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Polícia Penal recebe o reforço de mais 139 servidores para fortalecer a segurança pública

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Após a conclusão do curso de formação, eles assumem suas funções nas regiões penitenciárias do Estado

Correio do Povo

Polícia Penal recebeu, na tarde desta quarta-feira, 20, o reforço de 139 servidores penitenciários. A formatura dos 123 agentes penitenciários (APs), 15 agentes penitenciários administrativos (APAs) e um técnico superior penitenciário (TSP) ocorreu no Salão de Eventos da Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa). A cerimônia contemplou as turmas da 4ª edição dos Cursos de Formação Profissional de APs e APAs e a 5ª edição do Curso de Formação Profissional de TSPs.

O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, celebrou o reforço no quadro de servidores da Polícia Penal. “A construção de novos presídios, a aquisição de antidrones e de novos veículos para a nossa Polícia Penal são fundamentais sem sombra de dúvidas, mas o que é mais importante são os nossos servidores; por isso, estamos formando 139 hoje e no total de 2025, 593”, destacou.

Desde 2019, foram chamados 4.281 aprovados em concurso público para a instituição, convocações que seguem a política de reposição e qualificação dos quadros das forças de segurança. Em 2025, foram formados 593 novos servidores penitenciários.

O superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol, afirmou que a formatura não é apenas uma conquista pessoal para eles, mas também um compromisso com toda a sociedade gaúcha. “É com grande satisfação que celebramos hoje a formatura desta nova turma de servidores da Polícia Penal. Cada um de vocês chega para somar forças à nossa instituição. Nos últimos anos, a Polícia Penal avançou em investimentos, estrutura e reconhecimento, mas nenhum recurso é mais valioso do que as pessoas que a compõem. Vocês representam a renovação e o futuro de uma força que cresce e se fortalece a cada dia”, ressaltou.

Etapas de seleção dos profissionais

Os atuais formandos, aprovados no concurso público realizado em março de 2022, passaram pelo processo seletivo composto por quatro etapas: prova objetiva, prova dissertativa, avaliação psicológica e investigação social e funcional do candidato, além de teste de aptidão física para os APs e APAs.

Sobre o Curso de Formação Profissional

O Curso de Formação Profissional, organizado pela Escola do Serviço Penitenciário (ESP), pelo qual os novos servidores passaram, teve início em 26 de maio de 2025. A programação contou com 550 horas-aula para APs, 360 horas-aula para APAs e 380 horas-aula para TSPs, na modalidade híbrida. O corpo docente foi composto por cerca de 150 professores, servidores da Polícia Penal, do Corpo de Bombeiros Militar e do Instituto-Geral de Perícias.

Entre as disciplinas ministradas na formação dos agentes e técnicos para atuar no sistema prisional, estão: procedimentos e rotinas operacionais, atendimento pré-hospitalar, gerenciamento de crise, cinotecnia, detecção de armamentos, munições e narcóticos, busca e captura.

O diretor da ESP, Felipe Schuster, celebrou a formatura de mais uma turma da Polícia Penal. “Esse é um marco que demonstra o quanto nossa instituição cresce e se fortalece a cada dia. Cada conquista é fruto de muito esforço e dedicação, e todas elas merecem ser celebradas. Seguiremos firmes, em constante evolução, para que a sociedade reconheça cada vez mais o papel essencial do sistema prisional na segurança pública”, afirmou.

Os novos servidores serão lotados nas Delegacias Penitenciárias das 1ª, 4ª, 6ª, 7ª, 8ª e 9ª Regiões, nas unidades especiais e no Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP).

TJRS suspende liminar que determinava retificação de editais de concursos da Brigada Militar

Os certames são para os cargos de soldado, oficial do Estado-Maior e oficial da Saúde

Correio do Povo

O desembargador Eduardo Delgado, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), suspendeu a liminar deferida em primeira instância que determinava a retificação dos editais de concursos públicos da Brigada Militar do RS para garantir a reserva de vagas a pessoas com deficiência. Os certames em questão são para os cargos de soldado (edital n.º SD-P01/2025); oficial do Estado-Maior (edital n.º CSPM 01-2025); e oficial da Saúde (edital CBOS 01/25).

A decisão foi proferida no julgamento do recurso (agravo de instrumento) interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra liminar concedida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público. De acordo com o relator, não há inconstitucionalidade nos editais em questão. Para justificar a decisão, o magistrado citou jurisprudências do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, de outros Estados da Federação e, também, do próprio TJRS.

Em relação à organização da Brigada Militar, a decisão considerou a Lei Estadual nº 10.991/97, que determina as competências da instituição, entre elas: executar a polícia ostensiva, a fim de assegurar o cumprimento da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos; atuar preventivamente e repressivamente em caso de perturbação da ordem pública e no gerenciamento técnico de situações de alto risco; e realizar os serviços de busca e resgate aéreo, aquático e terrestre no Estado.

O magistrado mencionou o pressuposto da aptidão física, psicológica e intelectual para o exercício das atividades típicas destes cargos “notadamente com vistas à execução das operações inerentes às áreas de segurança pública, como o policiamento ostensivo, a preservação da ordem pública, assim como o Comando e Chefia dos órgãos de média e alta complexidade da estrutura organizacional da Brigada Militar”.

A decisão citou, por fim, a ineficácia na suspensão do certame em andamento, tendo em vista as oportunidades antes do início das inscrições, e a quebra flagrante da isonomia com eventuais interessados nos concursos.

Brigada Militar divulga edital para o Colégio Tiradentes em 2026

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O Departamento de Ensino da BM divulgou nesta semana o edital para vagas do Colégio Tiradentes da Brigada Militar para o ano de 2026 nas oito unidades do Estado (Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria, Ijuí, Santo Ângelo, São Gabriel, Pelotas e Caxias do Sul). As inscrições vão até dia 30/08 no site da Brigada Militar.

As vagas estão distribuídas da seguinte forma:

Regulamentação da Polícia Penal é alvo de debate na Assembleia do RS

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Secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom compareceu a comissão para debater projeto que tramita no Legislativo

Correio do Povo

O projeto do governo do Rio Grande do Sul que regulamenta a Polícia Penal e tramita na Assembleia Legislativa foi alvo de discussões na Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização Administrativa durante esta quinta-feira. Na ocasião, os deputados receberam o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom (PSDB), para prestar informações a respeito do Projeto de Lei Complementar (PLC) 244/2025.

Pozzobom forneceu informações a respeito de obras iniciadas em penitenciárias que ampliam vagas em Rio Grande, Passo Fundo, São Borja e Caxias do Sul. Serão em torno de mais 8,4 mil novas vagas no sistema, sendo que 1,8 mil serão inauguradas em breve no Presídio Central, o que reduzirá o déficit de 11 mil para 3 mil apenados.

Disse o secretário que, pela primeira vez, o RS ultrapassou 80 mil vagas no sistema prisional. Com os novos presídios, acredita que será possível reduzir o déficit atual.

Também discorreu sobre obras em Osório, Viamão, e Santa Cruz do Sul, e ainda o presídio de Guaíba, que está em período embrionário. Explicou também sobre problemas ocorridos em obras no presídio de Erechim.

O deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), que solicitou a presença do secretário, adiantou os dois principais apontamentos que fará constar no parecer ao projeto, que é de sua relatoria. Para ele, há, nos artigos 2 e 28 do projeto, “vícios indefensáveis”. Afirmou que, quando da criação da Polícia Penal, o projeto do Executivo restringia a esta denominação apenas os agentes penitenciários, sendo as demais funções consideradas “carreiras de apoio”.

“À época, fizemos o debate com a categoria e acordamos que todos os aprovados no concurso deveriam ser considerados policiais penais, o que constou na Emenda Constitucional 82, anexada ao texto que foi aprovado. Não temos como concordar com um texto que fere o que nós deputados colocamos na Constituição”, frisou.

Outra questão apontada por Jefferson é em relação ao texto da proposta, que afirma que a Polícia Penal está calcada “na hierarquia e na disciplina”. O deputado afirma que não haveria erro se houvesse menção à hierarquia somente, mas o viés disciplinar tem o sentido de obediência, que só é possível em Polícias Militares. “Nenhum PL de regulamentação da Polícia Penal de outro estado se baseia nestes quesitos juntos. Isso fere as Constituições Estadual e Federal. São dois elementos que tornam a proposta insustentável”, criticou.

Presidente da comissão, o deputado Leonel Radde (PT) questionou a respeito da defasagem de vagas para servidores no sistema penal, tendo em vista a superlotação das penitenciárias.

Pozzobom falou sobre a retirada dos brigadianos da atuação em presídios e novos chamamentos de servidores, além de realização de concursos e as promoções internas, e detalhou dificuldades estruturais internas do sistema. Disse ainda que está sendo preparado um concurso para o próximo ano.

Mofo, goteiras e falta de estrutura: com delegacias em situação precária, policiais do RS trabalham de forma improvisada

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Agentes relatam dificuldades até para acessar a internet


Vitor Rosa GZH

A precariedade das instalações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul tem afetado diretamente o trabalho de agentes em Porto Alegre. Delegacias com infiltrações, salas interditadas e até departamentos sem sede revelam a realidade enfrentada pelos profissionais da segurança pública.

Na 14ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, na zona norte da Capital, o mofo tomou conta da sala de investigações. A umidade descasca a tinta do teto e compromete móveis.

Depoimentos são colhidos em salas improvisadas, sem conforto ou privacidade. Policiais relatam dificuldades até para acessar a internet.

Delegacias em situação crítica

Na 16ª Delegacia de Porto Alegre, no bairro Restinga, as portas foram roídas por cupins, e as paredes apresentam rachaduras. A pintura, que parece recente, foi feita pelos policiais, com recursos próprios.

— Para não ficar um ambiente tão insalubre, tão deprimente, os próprios policiais se cotizaram e pintaram as paredes da delegacia — afirmou Guilherme Wondracek, presidente da Associação dos Delegados de Polícia.

O Palácio da Polícia, sede histórica da administração da corporação, também enfrenta problemas. O terceiro andar está interditado há mais de um ano, com móveis amontoados e telhado coberto por lona.

O gabinete da chefia foi esvaziado em abril e permanece fechado.

O Departamento de Investigações Criminais (Deic), responsável por apurações contra o crime organizado, está sem endereço fixo desde o ano passado. A sede original foi alagada durante uma enchente, e a provisória, destruída por um incêndio em dezembro.

Promessas de reforma

O chefe de Polícia do RS, delegado Heraldo Chaves Guerreiro, reconheceu que algumas delegacias de Porto Alegre possuem problemas, especialmente a 14ª, a 15ª e a 16ª. Segundo ele, os processos de reforma da 14ª e 15ª estão em fase de contratação. Sobre a 16ª, o delegado não comentou sobre possíveis reparos.  

— A Polícia tem olhado para essas estruturas e procurado junto ao governo as melhorias necessárias — diz.

Sobre o Deic e o Palácio da Polícia, Guerreiro prometeu soluções em breve.

— Estamos em tratativas e nos próximos dias teremos boas notícias. O Palácio da Polícia está em reforma e a previsão é que esteja pronto até maio de 2026 — declarou.

Improvisos em operações

A falta de estrutura já impactou operações importantes. Durante um caso de sequestro em Gravataí, os policiais não tinham sala para atuar e usaram a sede da Associação dos Delegados como base improvisada.

— Eles passaram a madrugada lá, não tinham onde ficar — relata Wondracek.

Melo anuncia nomeação de cem novos agentes em evento que oficializou mudanças na Guarda Municipal

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Prefeitura de Porto Alegre sancionou a lei que cria novo plano de carreira dos servidores e amplia atuação do órgão

Gabriela Plentz GZH

Os servidores nomeados já estão aprovados em concurso, mas ainda precisarão passar por cursos de formação, que duram cerca de cinco meses. A estimativa é que eles possam começar a trabalhar na rua no início do ano que vem.

A lei foi aprovada no início de julho na Câmara dos Vereados após uma tramitação com resistências da categoria. Atualmente, a corporação tem cerca de 380 guardas ativos. 

No novo plano de carreira, estão previstas 2.070 vagas, sendo 1,2 mil no início da trajetória e o restante distribuído em outras sete classes, em sistema de pirâmide. Entretanto, ainda não há previsão para preenchimento total destes postos.

— Nós sabemos das dificuldades de todos os governos do Rio Grande do Sul nos últimos 30 anos, que não tem a metade da tropa que deveria ter Estado. É claro que isso atinge Porto Alegre. Então, nós também temos que avançar com a nossa guarda. Agora, o nosso orçamento é limitado. Se eu nomear mil guardas, como é que fica a saúde, como é que fica a educação, como é que ficam os outros serviços. É uma decisão dentro do limite orçamentário, com responsabilidade fiscal — avaliou o prefeito Sebastião Melo. 

O projeto determina salário inicial de R$ 4.188,09, podendo chegar a R$ 11.391,58 no topo da carreira. A reserva de 12% das vagas para mulheres foi garantida por meio de emendas, assim como gratificação noturna.

— Todos os colegas estão na expectativa de como que vão ficar elencados dentro do sistema hierárquico. Todas as suas questões funcionais e financeiras também serão tratadas nesse sistema. Nós realmente fizemos um projeto muito redondo para que ninguém tenha perdas e que a gente garanta que todos tenham a possibilidade de avançar conforme os seus méritos para que a gente possa fazer mais pela nossa cidade — avaliou o Comandante Geral da Guarda Municipal, Marcelo do Nascimento Silva.

O novo órgão se inspira em modelo das guardas de São Paulo e Rio de Janeiro, para que os agentes também atuem no policiamento da cidade, de forma integrada com a Brigada Militar. Passam a estar no guarda-chuva da Guarda Civil Metropolitana funções como a segurança escolar, fiscalização e apoio a grandes eventos.

Servidores do RS realizam ato unificado por reposição salarial

Na manhã desta sexta-feira (15), sindicatos e entidades que representam as principais categorias do funcionalismo público gaúcho promoveram um ato unificado no centro de Porto Alegre. A mobilização seguiu até o Palácio Piratini, onde lideranças e alguns políticos manifestaram a indignação com o arrocho salarial vivido pelos servidores do estado.

Por parte da Segurança Pública, participaram a ASSTBM, ABAMF, AOFERS, ASPRA, AABU, ABERGS, UGEIRM SINDIPOL e SINDICIVIS.

A pauta central foi a reposição inflacionária de 12,14%, percentual que, segundo os organizadores, cobre apenas parte das perdas acumuladas. Também houve críticas à situação do IPE Saúde, marcada pela falta de médicos e dificuldades de atendimento, especialmente no interior.

Lideranças denunciaram o abandono e a falta de valorização dos servidores, mas o dia e horário do protesto limitaram seu impacto junto ao Parlamento Gaúcho, que não realiza sessões às sextas-feiras. O governo estadual, por sua vez, não enviou representantes, já que o ato não tinha caráter de negociação, mas de desagravo contra o governo.

Embora o ato tendo a pauta definida na reposição inflacionária e a situação do IPE Saúde, a organização do evento, que é do Sindcaixa e CPERS abriu para manifestações políticas, que abordaram principalmente a questão nacional, tarifaço de Donald Trump e julgamento no STF dos envolvidos no ato de 08 de janeiro (23). Uma pauta não acordada com os demais participantes, principalmente os da área da segurança pública. Das manifestações de políticos, destacamos parte da fala da Deputada Maria do Rosário, onde citou que o STF está para concluir a questão do desconto previdenciário de aposentados acima do teto do regime geral, que se confirmar de fato, será uma boa notícia, pelo menos aos servidores inativos da BM e CBM.

Mesmo com baixa expectativa de efeito prático imediato, o movimento deixou claro o descontentamento das categorias, sinalizando que o clima de insatisfação pode pesar nas eleições de 2026.

Artigo – “Metamorfose ambulante”

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Marco Antônio Moura dos Santos[1]

Estava concluindo mais um texto de reflexão a respeito da rotineira afronta, que estamos enfrentando, aos direitos e garantias individuais previstos na Constituição Brasileira, assim como a democracia e ao estado democrático de direito.

Ao fazer a leitura individual e depois socializando com minha esposa para realizar a crítica inicial, com satisfação ouvi, até com surpresa, que o texto estava excelente.  No entanto, ela argumentou que seria impublicável no momento, pois poderia ser mal interpretado como muitos estão sendo mundo afora; repercutindo em pessoas sendo indiciadas, outras tantos denunciadas e ou condenadas (logicamente todas essas reações dentro do País). Na realidade a preocupação foi de evitar exposição e comprometimento pessoal, de amigos e leitores.

Ao “sapiar” o controle remoto para verificar as Break News, vi que estava tocando a música METAMORFOSE AMBULANTE, de Raul Seixas; parei para ouvi-la e pensar na mensagem da” metamorfose ambulante”[2], de poder pensar e falar diferente, de expor, enfrentar críticas e rever posições se fosse o caso.

Infelizmente, agora, não há essa perspectiva no radar de muitos no sonho em não ter “aquela velha opinião formada sobre tudo”.  Não por não estarem disponíveis para alterar posturas, mas por estarmos diante de um processo de limitação a liberdade de expressão, mesmo que não de forma explicita.

Como ser a “metamorfose ambulante”, quando não podemos expressar posições, mas tendo que aceitar “o oposto do que os outros disseram antes”; quando isso vale para eles, mas não vale para mim.  Quando é permitido que alguns possam “desdizer aquilo tudo que disseram antes”; infelizmente, para muitos outros, não.

Em frente a lareira, observo o fogo e talvez o destino do texto viesse a ser alimentar mais ainda as chamas que aquecem a noite.  No entanto, em reação ao CALE-SE SOCIAL, a decisão é de revisar mais uma vez, corrigir gramática e ortografia, fortalecer os pensamentos e deixar mais claro o mérito do texto, pois precisamos avançar na preservação fática de direitos e garantias fundamentais, “protegidos constitucionalmente”.

Eu queria ser uma metamorfose ambulante, que pudesse acreditar que a censura nunca mais iria ocorrer, mas hoje quando em períodos de “defesa da democracia, da soberania, das liberdades”, estamos premidos e com menos segurança em podermos pensar, falar, escrever, divulgar, publicar…pois poderemos sofrer represálias, sem fundamentação, somente por desconsiderarmos ou “criticarmos” pontos de vista de “alguém”.

Como poderemos então alcançar a “Sociedade Alternativa”[3], talvez utópica e indevida, mas entendida hoje, quando vista como um movimento de conscientização que chama a atenção para a possibilidade de vivermos fora do sistema opressor.

Que absurdo, isso já foi pensado, aplaudido e incentivado e, hoje, estamos em momentos de tensão e muita restrição e ou opressão.

E eu querendo ser, assim como milhares e milhares de pessoas, “metamorfoses ambulantes”, do que terem “aquela velha opinião formada sobre tudo.!’

Vamos em frente, conseguiremos!!!!???? Depende de nossa resistência, força de vontade e dedicação permanente.

Quanto ao outro texto, ainda será concluído!!!  Aguardem, em revisão: Pilares da Democracia e do Estado Democrático de Direito. JUSTIÇA???? “Ela é cega, mas não é tola”???!!!! ou será?

03 agosto 2025.


[1] CORONEL QOEM Res Brigada Militar/RS e Especialista INTEGRAÇÃO E MERCOSUL/UFRGS

[2] https://www.letras.mus.br/raul-seixas/48317/significado.html

[3] https://www.letras.mus.br/raul-seixas/48333/significado.html

Brigada Militar reinaugura Policlínica Odontológica Central do Centro Médico-Odontológico

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Reinauguração é um marco de resiliência, dedicação e compromisso da BM com a saúde da família brigadiana

A solenidade de reinauguração da Policlínica Odontológica Central (POC) do Centro Médico-Odontológico da Brigada militar (CMOBM), aconteceu na manhã desta segunda-feira (11/08), situada no Centro Histórico de Porto Alegre, com um sentimento de superação ante mais este desafio imposto pela enchente de maio de 2024. A reinauguração da Policlínica foi viabilizada com os esforços de todo o efetivo do Centro Médico-Odontológico da Brigada Militar (CMOBM), do Departamento de Saúde, do Comando Brigada Militar e da Fundação da Brigada Militar. A comunidade em geral, também apoiou a iniciativa por meio da campanha de doação financeira SOS enchentes, que foi organizada pelo Instituto Vakinha.

Os recursos da campanha solidária SOS Enchentes possibilitaram o investimento de R$ 461.305,81 na recuperação predial e R$ 761.854,80 em equipamentos. Além disso, R$ 134 mil foram destinados à reposição de itens de consumo perdidos com a enchente; totalizando o investimento superior a R$ 1 milhão e 300 mil na recuperação da Policlínica. 

Durante a solenidade, as autoridades civis e militares que somaram para tornar possível a reinauguração da Policlínica, foram homenageadas com o recebimento da Comenda Joaquim José da Silva Xavier do CMOBM. Segundo a chefe da Policlínica, tenente-coronel Mirta Margareth Samuel, a perda de nove consultórios causada pelo avanço das águas do Guaíba, exigiu uma reorganização ampla e a formação de uma rede de apoios para continuar o atendimento temporário com apenas dois consultórios no espaço do Hospital da Brigada Militar, em pouco mais de um ano, assim como para continuar o estágio dos estudantes de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que puderam concretizar a formatura. Não obstante, só no período entre janeiro e julho de 2025, a produtividade seguiu em alta através das 5.031 consultas, com 25.806 procedimentos odontológicos realizados.

A chefe da Policlínica, tenente-coronel Mirta, destacou em seu discurso, a necessária compreensão sobre a importância da saúde bucal. Explicou que a presença de inflamações gengivais e de cáries estão relacionadas ao risco de desenvolvimento de doenças sistêmicas graves, como diabetes, doenças respiratórias, vasculares e neurodegenerativas. “Pela natureza da atividade policial militar, que exige um condicionamento físico de excelência, a saúde bucal desempenha papel fundamental para assegurar a eficiência do nosso efetivo. Pois, um efetivo saudável, exerce suas atividades laborais com maior produtividade e com redução do absenteísmo,” disse a tenente-coronel Mirta. Em acordo, o comandante-geral coronel Cláudio dos Santos Feoli, acrescentou que, ao proporcionar condições adequadas de cuidado com a saúde bucal ao efetivo, a Brigada Militar viabiliza um cuidado integral e que reverbera em outras áreas, como a da saúde mental.

Relevância estratégica

No primeiro quadrimestre de 2024, a Policlínica Odontológica Central atendeu 3.813 pacientes e realizou 16.263 procedimentos, mas desde a enchente de 2024 e os impactos sofridos, houve a drástica redução no número de atendimentos. A reinauguração vai permitir a retomada dos índices de excelência, como o de 2023, quando foram realizados mais de 48 mil procedimentos odontológicos e mais de 10 mil pacientes foram atendidos. A atuação da Policlínica foca nos procedimentos preventivos e curativos, sendo que apenas 1,1% dos procedimentos foram de extrações dentárias, um índice abaixo do parâmetro do Ministério da Saúde, igual a 2,7%. Estes resultados evidenciam a relevância estratégica da odontologia da Brigada Militar como um importante órgão de apoio à missão constitucional da Instituição e à promoção da saúde integral de policiais militares, servidores civis e os dependentes legais.

Texto: sc Eliege

cmobm-c – Foto: sd Caneppele

FONTE: BRIGADA MILITAR

Policiais de diferentes sotaques trazem e adotam tradições no RS

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Trabalhadores da segurança pública vêm de várias partes do Brasil e carregam a riqueza cultural de suas regiões

PorCristiano Abreu Correio do Povo

Oxe! Trem! Eita! Meu! Tchê! Estas são algumas expressões que refletem a riqueza cultural e linguística do Brasil e que representam a transformação da identidade das forças de segurança do Rio Grande do Sul. Reconhecidas no país por suas estruturas e trabalhos qualificados, Polícia Civil e Brigada Militar atraem cada vez mais homens e mulheres de outros estados em busca de oportunidade de ascensão na carreira.

Nas últimas décadas, as delegacias gaúchas, assim como os batalhões, ganharam sotaques e dialetos de todas as regiões brasileiras. Nas ruas ou em locais de trabalho, a mostra da diversidade está presente nas conversas cotidianas. Do “R” mais carregado, típico do Paraná e do interior do Rio Grande do Sul, ao “S” chiado que se assemelha ao som de “X”, tal como falam os nascidos no Rio de Janeiro, os exemplos se multiplicam a cada novo concurso.

Na 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (4ª DIN) do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em Porto Alegre, a fala tranquila da delegada Ana Flávia de Melo Leite, 37 anos, evidencia a origem mineira. Há cinco anos no Rio Grande do Sul, a policial volta e meia solta um “uai”, para a alegria dos colegas. “Uai é todo dia, eu não posso abrir a boca que eles caçoam”, conta, revelando que se diverte com as situações. “Outra que uso muito é: ‘Não tem base não!’ (significa que algo é absurdo, inacreditável, sem sentido ou que não se justifica). Todo mundo gosta”, garante.

Entre momentos difíceis inerentes ao trabalho na repressão ao tráfico de entorpecentes, a miscigenação de culturas é uma importante válvula de escape, considera a policial.

Delegada mineira Ana Flávia já atua em território gaúcho há cinco anos

Delegada mineira Ana Flávia já atua em território gaúcho há cinco anos | Foto: Mauro Schaefer

Nesse intercâmbio entre Minas Gerais e Rio Grande do Sul, a delegada entende que absorveu muito do jeito gaúcho de ser, mas sem esquecer a origem. “Eu já solto um ‘bah’!. Trouxe minha mãe e minha irmã para morar aqui, mas meu estado está no coração”, ressalta Ana Flávia, que ameniza a saudade por meio dos pratos típicos da terra natal. “Sinto muita falta do feijão carioquinha, aqui (no Rio Grande do Sul) tem mais do preto. E como a mãe veio para cá, sempre tem pão de queijo. Mas tem que ser o dela, e com queijo de Minas, para ser autêntico”, afirma, indicando que não abre mão da receita original.

A integração gerada pela diversidade linguística também é exaltada pelo titular da 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DPHPP) de Porto Alegre, Thiago Roberto de Moraes Rego Zaidan, 35 anos. Ele nasceu em Recife (PE) e está no Rio Grande do Sul desde 2020, tempo suficiente, garante, para entender as coisas do Sul, mas também incrementar o vocabulário dos colegas com termos nordestinos. “Tem o ‘pirangueiro’, aquele que é muquirana, não larga o osso. E também o que ‘estila com a brincadeira’, o cabra que brinca com todos, mas não gosta que brinquem com ele”, descreve.

“O gaúcho gosta de explicar tudo muito bem, é detalhista. Esta união de culturas na delegacia me ajudou a entender o comportamento, o jeito de ser do Sul, não só para o dia a dia, mas também para que eu desempenhasse bem o meu trabalho”.

Delegado Thiago é pernambucano e está há cinco anos no Estado

Delegado Thiago é pernambucano e está há cinco anos no Estado | Foto: Mauro Schaefer

Entre as preferências pelos costumes locais, Zaidan destaca o gosto pelo bom assado. “Gosto do churrasco, claro. Aqui (no RS) descobri que existem cortes de costela que jamais imaginaria. Lá (PE), a costela é só uma”, completa.

Histórias que se cruzam

A procura de candidatos de fora do Estado cresce também na Brigada Militar. E a cada novo concurso, aumenta o intercâmbio de costumes e dialetos. O capitão Lucas Destro Nunes Fonseca, 33 anos, ingressou na BM em 2021. Natural de Presidente Prudente, interior de São Paulo, atualmente, está lotado no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), em Porto Alegre. Segundo ele, misturar os dialetos foi essencial para a adaptação no Sul.

“É fundamental para meu trabalho, ainda mais na rua, com a população. Uma expressão que gosto bastante é ‘prende o grito’. Quando cheguei, pensava: pera aí, como vou chamar alguém se prender o grito?”, brinca. “São Paulo não tem tradições tão definidas. Incorporei muitas coisas, acho bonito esse apego dos gaúchos à cultura local, aqui aprendi o hino do RS em uma semana, o de SP não sei até hoje”, revela.

“E sobre os costumes, pela proximidade com o Paraná, eu tomava tererê em São Paulo, então foi fácil gostar do chimarrão. Não preciso nem dizer nada sobre o churrasco. Aliás, no começo achava um absurdo (expressão comum entre os paulistas) que todo lugar aqui tem churrasqueira, em SP só apartamento de alto padrão tem”, comparou.

Mesmo afeito às coisas daqui, o capitão garante que trouxe, além das gírias, o gosto pelas cores do São Paulo Futebol Clube. A paixão é tanta que a esposa, Izabella, 33 anos, está ainda no quarto mês de gestação da primeira filha do casal, mas antes mesmo de escolher o nome – Antônia – o time de futebol já estava definido. “Vai ser uma gauchinha, mas são-paulina, pô!.”

Quando o alagoano Cleisson Cristiano Moura, 27 anos, chegou ao RS, em 2022, junto de muitos temperos do Nordeste na bagagem, trouxe a vocação. Hoje é soldado da Brigada e feliz por ter atingido o objetivo. “Escolhi a Brigada por ser uma das melhores polícias militares do Brasil e fui muito bem acolhido. E sobre o Rio Grande, sempre preferi o inverno ao calor”, assegura o alagoano que atualmente é um dos responsáveis pela comunicação social do 1º Batalhão de Polícia Militar, em Porto Alegre.

“Eu vim preparado para os impactos. O sotaque do Nordeste é forte e tudo aqui é diferente”, comenta. “As culturas vão se cruzando. Eu tô que já troco o ‘ôxe’ pelo ‘bah’! E de vez em quando sai até um ‘tchê’! Quando visito minha família, pegam no meu pé que tô virando gaúcho”, diverte-se.

O soldado Cleisson jura estar por dentro de todas as gírias e expressões gaúchas, mas admite que ainda não acostumou com a comida. “À noite aqui é só lanche, tem xis por tudo. No começo, sentia muita falta de um prato feito (PF)”.

Até hoje ele traz temperos e farinha de milho quando visita os parentes em Arapiraca. “Lá tem o tempero baiano – mistura de cominho, coentro e pimenta-do-reino, tem o flocão de milho – e o cuscuz. O daqui é bom, mas o de lá é melhor. E lá também é mais barato, quase tudo, então trago mais comida do que qualquer outra coisa na mala”, compara.

Além de não ter dúvidas sobre qual farinha faz o melhor cuscuz, Moura também não abre mão de torcer para o Asa de Arapiraca. Contudo, diz ter simpatizado com o Internacional pelo fato de trabalhar com frequência no policiamento de jogos no Beira-Rio.

Estrutura motiva candidatos

O delegado Thiago Roberto Zaidan era oficial de justiça em Recife. Deixou a função para ingressar na Polícia Civil Gaúcha. Ele cita remuneração e questões institucionais para justificar a escolha. “É uma polícia forte, bem estruturada. A qualidade das investigações é reconhecida e o valor do salário é bom na comparação com outros estados”, considera.

Já a delegada Ana Flávia Leite destaca a possibilidade de crescimento na carreira, as atualizações das técnicas de investigação e a integração entre os colegas como razões. “Eu sempre quis ser policial e aqui encontrei as condições que desejava”, resume.

A vontade de fazer parte da Brigada Militar envolve motivações semelhantes. Conforme o Soldado Cleisson, passam pela estabilidade financeira e pelo respeito obtido pela corporação. “Tranquei a faculdade de Engenharia Civil sem pensar. Já estava no 9º período”, detalha.

“Seguramente é uma das três melhores do Brasil. O Rio Grande do Sul foi pioneiro em colocar viaturas semiblindadas. E ainda tem o plano de carreira, o salário e a ‘infra’ do Estado favorece também”, explica o capitão Destro.

Amor pelo Rio Grande

O delegado Fabrício Lima Ferreira, 39 anos, nasceu em Itabuna, no sul da Bahia. Por conta do trabalho do pai, que era bancário, ainda criança deixou a cidade natal, distante 426 quilômetros da capital, Salvador, e conheceu o Brasil. Viveu em Alagoas, no Paraná e em São Paulo antes de realizar o sonho de ingressar na Polícia Civil do Espírito Santo, onde foi escrivão durante oito anos. Na passagem pelo Sudeste, conheceu a capixaba Laysa Ferreira, advogada, que atualmente tem 35 anos.

Casado e já policial, queria ser delegado, assim, em 2022, partiu para o RS. Partiu com a esposa e as malas e aqui encontrou a cuia, literalmente, a Polícia Civil e um Estado para chamar de lar. “A primeira delegacia que assumi foi a de Dom Pedrito (no extremo-sul). Cheguei em agosto de 22 e a temperatura era 0ºC”, conta.

Além do frio jamais experimentado, a cidade proporcionou aprendizados. “Por ser na fronteira com o Uruguai, alguns crimes tinham natureza peculiar, como o abigeato (furto de gado ou outros animais de produção em áreas rurais).”

Recém-chegado e ainda pouco acostumado com o modo de falar característico dos gaúchos, Ferreira viveu algumas situações engraçadas. “A melhor foi quando um agente ligou dizendo que tinha prendido um ‘guri’. Eu já ia chamar o Conselho Tutelar quando ele me disse que se tratava de um rapaz com 19 anos”, revela, às gargalhadas.

Ferreira passou pela delegacia de São Gabriel antes de assumir a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Canoas, na Região Metropolitana, em setembro do ano passado. Prestes a completar três anos no RS, o delegado garante ter dominado o “gauchês”. “O vocabulário vai mudando. Deixei o ‘oxe’ (comum no Nordeste) e assumi o ‘capaz’ e o ‘bah’ também”, admite.

Costumes como chimarrão, churrasco e arroz carreteiro foram adotados pelo policial civil e pela esposa. Mas há 11 meses o casal ganhou outra importante razão para levar o Rio Grande do Sul no coração: foi quando nasceu a primeira filha deles, a Luísa. “Frequentamos CTG, é lindo de ver como valorizam a tradição aqui. O Rio Grande do Sul é nossa casa”, completa.

A impressão da família Ferreira é compartilhada por outros colegas de Polícia, como o delegado Thiago Roberto Zaidan. O policial revela que recentemente foi chamado para assumir como delegado em Pernambuco, mas não aceitou. “Tive a oportunidade, mas não quis, eu gosto da Polícia Civil, do Rio Grande do Sul e quero seguir vivendo aqui. Voltar, só quando me aposentar, aí vou comprar uma casa na praia para passar férias”, planeja.

Motivos de destaques

Atualmente, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul conta com 326 agentes e 68 delegados nascidos em outros estados brasileiros, entre os seus mais de 5 mil servidores. Para o chefe da Polícia Civil, Heraldo Chaves Guerreiro, a estrutura de trabalho oferecida pela corporação resulta em bons resultados no combate à criminalidade e a coloca entre as melhores do país.

“A presença de representantes dos outros Estados contribui de fato para uma nova identidade da Polícia gaúcha. As pessoas vêm, são bem recebidas, se adaptam e nos permitem a troca de experiências, e partilham suas culturas”, pontua o chefe da PC.

Gaúcho e com mais de quatro décadas de carreira, Guerreiro cita o orgulho dele e dos colegas em fazer parte da Polícia Civil Gaúcha.

“Comecei em 1982 como investigador e delegado em diferentes delegacias do RS. Nestes anos, presenciei uma evolução da estrutura que resulta em qualificação do trabalho, comprometimento dos nossos policiais e a imediata segurança da nossa população, como os indicadores refletem.”

O que se fala pelo Brasil

PALAVRAS E EXPRESSÕES NORDESTINAS:

Oxente: interjeição comum em todo o Nordeste, usada para expressar surpresa, espanto, indignação ou dúvida.

Arretado: adjetivo que significa algo muito bom, legal, excelente. Pode ser usado para descrever pessoas, coisas ou situações.

Mangar: ato de zombar, ridicularizar ou fazer graça de alguém ou de algo.

Cabra: termo informal para homem, frequentemente usado como sinônimo de “cara” ou “rapaz”.

Peba/Paia: expressões usadas para descrever algo ruim, de má qualidade ou mal feito.

Aperreado: adjetivo que descreve alguém que está irritado, estressado, ansioso ou preocupado.

Brocado: termo utilizado no Maranhão para descrever alguém com muita fome.

Égua: expressão utilizada no Maranhão para demonstrar surpresa ou espanto.

Triscar: termo utilizado no Maranhão para cutucar alguém ou algo.

Vai pra caixa, prego: expressão utilizada no Maranhão para mandar alguém ir embora ou para um lugar distante.

PALAVRAS E EXPRESSÕES DO ‘MINEIRÊS’:

Uai: uma interjeição que pode expressar surpresa, admiração, dúvida ou indignação, dependendo do contexto e da entonação.

Sô: uma forma abreviada de “senhor”, mas usada de maneira informal e carinhosa para se dirigir a alguém.

Trem: uma palavra versátil que pode substituir qualquer substantivo, objeto ou ideia, dependendo do contexto.

Bão: uma forma abreviada de “bom”, usada para expressar algo de boa qualidade.

Fragar: significa entender, sacar, perceber algo.

Paia: algo ruim, sem graça, sem valor.

Breguete: outra palavra que pode substituir qualquer substantivo, assim como “trem”.

Cata-jeca: um ônibus antigo que faz várias paradas em pequenas localidades do interior de Minas.

Nigucim: uma forma abreviada de “negocinho”, usada para se referir a algo pequeno.

Tiquim: uma forma abreviada de “pouquinho”.

PALAVRAS E EXPRESSÕES DO ‘PAULISTÊS’:

Meu: gíria muito usada para chamar alguém, ou no começo e no final de qualquer frase. É o clássico do paulistano!

Mano: funciona da mesma forma que o “meu”. Às vezes, se torna quase uma vírgula de tanto que se usa.

Mina: o feminino de “mano” é, também, uma gíria paulistana muito usada para se referir as namoradas.

Tá me tirando?: sinônimo para a expressão “tá de sacanagem?”. Usada para tirar satisfação de atitudes de que não se gosta.

Breja: cerveja.

Pistola/Pistolou: alguém que perde a paciência, ato de perder a paciência com algo ou alguém.

Manjar: expressão paulistana para entender ou saber.

Miado: algo que está ruim.

Rolê: é o mesmo que uma festa, passeio, saída. Mas é daquelas gírias de São Paulo com mais de um significado, pois pode ser usada para algo que dá muito trabalho.

PALAVRAS E EXPRESSÕES DO ‘CARIOQUÊS’:

Mermão: contração da expressão “meu irmão”, “mermão” é uma das gírias cariocas mais usadas para se referir a alguém com quem se está conversando. É usada como sinônimo de cara, parceiro, etc.

Caô: se refere a uma mentira contada em tom de brincadeira, para enganar ou conquistar alguém.

Bolado: em vez de ficarem irritados, com raiva ou chateados com alguma coisa, os cariocas ficam “bolados”.

Tirar onda: um dos sentidos é alguém que faz algo para se mostrar, chamar a atenção, com de superioridade. Outro sentido é o de tirar sarro.

Sinistro: pode ter um sentido tanto positivo quanto negativo.

Brotar: aparecer, ir ou chegar a algum lugar.

Amassar: comer muito.

Papo reto: sincero ou direto. É usado para reforçar a seriedade do que está sendo dito.

Parada: muito versátil no vocabulário carioca, usada para se referir a qualquer “coisa”, “situação” ou “evento”; pode substituir várias palavras, dependendo do contexto, funcionando como um termo genérico.

PALAVRAS E EXPRESSÕES DA REGIÃO SUL:

Guri: menino

Guria: menina

Mosquear/moscão: distrair, distraído

Guaipeca: cão pequeno, sem raça definida, vira-lata.

Matungo: cavalo velho, ruim, sem préstimo

Guasca: homem rústico, valente, forte, guapo, grosseiro, rude.

Guaiaca: cinto com bolsos feito de couro usado na pilcha.

Marmanjo: homem adulto

Pior: expressão usada para confirmar algo, ‘ah, é verdade’

Sinaleiro(a): semáforo

Rachar o bico: dar risada

Tongo véio: pessoa ingênua ou brincalhona

Ratiar: reclamar, errar

Podar: ultrapassar

Jaguara: sem-vergonha

Tá loqueando: confundindo as coisas

Queimar um osso: assar uma carne

Picar a mula: ir embora