
O projeto que trouxe um dos maiores ataques aos militares estaduais precisava apenas de 28 votos dos 55 deputados e restou a forma de pagamento como subsídio pela média, como já trazia em seu primeiro momento.
Nesse momento, alguns, com a maior “cara de pau”, perguntaram: então agora temos que votar é o subsídio como forma de pagamento? PATÉTICA a atitude.
Mais do que óbvio que a única forma de pagamento que restava era aquela no Projeto de Lei
Então, esses mesmos Deputados “POLITIQUEIROS”, votaram todos sim, pelo projeto em sua forma original e hoje, usam e tentam se “despir” das responsabilidades, dizendo que “votaram como as associações pediram”.
Tudo não passa, de mau caratismo. É
Importante lembrar, de quem não estava ou nunca esteve nesse “tatame”, não pode fazer discursos do que nunca participou ou viveu em suas “entranhas”.
“SÓ TEM HISTÓRIA QUEM TEM TRAJETÓRIA”, caso contrário, não tem o que contar, a não ser alguns achismos ou ainda falar e repetir o que Deputados lhes dizem.
José Clemente da Silva Corrêa
Policial Militar Reformado
Ex Presidente Estadual da ABAMF da Brigada Militar
Vereador/Presidente do Poder Legislativo Municipal de Uruguaiana/RS

FOTOS DO DIA DA VOTAÇÃO – ARQUIVO PESSOAL JOSÉ CLEMENTE



