
O Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelou que as capitais brasileiras apresentaram, em 2024, uma taxa média de 26,6 homicídios para cada 100 mil habitantes.
O índice supera a média nacional de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes, representando uma taxa 13,7% maior do que a observada no país como um todo. Os dados reforçam o desafio da segurança pública nos grandes centros urbanos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Segundo o levantamento, as regiões Norte e Nordeste concentram a maior quantidade de capitais entre as mais violentas do país. Entre as dez capitais com maiores taxas de homicídio, nove pertencem a essas duas regiões, sendo cinco do Norte e quatro do Nordeste.
Capitais com maiores taxas de homicídio em 2024
- Salvador (52,7)
- Maceió (45,9)
- Macapá (45,6)
- Recife (45,5)
- Fortaleza (42,2)
- Porto Velho (37,3)
- Manaus (34,1)
- Teresina (31,6)
- Vitória (30,0)
- Belém (29,0)
Capitais com menores taxas de homicídio em 2024
- Florianópolis (9,7)
- Distrito Federal (10,9)
- Curitiba (13,2)
- Goiânia (14,7)
- São Paulo (15,3)
- Porto Alegre (16,4)
- Cuiabá (16,7)
O estudo também destaca que, em 2024, foram registrados 42.590 homicídios oficialmente contabilizados, equivalente a uma taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. Além disso, houve 7.083 homicídios ocultos, casos de mortes violentas cuja causa básica não foi devidamente determinada, elevando o total estimado para 49.673 assassinatos no país.
Os números evidenciam a persistência da violência letal no Brasil e apontam para a necessidade de políticas públicas focadas na redução dos homicídios, sobretudo nas capitais das regiões Norte e Nordeste, onde os índices permanecem mais elevados.
