Preso foi recapturado em São Paulo no dia 30 de julho após fuga durante benefício concedido para a realização de uma cirurgia; nova decisão leva em consideração “quadro debilitado de saúde”
JEAN PEIXOTO GZH
Duas semanas após ser recapturado em São Paulo, Marizan de Freitas, 35 anos, conquistou novamente na Justiça o direito à prisão domiciliar humanitária. Conhecido como Maria, o criminoso, que soma 38 anos de condenações, havia fugido em julho após ter o benefício concedido sob alegação de problemas de saúde.
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é assinada pelo ministro Rogerio Schietti Cruz. Segundo o documento, o benefício foi concedido em razão da comprovação do “quadro debilitado de saúde do sentenciado”, que, de acordo com o despacho, apresenta “tuberculose em tratamento, infarto, hipertensão arterial, depressão e ansiedade”.
Quando foi preso, no dia 30 de julho, Freitas ainda se recuperava de uma cirurgia realizada cinco dias antes, na coxa direita, onde havia um ferimento antigo causado por disparo de arma de fogo. Na decisão do STJ, o ministro Schietti Cruz pontua que “a unidade prisional afirmou não possuir recursos técnicos e adequados para ministrar o tratamento pós-operatório”.
“A casa prisional informa que teria condições de realizar escolta para que o preso efetue a cirurgia. No entanto, não dispõe de médico diariamente, para a troca de curativos e tampouco de fisioterapia (necessária para o pós-cirúrgico). Além disto, há um grande empecilho de o apenado retornar para a casa prisional, sem que esteja recuperado, pois é sabido que na Pasc, para chegar às celas, é necessário subir e descer escadas, o que acabaria por prejudicar a recuperação da cirurgia”, diz o texto da decisão.
Procurado por GZH, o Ministério Público (MP) informou que “tomou conhecimento da decisão e está avaliando a possibilidade de recurso”.
Fuga e prisão
O advogado de Freitas havia solicitado em maio a prisão domiciliar humanitária para a realização da cirurgia na perna direita. O preso informou à Justiça que ficaria em uma residência de luxo, em um condomínio em Capão da Canoa, no Litoral Norte.
Policiais militares realizaram uma inspeção no condomínio onde Freitas deveria estar e não o localizaram. Após isso, em 27 de julho, o Ministério Público (MP) pediu a revogação da prisão domiciliar e solicitou o retorno do preso à Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), onde cumpria pena antes de fugir.
A partir de então, uma operação conjunta de busca foi organizada pela Polícia Civil (Delegacia de Capturas) e Brigada Militar. A prisão ocorreu em 30 de julho em um esforço integrado das polícias gaúcha e paulista. Segundo a secretário de Segurança do Estado, Sandro Caron, o fugitivo teve apoio de uma facção paulista tanto para ficar em São Paulo quanto para planejar a fuga do Brasil. Ele voltou ao RS e foi reconduzido à Pasc, que é considerada a prisão mais segura do Estado.
38 anos de condenações
Apontado pela polícia como um dos líderes de uma facção que atua no Vale do Sinos, Freitas já cumpriu pelo menos 11 dos 38 anos de condenação que acumula. Há condenações por tráfico de drogas, tentativa de homicídio, além de outros processos, inclusive por homicídio e lavagem de dinheiro. Ele é considerado pelo Ministério Público (MP) como “indivíduo de alta periculosidade”.
Em 2015, O MP interceptou escutas telefônicas, com autorização da Justiça, que comprovaram a atuação de chefes do tráfico dentro das cadeias do RS. Em uma das gravações, Marizan de Freitas, que estava preso na Pasc à época, acompanhou, ao vivo, pelo telefone celular, a execução a tiros de um rival na disputa por pontos de venda de drogas. Após a execução, ele ainda teria reclamado que a pistola “engasgou”. No mesmo ano, a Justiça determinou que ele fosse encaminhado a uma penitenciária federal de segurança máxima.
Em 2020, Freitas foi um dos 18 líderes de facções transferidos para penitenciárias federais fora do Estado durante a megaoperação Império da Lei. Um ano depois, ele retornou à Pasc, considerada a penitenciária mais segura do Estado.
Registro da prisão em São Paulo
Polícia Civil / Reprodução
Hoje uma das mais importantes Unidades Operacional da Brigada Militar, o 9º Batalhão de Polícia Militar, Batalhão Voluntários da Pátria completa neste sábado (12) 68 anos de história.
Em 12 de agosto de 1955 a unidade surge como “la cia de policiamento” recebendo o nome de “Batalhão Pedro e Paulo” em homenagem ao padroeiro do Rio Grande do Sul, São Pedro e também a São Paulo.
27 de fevereiro de 1956. Data em que, o primeiro comandante da unidade, capitão Octávio Frota lançou oficialmente o serviço de policiamento em duplas. Na oportunidade, o tenente Clóvis Antônio Soares comandou o juramento: “prometo lembrar sempre que sou um policial em serviço e a sociedade vê em mim um guardião da ordem”. Com esta ação, o 9° BPM passou a ser embrião dos serviços policiais na Brigada Militar como é conhecido hoje. (texto Sd Tatiane/9⁰ BPM)
Esta é um pequeno relato da história da unidade, que a quase sete décadas cuida do coração do capital dos gaúchos. Quem circula pelo centro de Porto Alegre, sempre contará com a segurança feita por homens e mulheres que dedicados a cuidar das pessoas.
Vídeo alusivo a data – Produção Sd Daiane – Edição Sd marcos Ozanan
COMEMORAÇÕES
A Cerimônia alusiva ao aniversário ocorreu nesta sexta-feira(11) com a presença do Comando da BM, autoridades e comunidade, momento de homenagens e reconhecimento pelo trabalho realizado pelos policiais do 9º BPM. O Jornal Correio Brigadiano parabeniza o Comandante Tenente Coronel Fábio da Silva Schmitt e todo seu efetivo pela data festiva.
Fotos Sd DaianeFotos Sd Scheffer
HISTÓRICO 9º BPM – Fonte Brigada Militar
Sobre o 9º BPM
12 de agosto de 1955. Criação da unidade. Surge como “la cia de policiamento” recebendo o nome de “Batalhão Pedro e Paulo” em homenagem ao padroeiro do Rio Grande do Sul, São Pedro e também a São Paulo.
27 de fevereiro de 1956. Data em que, o primeiro comandante da unidade, capitão Octávio Frota lançou oficialmente o serviço de policiamento em duplas. Na oportunidade, o tenente Clóvis Antônio Soares comandou o juramento: “prometo lembrar sempre que sou um policial em serviço e a sociedade vê em mim um guardião da ordem”. Com esta ação, o 9° BPM passou a ser embrião dos serviços policiais na Brigada Militar como é conhecido hoje.
1960 a 1970. Várias autoridades e personalidades visitaram o 9°BPM nas décadas de 60 e 70. As fotos ilustram as visitas do Governador Peracchi Barcellos e do cantor Teixeirinha.
1963 a 1967. Coronel Octávio Frota, primeiro comandante do Batalhão, assume como Comandante Geral da Brigada Militar, sendo reconhecido por oficiais e praças de gerações posteriores por sua dedicação, tenacidade e lealdade à Corporação.
1967. O 9º BPM ganha o reforço de novas viaturas, entre elas o VW Fusca, camionetas GM Veraneio e Lambretas, visando dinamizar o atendimento de ocorrências policiais. Assim, concomitantemente à extinção da Guarda Civil, a Brigada Militar assumiu o Policiamento Ostensivo e de trânsito.
1969. Início da proximidade com a comunidade escolar orientando alunos e professores na tradicional “operação volta às aulas com segurança” que busca aproximar o policial junto às escolas para efetuar e atuar de forma preventiva na ocorrência de delitos e acidentes de trânsito.
10 de junho de 1970. A unidade passa a se chamar 9° BPM – Batalhão Voluntários da Pátria; sendo responsável pelo policiamento na área central de Porto Alegre que engloba os principais órgãos Federais, Estaduais e Municipais.
1975 . O Governo do Estado decide iniciar a construção de um quartel novo para o 9° BPM, devido ao avançado estado de deterioração das instalações do Casarão da Baronesa do Gravataí. O Novo quartel começou a ser construído no então pátio interno do Casarão, que foi sendo removido aos poucos, até a conclusão das obras, em dezembro de 1981.
Julho de 1980. Durante a visita de Sua Santidade, o Papa João Paulo II a Porto Alegre em julho de 1980, coube ao 9º BPM a responsabilidade pela segurança externa da Catedral Metropolitana.
1981. A sede atual do 9° BPM teve a obra concluída e entregue.
A 1ª Companhia de Policiamento, ficou sediada no quartel do 3º Batalhão de Caçadores. O quartel era a antiga residência de Veraneio da Baronesa do Gravataí, localizado às margens do Lago Guaíba, onde hoje se situa a Avenida Praia de Belas, no número 800.
1989. Coube ao 9º batalhão a honra de ver nascer no seu aquartelamento, o embrião do hoje Grupo de Ações Táticas Especiais da Brigada Militar(GATE). Em 1989 foi criado o comando tático CT-9 sendo seus oficiais fundadores os então 2º Tenente Heitor de Sá de Carvalho Júnior e Augusto Mamede Freitas de Lima, atuais oficiais superiores da corporação.
1990. MORTE DO CABO VALDECI – O confronto entre manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e policiais da Brigada Militar ocorreu em 8 de agosto de 1990. O conflito agrário mais sangrento da história gaúcha – que começou a se desenhar ainda na madrugada, quando cerca de 600 colonos se instalaram na Praça da Matriz, diante do Palácio Piratini – se prolongou por oito horas e resultou em 72 feridos e um morto.
Por volta das 11h30 daquele dia, o cabo Valdeci, então com 27 anos, foi atingido com um golpe de foice no pescoço na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Andradas. Seis pessoas foram condenadas como coautores do crime. Os autores nunca foram identificados.
1993. O 9° batalhão recebeu o toque feminino que lhe faltava: foi incorporado ao batalhão o efetivo oriundo da companhia de policiamento feminino denominada Cia Fem, era criada a 6ª companhia PM conhecida dentro do nosso quartel como companhia feminina. A primeira comandante da 6ª companhia foi a 1° Tenente Silvia Vissot Bittencourt.
1994. O 9º BPM de forma Pioneira criou na 4ª companhia responsável pelo policiamento das Ilhas do pavão, Grande dos Marinheiros, Das Flores e Ilha da pintada, a Patrulha Fluvial, que a bordo da lancha “Voluntários da Pátria” realizou inúmeras ações nessas orlas, proporcionando segurança às populações ribeirinhas do arquipélago do Lago Guaíba de responsabilidade do batalhão.
1994. REBELIÃO COM REFÉNS. CASO DILONEI MELARA – Na fria tarde de uma quinta-feira, dia 7 julho de 1994, ocorria uma rebelião com reféns, promovida por apenados ligados à então facção Falange Gaúcha, no antigo Hospital Penitenciário do Presídio Central de Porto Alegre, seguida depois de uma fuga pelas ruas da cidade. O episódio mobilizaria centenas de policiais militares e civis, além das autoridades, deixando ainda a população em pânico. O desfecho ocorreria após a invasão de dois fugitivos ao Hotel Plaza São Rafael, sendo pegos mais reféns.
04 de janeiro de 2002. SEQUESTRO DE LOTAÇÃO EM PORTO ALEGRE – No dia 4 de janeiro de 2002, o auxiliar de cozinha tomou o lotação 350, da linha Santana, e fez nove pessoas como reféns. Para libertar todas as pessoas, o sequestrador exigia um helicóptero e 500 mil reais em dinheiro. As negociações se estenderam por 27 horas e incluíram a presença de psicólogos, autoridades e familiares do tomador de reféns.
19 de agosto de 2006. cria o Estandarte do 9° Batalhão de Polícia Militar da Brigada Militar.
Atualmente, o Batalhão situa-se na Avenida Praia de Belas, Cidade Baixa – Porto Alegre, sendo que conta com seis companhias; duas delas, pelotões especiais. Os bairros atendidos por este batalhão, são: Centro Histórico; Cidade Baixa; Praia de Belas; Azenha; Menino Deus; Independência; Moinhos de Vento; Bom Fim; Rio Branco; Farroupilha; Santa Cecília; Santana (norte); Floresta; São Geraldo; Marcílio Dias; Arquipélago; Ilha da Pintada; Ilha das Flores; Ilha Grande dos Marinheiros e Ilha do Pavão.
Revitalização da Praça Cel Octávio Frota
A Praça Coronel Otávio Frota, em homenagem ao Ex Cmt-geral e primeiro Comandante do 9º BPM, a histórica praça passou por uma revitalização.
Com reforço das ações de monitoramento e combate à criminalidade por parte das forças de segurança, o mês de julho fechou com queda nos principais crimes contra a vida e patrimoniais. Em comparação com julho de 2022, os homicídios caíram 25,2%, chegando ao menor número para qualquer mês computado desde o início da série histórica em 2010. Esta é a segunda vez no ano em que a queda chegou ao menor número absoluto da série histórica.
Os indicadores foram divulgados em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (10/8) na sede da Fecomércio, em Porto Alegre, onde também ocorreu a reunião da Gestão Estatística da Segurança Pública (GESeg). O governador Eduardo Leite destacou que, embora o Estado esteja caminhando na direção correta, o objetivo é alcançar resultados ainda melhores. “Nosso compromisso é continuar trabalhando para viabilizar reduções ainda mais expressivas e constantes nos indicadores para garantir um Estado mais seguro para todos”, afirmou.
Mais uma queda histórica dos homicídios
Em julho deste ano, o Estado teve 95 vítimas de homicídio. Mais do que a redução comparativa com o mesmo período do ano anterior, o número representa o menor total para qualquer mês dos últimos 13 anos. Esta é a segunda vez no ano que o indicador tem queda histórica. Com 107 vítimas de homicídio, maio de 2023 era, até então, o menor número da série histórica iniciada em 2010.
Com duas reduções históricas, as forças de segurança começaram a ver os resultados dos esforços integrados no combate aos crimes contra a vida. Pela primeira vez em 2023, o índice de homicídios caiu no acumulado, de janeiro a julho. Com cinco vítimas a menos, em comparação ao mesmo período de 2022, a queda de 0,5% representa o início da virada do Estado no combate a este tipo de crime.
“De forma integrada, a pressão operacional vem resultando na prisão efetiva de criminosos e na apreensão de armas e drogas no Estado. Com apoio da inteligência, buscamos a asfixia financeira e o enfraquecimento do crime organizado. Esta redução das mortes violentas reforça a estratégia e o planejamento tático adotado pela Secretaria da Segurança Pública para combater a criminalidade e aumentar a sensação de segurança entre os gaúchos”, destacou o titular da SSP, Sandro Caron.
A capital também teve queda nos homicídios tanto no mês de julho (menos 53,3%) quanto no acumulado desde janeiro (menos 14%).
Latrocínio mantém tendência de queda
Julho apresentou uma queda de 66,7% nas ocorrências de latrocínio em comparação ao mesmo mês no ano passado: foi registrado um caso, em Pelotas, contra três em julho de 2022.
O fato de o Rio Grande do Sul ter registrado apenas um caso ao longo de todo o mês é um indicativo de um trabalho cada vez mais aprimorado das forças de segurança. O chefe de Polícia, delegado Fernando Sodré, destaca as ações contra os crimes patrimoniais, que podem resultar em latrocínios.
“São diversos os fatores que podem levar a um roubo seguido de morte, como uma possível reação da vítima ou o criminoso estar sob efeito de entorpecentes, então o trabalho diário no combate aos roubos, além de trazer maior sensação de segurança para a população, reflete na queda dos crimes contra a vida”, enfatizou.
O acumulado do ano também está em queda, em comparação ao mesmo período do ano passado: 27 roubos seguidos de morte em 2023, o que representa menos 15,6% em comparação com os 32 casos registrados nos sete meses de 2022.
Feminicídios diminuem 10%
Os casos de feminicídio no Estado vêm diminuindo desde abril. Em julho, houve nove casos contra dez no mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 10%. Isso reflete os esforços constantes da SSP e de suas instituições vinculadas para combater a violência contra a mulher. Entre as medidas adotadas, destacam-se a implantação do projeto Monitoramento do Agressor – atualmente 20 agressores estão sob vigilância de tornozeleira eletrônica –, as ações da Delegacia Online da Mulher e a expansão das Salas das Margaridas.
O projeto Monitoramento do Agressor, pioneiro no país, aperfeiçoa a rede de monitoramento de casos de violência doméstica no Rio Grande do Sul, por meio do uso de tornozeleiras eletrônicas nos agressores e da entrega de celulares com aplicativo às vítimas que informa em caso de risco. O programa teve início em junho, em Porto Alegre, e será expandido para todo o Estado com a instalação de 2 mil equipamentos.
Entre as ações da Polícia Civil, o Rio Grande do Sul conta com 21 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), além de 77 Salas das Margaridas. A Brigada Militar atende 114 municípios gaúchos com as patrulhas Maria da Penha.
Roubo de veículos apresenta queda histórica
Julho apresentou uma redução de 19,4% nas ocorrências de roubo de veículos em comparação com o mesmo período no ano passado: 258 casos registrados, sendo 62 a menos do que no sétimo mês de 2022. Trata-se do menor número para qualquer mês da série histórica desde 2010. Os outros dois menores índices também se referem a 2023: 306 em junho e 314 em maio. Com isso, mais de 90% dos municípios gaúchos não registraram um caso. As ocorrências se concentraram em 44 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul.
“Em função das ações estratégicas adotadas pela Brigada Militar, em conjunto com as demais forças de segurança, intensificamos o combate direto ao roubo e furto de veículos, refletindo nesta redução histórica. Somos o escudo da sociedade e seguiremos atuando na capacitação e qualificação dos PMs para fortalecer ainda mais a segurança da população”, ressaltou o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli.
Os índices do Estado se refletem na capital, que desde janeiro verificou uma queda de 12,6% nas ocorrências desse tipo. Em sete meses de 2022, Porto Alegre registrou mais de mil roubos de veículos, e em 2023 foram 885. Julho também apresentou queda de 4,6%, com 104 casos.
Porto Alegre conta com uma frota de quase 8 milhões de veículos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, teve 104 roubos de veículo, uma queda de 4,6% na comparação com 2022.
Essa marca histórica é resultado dos esforços das forças policiais no combate à criminalidade por meio dos serviços de inteligência, com direcionamento estratégico de ações preventivas e repressivas das forças de segurança.
A Operação Desmanche, força-tarefa da SSP, contribui para a redução paulatina do roubo de veículos. A operação faz parte das políticas públicas que coíbem a venda de peças sem origem e fecham estabelecimentos irregulares, o que reduz roubos, furtos e receptações. Desde 2016, houve 121 edições, em mais de 60 municípios, resultando na apreensão de mais de 9 mil toneladas.
Investimento
Ao longo deste ano, uma série de investimentos fortaleceram a atuação das forças de segurança no Estado e, consequentemente, aumentaram o bem-estar da população. Entre essas ações, estão o aumento da frota e do efetivo policial, somado à entrega de equipamentos para o Instituto-Geral de Perícias (IGP), do helicóptero para o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e de armamentos para a Polícia Civil.
De janeiro a agosto, houve o ingresso de mais de mil servidores, entre brigadianos, policiais civis e bombeiros. Além de aumentar o efetivo, em abril, a SSP entregou 160 veículos para as instituições vinculadas, garantindo patrulhamento ostensivo com pelo menos uma viatura nova em cada um dos 497 municípios gaúchos.
Em maio, o IGP recebeu equipamentos, com investimento superior a R$ 1,6 milhão, para concluir laudos com mais celeridade nas áreas de balística forense, medicina legal e identificação criminal. Foram entregues um Tablet Forenscope 4K Compact e seis smartphones capazes de detectar e capturar vestígios de impressões digitais. Os dispositivos auxiliam na resolução de crimes e, consequentemente, contribuem para as investigações policiais referentes a casos de mortes violentas.
Em julho, a Polícia Civil recebeu mais de 3,1 mil pistolas, um investimento de cerca de R$ 7,6 milhões. O novo armamento, destinado a departamentos regionais especializados, garante mais proteção aos policiais nas ações operacionais. No mesmo mês, o Corpo de Bombeiros Militar recebeu o primeiro helicóptero da corporação. A aeronave, fabricada nos Estados Unidos, representa um investimento de R$ 21,7 milhões e pode ser utilizada em operações sobre terra e água.
Crimes patrimoniais
Em julho, os abigeatos e as ocorrências bancárias tiveram queda de 26,3% e 66,7%, respectivamente. Apenas os roubos a transporte coletivo apresentaram alta de 36 para 57 casos. No acumulado, no entanto, as ocorrências no transporte público permanecem em queda: 384 casos em 2022 e 359 em 2023 (menos 6,5%). Os abigeatos também diminuíram no acumulado (menos 16,5%). As ocorrências bancárias tiveram um caso a mais na soma de janeiro a julho de 2023, em comparação com 2022.
Julho fechou com queda nos principais crimes contra a vida e patrimoniais – Foto: Divulgação/Polícia Civil
Texto: Lurdinha Matos e Anna Emília Soares/Ascom SSP
Proposta ainda precisa ser analisada por mais três comissões na Câmara, antes de ser enviada ao Senado
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto que proíbe os estados e o Distrito Federal de aplicar a contribuição dos militares inativos e pensionistas prevista na reforma de 2019 sem que seja assegurada a integralidade e a paridade com os vencimentos pagos na ativa.
Foi aprovado o substitutivo do relator, Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), para o Projeto de Lei 1451/23, do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). “Concordo com o autor da proposta, e a legislação deve ser aplicada na totalidade, e não apenas as disposições que são convenientes aos entes federativos”, disse o relator.
No substitutivo, Paulo Bilynskyj inseriu o dispositivo proposto no Decreto-Lei 667/69, que trata da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros nos estados e no DF. A versão original alterava a Lei 13.954/19, que reestruturou a carreira e o sistema de proteção social das Forças Armadas, das PMs e dos bombeiros.
Com a reforma do sistema de proteção social, a alíquota da contribuição de ativos e inativos, para pensões militares, aumentou de 7,5% para 10,5%, e os pensionistas, antes isentos, passaram a recolher pelo menos 10,5%.
“Os estados, de forma seletiva, estão aplicando o que melhor lhes convém, descontando dos inativos uma alíquota previdenciária – alegando cumprir aquela lei federal –, mas deixando de garantir a integralidade e a paridade dos vencimentos”, disse o autor da proposta, deputado Cabo Gilberto Silva.
Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O deputado Delegado Paulo Bilynskyj recomendou a aprovação do projeto – (Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados)
De acordo com delegado responsável pela investigação, um segundo suspeito conseguiu fugir. Caso aconteceu no bairro Vila Nova, na noite de quarta-feira (9).
Por g1 RS
Um policial militar (PM) reagiu a um assalto e matou um suspeito em Parobé, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso aconteceu no bairro Vila Nova, na noite de quarta-feira (9).
Conforme o delegado Francisco Leitão, responsável pela investigação, o PM teria sido abordado por dois homens armados quando saía da garagem de casa em seu veículo. O policial efetuou disparos de arma de fogo e acertou um dos suspeitos, que morreu no local. Ele não teve a identidade divulgada.
O outro homem conseguiu fugir a pé. A Brigada Militar (BM) faz buscas na região. O policial não ficou ferido.
O local foi isolado para trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Caso aconteceu enquanto PM saía da garagem de casa — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Um jovem de 21 anos, identificado como Adelso dos Santos de Almeida Júnior, foi preso em flagrante por apologia ao crime e associação ao tráfico. Ele gravou um vídeo cantando uma música em que debocha da morte do PM santa-mariense Patrick Bastos Reis, em Guarujá, no litoral de São Paulo.
No vídeo que circula nas redes sociais, Adelso afirma que “é do crime organizado” e que estaria “cheio de ódio”. Ele ainda zomba dos policiais que foram atingidos.
A prisão do suspeito aconteceu em frente a um supermercado em Guarujá.
Relembre o caso
Patrick Bastos Reis, 30 anos, morreu após ser baleado, no Guarujá, em São Paulo, na última semana. O policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) estava com um colega fazendo patrulhamento no local quando indivíduos armados atiraram contra os dois. Patrick foi atingido próximo ao tórax e chegou a ser atendido no Pronto Atendimento da Rodoviária (PAM).
Nascido e criado em Santa Maria, ele saiu do município com os pais em 2010, quando foram morar em Porto Alegre. Depois, os familiares seguiram para Florianópolis, em Santa Catarina. O filho foi para Quaraí fazer parte do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), aos 17 anos, onde morou por um ano. Durante esse tempo, ele nutria o sonho de ser policial da Rota. Então, ele passou no concurso e foi embora para São Paulo.
Patrick Bastos Reis morreu após ser baleado, no Guarujá, em São Paulo, na última semana. O policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) estava com um colega fazendo patrulhamento no local quando indivíduos armados atiraram contra os doisFoto: Reprodução
Operação Escudo
No último domingo (31), o suspeito de matar o policial militar foi preso em São Paulo durante a ação denominada de Operação Escudo. O governador Tarcísio Gomes de Freitas divulgou a informação por meio das redes sociais.
Foto: Repodução
Adelso dos Santos de Almeida Júnior, foi preso em flagrante por apologia ao crime e associação ao tráfico
Entre as armas, havia nove fuzis, 40 pistolas, 19 revólveres, duas espingardas e uma submetralhadora; dois suspeitos foram presos
A Brigada Militar apreendeu grande quantidade de armas em Santo Antônio da Patrulha na tarde da terça-feira(08/8). As armas estavam depositadas dentro de toneis de plástico enterrados em uma propriedade rural, localizada entre os quilômetros 69 e 70 da rodovia ERS 030. Foram encontrados nove fuzis, 40 pistolas, uma submetralhadora, 19 revólveres, duas espingardas, inúmeros carregadores para o armamento e cinco embalagens com insumos normalmente utilizados para serem misturados em cocaína. Policiais militares da Companhia Policial do 8°BPM em Santo Antônio da Patrulha chegaram à propriedade, após trabalho de Inteligência do 8°BPM. No local foram presos dois homens de 28 e 31 anos com antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e passagens por casas prisionais. As companheiras dos dois indivíduos, de 24 e 27 anos, também estavam na propriedade e foram conduzidas à Delegacia de Polícia. Havia três crianças de 4, 8 e 12 anos na residência e foram retiradas do local pelo Conselho Tutelar, a partir do chamado dos PMs.
COMUNICAÇÃO SOCIAL DO CRPO LITORAL TEXTO: jornalista Jussara Pelissoli FOTOS: Sd Rezende/8°BPM
A portaria 643/EMBM de 2016 Instituiu o dia do Policial Militar Tombado em Serviço
A referida portaria que neste dia cada Órgão de Polícia Militar deve, a critério de seu comandante reunir, de forma voluntária, seu efetivo, convidar a comunidade local e familiares dos PM, e fazer a citação dos que tombaram em serviço, seus históricos funcionais e descrever como se deram os fatos que o levaram a óbito. Também ficou estabelecido que sempre que houver o evento morte de Policial Militar em serviço ou em decorrência da sua função, no horário estabelecido para o sepultamento será prestado um minuto de silêncio nos quarteis da BM para que os efetivos prestem as continências.
Já a lei Nº 15.156, DE 24 de 25 de abril 2018, Instituiu os Dias Estaduais em Homenagem ao Policial Civil e ao Policial Militar Mortos em Serviço, e os inclui no Calendário Oficial de Eventos do Estado do Rio Grande do Sul. Ficando definido o dia 2 de dezembro para homenagem aos policiais civis e 08 de agosto aos policiais militares.
Ato lembra 33 anos da morte do CB Valdecir em confronto com sem-terra no RS
Da esquerda para a direita: TC Jorge Alvorcem, Vice-Pres AsOfBM, Cel Mendes, Desembargador Militar e Ex-Cmt Geral da BM, Cel Jorge Bengochea, TC Newton Henrique Ledur, Cel Moraes, Cmt Res Altiva da BM, Cel Ibes Pacheco, Cel João Gilberto Fritz e Cel Sérgio Pastl.
Policias da Brigada Militar e colonos entraram em conflito em 1990. Cabo Valdeci de Abreu Lopes foi morto com golpe de foice no pescoço.
O confronto entre manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e policiais da Brigada Militar ocorreu em 8 de agosto de 1990. Tiros de festim, gás lacrimogêneo, foices e pedras transformaram o centro da cidade em uma praça de guerra.
O conflito agrário mais sangrento da história gaúcha – que começou a se desenhar ainda na madrugada, quando cerca de 600 colonos se instalaram na Praça da Matriz, diante do Palácio Piratini – se prolongou por oito horas e resultou em 72 feridos e um morto.
Por volta das 11h30 daquele dia, o cabo Valdeci, então com 27 anos, foi atingido com um golpe de foice no pescoço na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Andradas. Seis pessoas foram condenados como coautores do crime. Os autores nunca foram identificados.
Homenagem aos 175 anos da Justiça Militar do RS e dos 105 anos do Tribunal Militar do RS. Foto TJMRS
Por uma iniciativa da Vereadora Mônica Leal, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre realizou sessão solene em homenagem aos 175 anos da Justiça Militar do RS no dia 07/08.
Representando o TJM/RS estiveram presentes o seu presidente Dr. Amilcar Macedo, ouvidor-geral do TJM, Desembargador Militar Sergio Berni de Brum; o Diretor da Escola Judicial, Rodrigo Mohr; o Desembargador Militar Fabio Duarte Fernandes; o Diretor-Geral Rogério Nejar e servidores daquele tribunal.
Ainda, presentes os Comandantes da Brigada Militar e do CBM-RS. Mônica Leal (PP), falou de sua origem, de família militar e de sua honra em ser proponente da distinção, agradecendo a Mesa Diretora pela recepção ao seu requerimento.
Além da proponente, a casa legislativa rendeu homenagem através de outros vereadores presentes, destacando-se:
Vereadores: Comandante Nádia, Tiago Albrecht, Jesse Sangalli, Alexandre Bobadra, Cassiá Carpes, Lourdes Spengler e Carlos Comassetto.
A solenidade contou também com o prestígio do Dr. Luiz Augusto de Mello Pires, Conselheiro da Comissão Especial de Direito Militar da OAB/RS (licenciado) e do Ex. Deputado Federal Vilson Covati, (PP) ambos pré candidatos ao quinto constitucional do Tribunal de Justiça Militar do RS, com inscrições que se encerram nesta sexta feira. Lembrando que o edital de inscrição do candidato a Juiz Militar exige atuação específica na área de no mínimo 10 anos.
Entidades reivindicam o resgate da simetria salarial entre os comissários de Polícia e os capitães da Brigada Militar
Em protesto contra salários defasados e promoções atrasadas, a Polícia Civil realiza nesta terça-feira o primeiro dia de paralisação unificada da categoria. Entre outros pontos, os policiais civis reivindicam o resgate da simetria salarial entre os comissários de Polícia e os capitães da Brigada Militar e o apoio do governo ao PL 04/2023, que busca a paridade e a integralidade aos policiais que ingressaram após 2015. No final da noite, estava prevista uma reunião com o governo.
Na quarta-feira, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil do Rio Grande do Sul (Ugeirm) promete um segundo dia de paralisação em todo o Rio Grande do Sul. O objetivo é pressionar o governo do Estado. O vice-presidente Ugeirm, Fábio Nunes Castro, destaca a importância do protesto. “O movimento tem por objetivo chamar atenção do governo para uma abertura de diálogo mais efetiva em relação a nossa pauta”, afirmou.
Conforme Nunes, a segurança pública vem apresentando “números bastante significativos ”em relação ao combate à criminalidade sem o devido reconhecimento aos profissionais da área. Apesar da paralisação, a categoria garante a manutenção de serviços essenciais.
Em Porto Alegre, a concentração será em frente ao Palácio da Polícia. No Interior do Estado e região metropolitana, a orientação é para que os policiais se concentrem em frente às suas delegacias, ou local de trabalho. A orientação é para que não haja circulação de viaturas. Não haverá cumprimento de mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, operações policiais, serviço cartorário, entrega de intimações, oitivas, remessa de IPs ao Poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária.
As DPPAs e plantões somente atenderão os flagrantes e casos de maior gravidade, tais como: homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos, Lei Maria da Penha, além daquelas ocorrências em que os (as) plantonistas julgarem imprescindível a intervenção imediata da Polícia Civil. Em conversas com entidades de classe, o chefe de Polícia, delegado Fernando Sodré, afirmou que os policiais se comprometeram a realizar serviços essenciais e atendimento de casos graves.
“Todas as ocorrências que necessitem de uma demanda importante e urgente da Polícia Civil serão atendidas. Podemos tranquilizar a população de que a Polícia vai manter os atendimentos necessários e emergenciais para que a segurança continua acontecendo”, afirmou. Conforme Sodré, a Casa Civil e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Estado mantêm diálogo com a categoria.