Polícia, para que serve?

O termo polícia tem origem na palavra grega “polis”, traduzido como cidade, combinada com a sufixo latino “ia”, que indica ação, assim podemos dizer que polícia é o que se refere ao fazer a segurança da cidade.

Polícia evoluiu e consolidou-se para designar a instituição responsável pela ordem pública e segurança da comunidade, portanto cabe à polícia a ideia de organização, proteção da sociedade e seus integrantes.

Na Grécia e em Roma havia militares que desempenhavam a função de manter a ordem, porém somente na França, em 1667, o rei Luís XIV criou o Escritório Geral de Polícia em Paris, com objetivo de manter a ordem e segurança no território francês.

No Brasil, em 1809, Dom João VI criou a Divisão Militar da Guarda Real da Polícia do Rio de Janeiro, uma instituição militarizada, com infantaria e cavalaria, sendo responsável pela ordem pública na capital do Brasil.

A Brigada Militar nasceu em 1837, como um exército local do Rio Grande do Sul, durante a Revolução Farroupilha, inicialmente para proteger Porto Alegre, expandindo-se para todo o território gaúcho.

As forças policiais evoluíram com profissionalização, padronização do recrutamento, treinamento e supervisão, além da busca pelo reconhecimento da população, o que se faz através de bom trabalho e proteção das pessoas.

Porém a romantização do crime e a negação do valor do trabalho policial para a sociedade constituem um perigoso contexto, pressionando os profissionais com legislação que beneficia o criminoso, em detrimento de valorizar o trabalho policial.

A função policial de proteger a todos não é reconhecida, aliados ao descaso do poder público, inúmeros “especialistas” em segurança pública, sistema prisional falho, assim acumulando inúmeros problemas psicológicos nos policiais.

Quando não resistem a toda a pressão muitos acabam tirando a vida ou abandonam o trabalho policial, desmotivados por verem que para muitos a polícia não serve para nada.

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