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RJ: Governo do Rio vai pagar R$ 5 mil para policial por fuzil apreendido

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Armamento passará por perícia e só será paga a recompensa pelos que estiverem funcionando

AGÊNCIA BRASIL

O governo do Rio de Janeiro criou uma premiação de R$ 5 mil para cada fuzil apreendido por policial civil ou militar no Estado. O decreto foi publicado na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial.

O decreto diz que o pagamento será feito ao policial que “no exercício de suas funções ou em razão delas, seja responsável pela apreensão de arma de fogo do tipo fuzil sem registro e/ou autorização legal de porte, com ou sem prisão em flagrante ou apreensão do adolescente em conflito com a lei em cuja posse estiver o objeto apreendido”.

Cada fuzil apreendido passará por perícia. Só serão recompensados os policiais que recolherem armamento que estiver funcionando. Apesar de o decreto já estar valendo, as secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar terão até 60 dias para publicar procedimentos internos que façam valer a premiação. O valor pago aos policiais deverá sair do orçamento das próprias secretarias.

Segundo o decreto, a premiação pode ser paga também a policiais que apreenderem o armamento mesmo quando estiverem de folga. O policial que estiver afastado disciplinarmente das funções ficará impedido de ser contemplado com a recompensa, enquanto durar o seu afastamento.

Nos casos em que mais de um policial tenha sido responsável diretamente pela apreensão, o valor da premiação deverá ser dividido. A contabilização e pagamento das premiações serão feitos ao fim de cada semestre.

— Com essa premiação, pretendemos reduzir ainda mais o poder bélico dos criminosos. Fuzil é arma de guerra, quanto mais tirarmos das mãos dos bandidos, menos será necessário que nossos policiais civis e militares usem — disse o governador Cláudio Castro.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública, órgão do governo do Estado do Rio, 366 fuzis foram apreendidos no primeiro semestre deste ano, o que representa crescimento de 64% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Especialistas avaliam

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil divergem a respeito da medida.

— Toda iniciativa de tirar arma de circulação é boa, mas, para que fuzil não seja usado por bandido para matar, é importante que o governo combata a venda destas armas por parte da banda podre para os bandidos. O fuzil sem munição é tacape, não mata ninguém, portanto o governo do Estado, em parceria com o governo federal, tem que trabalhar duro para que o tráfico de munição seja combatido — avalia Antonio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz.

Para o antropólogo Paulo Storani, capitão veterano do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), a nova política é uma gratificação por resultado que “estimula o trabalhador policial que corre riscos todos os dias”. 

O coronel Ubiratan Ângelo, ex-comandante-geral da PMERJ, enxerga na decisão do governador Cláudio Castro pontos positivos e preocupações. O lado positivo, na visão do hoje coordenador de Compliance da ONG Viva Rio, é que o Estado declara que uma das coisas mais preocupantes, dentro do assunto segurança pública, é o armamento de guerra, e não as drogas.

— O governo muda a sua estratégia de dizer que o problema é a droga e passa a atacar com prioridade a presença de arma de fogo, porque é essa que mata, mata imediatamente. Mata bandido, mata policial e mata a população ali no entorno — comenta Ângelo.

A preocupação, de acordo com o ex-comandante da PM, é a presença de confrontos nas comunidades:

— Onde estão os fuzis? Estão nas comunidades menos favorecidas pelas políticas públicas, nas favelas. Então é ali que a força policial vai buscar essa gratificação.

Para o coronel, é preciso ações do governo para evitar que o armamento pesado chegue às favelas:

— Se essa estratégia não vier acompanhada de ações como cercos nas estradas antes de o fuzil chegar na área urbanizada que nós chamamos de favela, por ser desassistida de políticas públicas, nós estamos mudando o nome da guerra às drogas por guerra aos fuzis.

O coordenador de Compliance da ONG Viva Rio lembra que a polícia fluminense já teve inúmeros casos de corrupção envolvendo venda de armas ilegais de policiais para bandidos e diz que, se não houver maior controle sobre a atividade dos agentes da segurança, a medida terá outro reflexo:

— Aumentará o valor do fuzil para o comércio ilegal.

A antropóloga e gestora pública Jacqueline Muniz acredita que a decisão de recompensar policiais pela apreensão de fuzis é a repetição de um erro, lembrando da chamada “gratificação faroeste”, criada em 1995, que premiava em dinheiro policiais que cometiam atos considerados de bravura. Para ela, o decreto alimenta o próprio mercado criminoso de armas ao invés de combatê-lo.

— Premiar somente apreensão de fuzis favorece a panelinha protegida que tem QI (informações privilegiadas) dentro das polícias e que só vai naquela ocorrência boa que agrada político e produz estatística para propaganda de governador. Os outros policiais que suam a farda e atendem a demanda da população ficam de fora dessa competição equivocada por mais fuzil, porque fuzil, uma arma cara e importante para o crime, não fica dando sopa por aí para cada policial correr atrás do seu — critica.

A professora da graduação de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) acrescenta que “nenhuma polícia consegue manter saldos operacionais crescentes, afinal, as apreensões dão prejuízo ao crime, geram falta de recursos criminosos durante um tempo”.

A antropóloga ponderou que experiências semelhantes em outros países levaram a resultados negativos:

— Nas polícias internacionais, a cobrança isolada por número alto de apreensões de artigos criminosos valiosos levou ao aumento da corrupção policial, a um leilão da vida policial com operações malfeitas e às manipulações da mesma arma apreendida várias vezes.

Para a especialista, é preciso um programa de avaliação de desempenho policial que retrate o trabalho feito pelos policiais antes, durante e depois das ocorrências atendidas. 

— No lugar de ficar reinventando roda quadrada para agradar panelas policiais, tem que ter um programa sério de desempenho que avalie, de verdade, o mérito do trabalho policial rotineiro empregado na emergência; operações policiais; patrulha; investigação e inteligência — conclui.

No Rio de Janeiro, 366 fuzis foram apreendidos no primeiro semestre deste ano Divulgação / Polícia do Exército

Presidente do TJMRS fala ao JCB sobre a competência do Tribunal para decidir sobre a perda do posto ou graduação dos militares estaduais

Atendendo ao convite do Jornal Correio Brigadiano o desembargador Amilcar Macedo, presidente do TJM-RS, participou nesta manhã do dia 22/08 do programa na Mira da Notícia da Rádio Studio 190 (web). A entrevista abordou sobre as repercussões da decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida em plenário virtual no dia 16 a 23 de junho deste ano, acompanhando o seu relator, Ministro Alexandre de Moraes. (ver decisão)

Conforme a decisão o tribunal fixou a seguinte tese:

  1. A perda da graduação da praça pode ser declarada como efeito secundário da sentença condenatória pela prática de crime militar ou comum, nos termos do art. 102 do Código Penal Militar e do art. 92, I, “b”, do Código Penal, respectivamente.
  2. Nos termos do artigo 125, §4º, da Constituição Federal, o Tribunal de Justiça Militar, onde houver, ou o Tribunal de Justiça são competentes para decidir, em processo autônomo decorrente de representação do Ministério Público, sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças que teve contra si uma sentença condenatória, independentemente da natureza do crime por ele cometido.

Caso Concreto

O STF analisou recurso interposto contra decisão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJM-SP) que decretou a perda da graduação de praça de um policial militar, condenado pela Justiça Comum por violência doméstica e disparo de arma de fogo.

Ao atender pedido da Procuradoria de Justiça a fim de que a condenação criminal tivesse repercussão no âmbito militar, o TJM-SP entendeu que a conduta do policial maculou o decoro militar e, diante da impossibilidade de reexame do mérito, determinou, além da perda de graduação, a cassação de eventuais medalhas, láureas e condecorações, além de anotação no registro individual.

O presidente do TJM do RS, respondeu a pergunta do apresentador, Gilson Noroefé, bem como dos internautas, esclarecendo e apresentando as repercussões decorrentes de tal decisão, abordando o tema do ponto de vista da Constituição Federal que deixa claro com relação as competências, inclusive da Justiça Militar.

Além das abordagens ao tema proposto o Juiz Militar levou informações importantes sobre a atuação da Justiça Militar no âmbito do RS e seu grau de excelência graças as ferramentas modernas que dispõe e ao reduzido, mas qualificado quadro de servidores.

Assista a entrevista na íntegra


Fotos

Brigada Militar divulga edital do CBAPM

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 PROCESSO SELETIVO PARA O CURSO BÁSICO DE ADMINISTRAÇÃO POLICIAL MILITAR (CBAPM) 

O Diretor de Ensino da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, no uso de suas atribuições legais, conforme autorização do Comando da Corporação e pelo PROA nº 23/1203-0007930-0, vem a público divulgar o edital para o processo seletivo para realização do Curso Básico de Administração Policial Militar – CBAPM. 

Domingo marcado por um feliz reencontro entre policiais militares e criança salva de afogamento em Osório

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A tarde deste domingo (20/8) foi marcada por um reencontro emocionante e repleto de alegrias na sede do 8º Batalhão de Polícia Militar (8⁰BPM), em Osório.
Os pais do menino Davi de um ano e quatro meses, que foi salvo de um afogamento na última quarta-feira (16/8) foram até o Batalhão com a criança para agradecer aos policiais militares envolvidos na ocorrência.
Eles foram recepcionados pelo sargento Moreira e soldados Flávia, Cassiano e Martins que salvaram a vida da criança após ela ter se afogado na piscina de casa na última quarta-feira (16/8).

●Relembre: Após um chamado pelo 190, a guarnição foi enviada até à residência do menino, no bairro Albatroz, depois de ele ter caído na piscina. Os policiais militares realizaram a manobra de Heimlich na criança, que foi reagindo aos poucos até chegar na Unidade de Pronto Atendimento.

BRIGADA MILITAR – A FORÇA DA COMUNIDADE

COMUNICAÇÃO SOCIAL DO 8º BPM
TEXTO: Sd Rezende
FOTOS: Divulgação BM

Fundo de segurança: governo exige promoção a policiais para liberar repasses

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Se quiserem receber verba bilionária, estados precisarão criar regras para promoção de peritos, policiais e bombeiros

Thalys Alcântara Metrópoles

O governo federal incluiu a promoção de profissionais de segurança pública como um dos critérios para os estados e o Distrito Federal receberem repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), formado por recursos das loterias.

O montante totaliza cerca de R$ 2 bilhões por ano. Metade desse valor é repassado diretamente para as unidades da Federação.

As portarias que dispõem sobre os critérios para receber e usar esse fundo foram publicadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) neste mês.

Uma das exigências aos estados é instituir regras para a promoção e progressão por antiguidade e merecimento de peritos, bombeiros, policiais civis e militares.

Arte com requisitos sobre fundo nacional de segurança publica - Metrópoles

Arte com requisitos sobre fundo nacional de segurança publica – Metrópoles

Outras exigências

Para receber a verba, também é necessário manter atualizados os dados enviados ao MJSP e obedecer ao limite máximo de 3% dos profissionais de segurança fora de suas respectivas instituições, ou seja, cedidos para atuar em outros órgãos, como na Educação e no Ministério Público.

As novas regras do MJSP também exigem que os estados e o DF implementem um plano de enfrentamento da violência contra a mulher, com tratamento específico para indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Uso dos recursos

Essas portarias sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública também visam incentivar o uso desse recurso pelas unidades da Federação.

Levantamento do Metrópoles publicado em fevereiro mostrou que, na gestão Bolsonaro, R$ 2,47 bilhões do FNSP (75%) repassados aos estados não foram usados.

Por isso, entre as exigências para receber a verba, está a existência de uma equipe de pelo menos cinco servidores, em cada ente federativo, dedicados exclusivamente para executar esses repasses financeiros.

Maior direcionamento

As novas regras de uso do fundo de segurança também estabelecem a forma como os estados devem gastar esses recursos.

Na gestão Bolsonaro, 80% dos recursos repassados deveriam ser gastos no tema “fortalecimento das instituições de segurança e defesa”. A designação genérica permitia que os estados definissem a destinação do subsídio.

Desta vez, a gestão Lula definiu que esses 80% devem ser direcionados para a redução de mortes violentas intencionais, com foco em investigação de homicídios, redução da letalidade policial e controle de armas de fogo.

O texto das portarias define 14 ações que os estados podem optar para usar esses 80%, o que equivale a cerca de R$ 800 milhões por ano.

Entre essas ações, estão o fortalecimento das delegacias especializadas em investigação de homicídios, o policiamento em áreas com mais mortes, a utilização de câmeras corporais e a redução da letalidade policial.

Policiais e mulheres

As novas regras ainda preveem que 10% da verba seja alocada para promover qualidade de vida aos policiais (antes 20%) e 10% para combater a violência contra mulher (antes era 5%).

Essas porcentagens, no entanto, fazem parte do planejamento de como o fundo deve ser utilizado, o que dependerá de monitoramento e fiscalização para ser cumprido.

Pesquisa do Instituto Sou da Paz dos últimos quatro anos mostrou, por exemplo, que a porcentagem usada de fato para a qualidade de vida dos policiais foi de 10%.

Já a porcentagem usada de fato no combate à violência contra a mulher em 2022, ano da implementação do mínimo de 5%, foi de 0,2%.

Influência nos estados

Em texto publicado no Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) neste mês, a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo, e o coordenador-geral de gestão e governança do Susp, Márcio Júlio da Silva Mattos, defenderam que a falta de critérios para o uso do fundo de segurança representa uma renúncia do governo federal em influenciar e monitorar as políticas de segurança dos estados.

“A União basicamente renunciou à sua capacidade de indução de políticas públicas. E o fez com limitada capacidade de monitoramento e avaliação. Deliberadamente, não eram exigidos compromissos com indicadores de processos ou resultados”, escreveram na publicação.

“A ausência de informações organizadas e a de sistemas de gestão fizeram com que, por vezes, não conseguíssemos responder a perguntas muito elementares, tais como: ‘quantas armas foram financiadas pela União aos Estados e ao DF nos últimos anos?’.”

Após ameaças contra policiais, operação cumpre mandados e prende sete pessoas em Canela

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Oitenta policiais civis e militares foram mobilizados na ação realizada na manhã deste sábado (19)

PIONEIRO

Após ameaças contra policiais, uma operação cumpriu 12 mandados e prendeu sete pessoas na manhã deste sábado (19), em Canela. Oitenta policiais civis e militares foram mobilizados na ação realizada na zona urbana e também em localidades da zona rural do município. Agentes da Polícia Civil e Brigada Militar de Canela atuaram com apoio do 1º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (1º BPAT) de Gramado, e da Brigada Militar de São Francisco de Paula.

De acordo com o delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, a operação Pulso Forte teve como alvo integrantes de um grupo que vinha realizando ameaças contra agentes da Brigada Militar, tanto da ativa quanto aposentados, em virtude da atuação das forças de segurança em combate ao tráfico de drogas no município.

— Policiais militares da cidade registraram ocorrências de que teriam sido ameaçados por um grupo de criminosos ligados ao tráfico de drogas. Instaurado o inquérito policial, representei pela decretação de prisão preventiva dos criminosos, todos eles conhecidos da Polícia Civil e da Brigada Militar aqui no município, com envolvimento pelo tráfico de drogas, alguns deles com determinação de prisão domiciliar ou mesmo de liberdade provisória em razão de prática de crimes recentes — afirmou Medeiros.

Divulgação / Polícia Civil
Conforme as denúncias, as ameaças contra a vida dos agentes vinham ocorrendo nos últimos três diasDivulgação / Polícia Civil

Conforme as denúncias, as ameaças contra a vida dos agentes vinham ocorrendo nos últimos três dias. Elas eram realizadas de forma presencial, sendo registradas em via pública, em locais como a área central da cidade. O delegado relata que um dos policiais chegou a ser abordado por integrantes do grupo na própria residência, na presença de seus familiares.

Até o final da manhã as equipes policiais seguiam na rua, buscando cumprir outros mandados de investigados que tiveram suas prisões decretadas na operação. O número total de investigados não foi divulgado pela Polícia Civil.

Ação foi realizada na zona urbana e também em localidades da zona rural do município Divulgação / Brigada Militar

Presidiário passa em concurso da PM e é convocado para curso de formação no MA

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Pontuação de Josivan no vestibular foi de 631,05 pontos

Fabricio Moretti Goiânia, GO

Um homem de 29 anos, identificado como Josivan dos Santos Nogueira, foi aprovado para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar (PM) em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

A convocação do candidato para efetuar sua matrícula ocorreu por meio de uma ordem judicial provisória emitida pelo sistema judiciário, através da Sétima Vara da Fazenda Pública da Comarca da Ilha de São Luís. O processo que beneficia Josivan diz respeito ao sistema especial de reserva de vagas destinadas exclusivamente a candidatos de ascendência negra.

O ponto de maior interesse que tem gerado debates nas redes sociais desde o último sábado (12), é o fato de Josivan Nogueira ter um histórico de encarceramento no sistema prisional estadual, com um período de detenção temporária no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Foto: Reprodução

Entidades de nível médio da BM realizam assembleia geral da categoria

Foto: Gabriel Noroefé – JCB

Na manhã desta terça-feira(15), as entidades que representam os servidores de nível médio da Brigada Militar (ASSTBM, ABAMF e AOFERGS) realizaram na sede da ABAMF Porto Alegre, uma assembléia geral unificada, para tratar das demandas da categoria e traçar estratégias para ir em busca das pautas tratadas.

As principais pautas tratada foram:

  • Recomposição das perdas salariais pela inflação;
  • A alteração nos níveis de soldado na carreira e retorno dos 3% da verticalidade;
  • Concursos CTSP e CBA e promoções atrasadas.

Manifestações

Aparício Santellano – Presidente da ASSTBM

Foto: Gabriel Noroefé – JCB

Santellano ressaltou que as perdas salariais da categoria já chega a margem de 60%. Santalleno propôs que a categoria reivindique o percentual de 32%, o mesmo que o governador se auto concedeu e concedeu aos seus secretários e também a Assembléia Legislativa. Que o que se está pedindo é recomposição e não aumento de salário.


Potiguara Galvan – Presidente da ABAMF

Foto: Gabriel Noroefé – JCB

O Presidente da ABAMF, entidade anfitriã da assembleia, através de sua diretoria, expôs a ilegalidade dos níveis de soldado ora vigentes na estrutura de carreira da BM, submeteu a assembléia a autorização da categoria para que de seguimento a uma ação judicial contestando esta situação por ser inconstitucional e ir de encontro a legislação federal que regula as estruturas das PMs.


Paulo Ricardo – Presidente da AOFERGS

Foto: Gabriel Noroefé – JCB

Paulo Ricardo ressaltou a união das entidades ora estabelecida na busca das pautas comum. O Presidente da AOFERGS falou que as entidades estão usando sua energia praticamente apenas na defesa dos direitos já adquiridos, que precisam avançar na busca de novos direitos e para isso o fortalecimento das entidades é algo primordial, pediu apoio e engajamento da categoria.


Tiago Rommel – Presidente da ASPRA-RS e Federação de Entidades

Foto: Gabriel Noroefé – JCB

ressaltou que a ASPRA faz o acompanhamento mês a mês das perdas salariais da categoria, que se nada for feito o salário dos Brigadianos será totalmente corroído pela a inflação.


Deputada Luciana Genro

Foto: Gabriel Noroefé – JCB

Reforçou o seu apoio às categorias de praças. Como responsável pela Frente Parlamentar que investiga assédios na instituição. Disse que é defensora de milhares de policiais que quer lutar e denunciar quem recebe opressão por parte de comando e de governo. – O governo precisa no mínimo reajustar o salário dos servidores no mesmo patamar do governador, judiciário e outros órgãos privilegiados do estado, disse Luciana.

TODAS AS MANIFESTAÇÕES ESTÃO EM NOSSO CANAL DE VÍDEO NESTE LINK

Os próximos passos

Quanto a recomposição das perdas salariais ficou definido que será entregue ao governo a pauta reivindicatória de 32% de recomposição das perdas com a inflação, o que representa apenas a metade do índice real acumulado.

Quanto a revisão dos níveis de Soldado e reestabelecimento dos índices da verticalidade, o departamento jurídico da ABAMF entrará com ação judicial alegando a ilegalidade da norma que estabeleceu estes níveis.

Por fim, referente aos concursos CTSP e CBA, e promoções atrasadas, as entidades aguardam o lançamentos dos editais, quanto as promoções, estas já estão atrasadas e que farão articulação junto ao governo e comando para que a situação seja resolvida.


O Jornal Correio Brigadiano, que há 29 anos acompanha a atividade das associações de classe, reconhece o empenho dos dirigentes na tentativa de avançar em suas pautas. Mas não temos como não ressaltar que eles não tem encontrado espaço no atual governo, aliás, espaço que nenhuma categoria do executivo está tendo, e que enxerga os outros poderes mais abastados como o judiciário e legislativo, o sucesso em suas reivindicações, sem muito esforço. Nos últimos anos o trabalho classista da Brigada Militar e dos Bombeiros, tem gastado suas energias em apenas mitigar perdas de direitos que estão se tornando constantes. Por fim, desejamos sucesso nesta nova investida, e que seja nosso jornal o portador de boas notícias para a categoria.

Academia de Polícia Civil inicia formação de 345 novos agentes

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São 185 candidatos a inspetores e 160 a escrivães, que passarão por seis meses de aulas teóricas e práticas, antes de entrar em ação no começo de 2024

LUIZ DIBE GZH

A Polícia Civil iniciou, nesta segunda-feira (14), o processo para formação de 185 inspetores e 160 escrivães, com a aula inaugural do curso da Academia de Polícia Civil do Estado (Acadepol). A atividade ocorreu à tarde, no auditório do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e foi precedida por uma solenidade de boas-vindas à nova turma, composta por 165 homens e 180 mulheres, integrantes da leva remanescente de aprovados no último concurso da categoria, realizado em 2017.

A expectativa é de que a turma que entra na etapa de estudos técnicos, teóricos e práticos esteja apta para ingresso na função pública a partir dos primeiros meses de 2024. Presente na cerimônia, o secretário-adjunto da Segurança Pública, coronel Mário Ikeda, mencionou que os recentes resultados de redução dos indicadores criminais também decorrem da dedicação e do comprometimento de servidores públicos.

— Muitas vezes, em nossas vidas, vamos a um órgão público e não nos sentimos acolhidos. Por isso, é muito importante que cada um dos senhores e das senhoras aqui presentes tenham clareza de que, quando estiverem prestando seus serviços, vocês não serão apenas um homem ou uma mulher, mas serão o representante do Estado diante daquele cidadão ou cidadã que necessita, muitas vezes, sentir-se acolhido e saber que o Estado está ali para lhe prestar o apoio e a orientação necessários — discorreu o coronel.

Ikeda revelou, perante os convidados do ato solene, que houve empenho entre as lideranças do setor público para que os aprovados no último concurso tivessem oportunidade de convocação para o processo de formação. O secretário-adjunto anunciou que, além deste contingente de agentes para a Policia Civil, o Estado também deverá chamar cerca de 400 policiais militares e cem bombeiros militares, igualmente aprovados em processos seletivos recentes.

O chefe de Polícia do Rio Grande do Sul, delegado Fernando Sodré de Oliveira, conclamou os candidatos a escrivães e inspetores a iniciarem uma jornada que deverá, segundo ele, tornar-se um projeto de vida e futuro em coletividade.

— O trabalho em segurança pública é fundamental para que a cidadania alcance sua plenitude e liberdade para trabalhar e produzir. Trata-se de uma vocação, uma atividade diferenciada na qual todas e todos aqui presentes serão acolhidos e também serão cobrados — pontuou.

A formação será de aproximadamente seis meses, contando com 27 disciplinas, teóricas e práticas, entre as quais constam aulas sobre métodos de investigação, aptidão física, bases jurídicas, treino de tiro e noções de direitos humanos. Diretora da Acadepol, a delegada Elisangela Melo Reghelin destacou que a etapa de formação representa um desafio para cada aluno-candidato com os seus próprios limites.

— A academia não é somente a etapa final de uma seleção. É o momento de teste da nossa determinação e capacidade de resiliência. É quando a gente sente saudade de casa, sente aquele nó na garganta e, às vezes, até tem vontade de desistir. É momento de termos nosso equilíbrio emocional testado. Quem vence esta etapa ingressa em uma família, constrói amizades para uma vida toda e descobre a motivação de servir à sociedade — definiu.

Prevalência de gaúchos

Para a atividade de inspetor, a predominância entre os alunos é masculina. São 117 homens e 68 mulheres. Entre este grupo, a prevalência dos candidatos que chegaram à etapa de formação é de gaúchos: 160. Além deles, há participação de representantes de outros 13 Estados.

Natural de Vacaria, o advogado Vagner Cioato, 40 anos, foi aprovado no primeiro concurso que prestou para a área de segurança e diz estar familiarizado com as atividades por ser casado com uma policial civil.

— É uma função muito cativante, por tratar do sentimento de servir à sociedade — descreveu Cioato. 

Já para o cargo de escrivão, prevalecem as mulheres: são 112, mais do que o dobro dos 48 alunos homens.

Recém chegada de Brasília, Luciana Gonçalves Reis, 45, afirma estar pronta para o desafio da nova vida longe de casa. Depois da passagem pelo Exército, onde chegou ao posto de terceiro sargento, Luciana exalta a habilidade de colocar-se no lugar do próximo como uma virtude para quem atuará na segurança pública:

— Sei que o trabalho da polícia é importante nos momentos mais difíceis na vida das pessoas. Por isso, pretendo aprender e contribuir com meu conhecimento, minha capacidade de ouvir e empatia com o próximo.

Com prevalência de 144 alunos do RS, a função dos escrivães em formação será compartilhada com alunos de outras nove unidades da federação.

Ministro do STJ que concedeu prisão domiciliar a líder de facção do Vale do Sinos também anulou provas contra chefe do PCC

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Ministro do STJ Rogerio Schietti Cruz concedeu prisão domiciliar humanitária ao traficante Marizan de Freitas

Marcel Horowitz/ Rádio Guaíba

Ministro Rogerio Schietti Crédito: Sergio Amaral/STJ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogerio Schietti Cruz, que concedeu prisão domiciliar humanitária a Marizan de Freitas, duas semanas após o líder do tráfico no Vale do Sinos ter sido recapturado em São Paulo, também votou para anular provas contra André Oliveira Macedo, o ‘André do Rap’, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).  No caso, Schietti considerou ilegal a operação que prendeu o traficante da facção paulista, em setembro de 2019, determinando também o trancamento do inquérito.

Após solicitação da defesa, no último dia 11 de abril, Schietti, na posição de relator, entendeu que o mandado de prisão contra André do Rap não autorizava busca e apreensão. Com a decisão, além da anulação das provas, foram invalidadas as apreensões de um helicóptero, no valor de R$ 8 milhões, e uma lancha, de R$ 6 milhões, localizados na mansão do criminoso em Angra dos Reis.

“Quando o cumprimento de mandado de prisão ocorrer no domicílio do investigado, é permitido apenas o seu recolhimento e dos bens que estão na sua posse direta como resultado de busca pessoal, mas não de todos os objetos guarnecidos no imóvel”, sustentou.

André do Rap. Foto: Divulgação

A decisão no STJ ocorreu dois anos e meio após Marco Aurélio Mello, então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ter concedido habeas corpus a André do Rap. Quando o benefício foi revogado, o traficante já tinha fugido.

Ele permanece foragido, sendo procurado pela Interpol e a Polícia Federal.

Benefício autorizado após cirurgia de traficante

No caso de Marizan de Freitas, o ministro considerou que a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) não tem estrutura necessária para cuidar do quadro de saúde do bandido que, antes de fugir, passou por uma cirurgia na perna direita.

Marizan de Freitas. Foto: Reprodução

A ordem do STJ veio a público duas semanas após Marizan ter sido recapturado em São Paulo, para onde havia fugido depois do mesmo benefício ter sido revogado, no dia 27 de julho.

Quando foi localizado, segundo o delegado Fernando Sodré, o traficante estava planejando uma fuga para o exterior com o auxílio do PCC. “Ele foi preso em um restaurante de luxo. Tínhamos informações que ele iria se ausentar do país”, declarou o chefe da Polícia Civil.

Até às 12h30min desta segunda-feira, conforme apurou a reportagem, o traficante continuava recolhido na Pasc. Conhecido também como ‘Maria’, ele já foi condenado há mais de 38 anos de reclusão, por tráfico e homicídio.