O Deputado Federal Luciano Azevedo (PSD) recebeu em seu gabinete na cidade de Passo Fundo o Diretor Regional do Jornal Correio Brigadiano Gilmar Schimidt acompanhado do Presidente da ASSTBM de Passo Fundo José Zibetti e seu diretor Luiz Barriquel.
Os diretores foram levar ao parlamentar algumas informações e colher apoio à instalação do Jornal Correio Brigadiano e Rádio Studio 190 (web) que irá contemplar notícias e grandes debates sobre segurança pública no âmbito da região do Planalto. A rede de comunicação sucursal, será em frente ao Colégio Tiradentes de Passo Fundo e tem previsão de inauguração no início no mês de julho após a finalização das obras. O Deputado, ao receber um exemplar do jornal impresso, declarou total apoio, tanto ao jornal como às atividades associativas, criando condições para ampliar esse tema da segurança das comunidades.
Estamos juntos, declarou o deputado.
Sempre estarei disposto a apoiar boas iniciativas como a criação deste espaço que fortalece a participação e convívio democrático, finalizou.
Na manhã desta sexta-feira (02.06.23) o Major Márcio Luiz da Costa Limeira assumiu o comando do 1 BPM, conhecido por Batalhão de Ferro. O cargo foi transmitido pelo Ten Cel. Alexandre Pereira Cardozo O Batalhão é o mais antigo da Brigada Militar. Situado na Rua Dezessete de Junho, n.º387, bairro Menino Deus, possui responsabilidade territorial sobre parte da zona Sul de Porto Alegre, em 21 bairros, subdividido em quatro companhias com locais sob constante ação policial por estarem situados em área deflagrada pelo tráfico de drogas e disputa de facções criminosas.
O Batalhão também é conhecido por deter responsabilidade sobre os maiores eventos da capital gaúcha. A solenidade de passagem de comando ocorreu na sede do Batalhão e contou com a presença de autoridades Militares: Chefe da Casa Militar Cel. Luciano Chaves Boeira; Chefe do Estado Maior da BM, Cel. Luigi Soares Pereira; Comandante do Comando de Policiamento da Capital Cel. Luciano Moritz Bueno dentre outros comandantes de unidades e Diretores de Departamentos.
Prestigiaram a passagem de Comando a Vereadora da capital Comandante Nádia; Ten Cel. RR. Gelson Luiz Guarda, Sem Adj. De Segurança Pública de Porto Alegre; Marcelo Gomes Frota que foi secretário adjunto da segurança RS; Alceu Bosi, vice-presidente da IBCM; Ataíde Moraes Rodrigues, Comandante da Legião Altiva da BM; Presidente do Clube Farrapos Cel. RR. José Roberto Rodrigues, além de várias autoridades da capital. Em entrevista ao jornal Correio Brigadiano o Major Costa Limeira reiterou sobre a necessidade da continuidade de comprometimento do efetivo como integrantes de uma grande equipe responsável por proporcionar a segurança e a paz social a comunidade de Porto Alegre.
O policial militar de Caxias do Sul, Antônio José Romitti Tavares, de 37 anos, confirmou a inscrição na World Master IBJJF Jiu-Jitsu Championship que ocorre em Las Vegas, nos Estados Unidos no final do próximo mês de agosto.
Romitti, que é natural de Santa Maria e atua junto ao Comando Regional de Polícia Ostensiva da Serra (CRPO/SERRA), começou a treinar há pouco mais de quatro anos, e desde sua primeira competição, nunca deixou de subir ao pódio.
Em 2022, ano em que começou a participar efetivamente de diferentes campeonatos, conquistou 22 medalhas de ouro e duas de prata e se tornou o atual Campeão Estadual de Jiu-Jitsu na categoria master 2 faixa azul superpesado, se tornando o Campeão Top Ranking 2022. Já nesses primeiros cinco meses de 2023, o policial segue invicto em todas as competições conquistando dez medalhas de ouro.
Entre as cerca de quatro horas diárias de treino, mais o trabalho junto a Brigada Militar (BM), o atleta ainda é um dos instrutores no Colégio Tiradentes em Caxias do Sul, no projeto Futuro Suave Jiu-Jitsu na Escola e agora se prepara para representar o Rio Grande do Sul no Estado Americano.
Altera a redação do Projeto de Lei Complementar n. 259/2023.
Fica inserido o art. 3º ao Projeto de Lei Complementar nº 259/2023, renumerando os demais, com a seguinte redação:
Art. 3º Na Lei Complementar Estadual n. 10.990, de 18 de agosto de 1997, fica alterada a redação do art. 51, conforme segue:
“Art. 51 – O Estado proporcionará, ao militar estadual e a seus dependentes, assistência médico-hospitalar através do Departamento de Saúde da Brigada Militar.
Parágrafo único – O Departamento de Saúde da Brigada Militar destina-se a atender o militar estadual e seus dependentes, mediante alíquota de três e meio por cento, destinada ao fundo de saúde dos militares estaduais, com caráter financeiro”.
JUSTIFICATIVA
Os militares estaduais não são considerados servidores públicos, pois a Constituição Federal, por força da Emenda Constitucional (EC) n. 18, de 05/02/1998, separou os militares, estaduais e federais, dos servidores públicos, sublinhando a existência de uma Regime Constitucional Próprio dos Militares.
Esse regime constitucional está regulado pela Lei Federal n. 13.954, de 16/12/2019, editada na esteira da EC n. 103/19 (art. 22, XXI, c/c art. 42 e 142), que criou para os militares (das Forças Armadas e das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares) o Sistema de Proteção Social, que contempla o direito à saúde. Em âmbito estadual, no Estatuto dos Militares Estaduais do Rio Grande do Sul – LC n. 10.990, de 18/08/97, está assentado o direito à saúde, verbis:
Art. 51 – O Estado proporcionará, ao servidor militar e a seus dependentes, assistência médico-hospitalar, através do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS e, supletivamente, através do Departamento de Saúde da Brigada Militar, conforme legislações específicas. Parágrafo único – O Departamento de Saúde da Brigada Militar destina-se a atender o policial-militar e seus dependentes.
Desta forma, partindo da premissa de que os militares são detentores de um regime constitucional próprio, cujo sistema de proteção social contempla o direito à saúde, bem como, que a profissão militar é regida pelo princípio da simetria, expresso no art. 24-H do DL n. 667/69 (redação dada pela Lei 13.954/19), a presente Emenda visa à autonomia na gestão de saúde pelo Departamento de Saúde da Brigada Militar, a semelhança do modelo de gestão adotado pelas Forças Armadas, diretamente, sem subordinação ao IPE-Saúde e com contribuição de 3,5% ao Estado.
Aumentos concedidos às cúpulas dos poderes contradizem discurso que aponta reajustes como ‘irresponsabilidade’
Projeto do IPE Saúde gera pressão por revisão salarial | Foto: Ricardo Giusti
Flavia Bemfica Correio do Povo
O projeto de reforma do IPE Saúde reavivou dentro da Assembleia Legislativa um tema que o governo do Estado pretendia desvincular dos debates: o da concessão de reajustes para o funcionalismo estadual. Desde quando a reestruturação do sistema de saúde dos servidores estava na fase de estudos, o Executivo passou a ventilar a máxima de que atrelá-la a necessidade de uma revisão geral de salários seria ‘pura irresponsabilidade’, em função da necessidade de cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A estratégia, contudo, acabou sendo atrapalhada por iniciativas anteriores, oriundas de todos os poderes, para garantir diferentes percentuais de elevação nas remunerações das cúpulas do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, todas aprovadas pelo Parlamento nos últimos meses. Apesar de o Executivo elencar uma série de fatores para explicar a ‘diferença’ de tratamento entre cúpulas e bases, na prática o tema pressiona parlamentares aliados e alimenta a artilharia de integrantes da oposição, tenham eles votado contra ou a favor dos aumentos para os que já possuem as maiores remunerações.
“O fato é que os altos salários estão todos garantidos, assim como os de carreira. Então, vamos precisar conversar sobre esta questão”, resume o líder da bancada do PT, a maior da oposição, deputado Luiz Fernando Mainardi. Ele votou favoravelmente a todos os projetos que elevaram os subsídios no topo dos poderes.
“É uma questão de justiça, mas também é simbólica. O governo, além de não conceder reajuste, ainda pretende cobrar mais pelo IPE Saúde. Mas, ao mesmo tempo, apoia e promove benesses para o topo da pirâmide. Então, em que pesem os argumentos da LRF, da separação entre poderes, ou dos diferentes impactos decorrentes do número de pessoas que recebem aumentos, o que passa é um sinal de que o sacrifício é só para quem está embaixo”, enumera a líder da bancada do Psol, deputada Luciana Genro. Ela votou contra os aumentos dos maiores salários.
Entidades representativas de servidores e uma fatia da oposição argumentam que as receitas do IPE Saúde deixaram de crescer porque, nos últimos oito anos, ocorreu apenas uma revisão geral dos salários do funcionalismo, de 6%, paga em 2022. Pressionam ainda mais os debates o fato de que, na comparação com a esfera federal, há um descompasso. A revisão geral para os funcionários estaduais, que aqui chegou no ano passado, para o funcionalismo federal foi concedida em 2016, quando a maioria das categorias recebeu 10,5% de reajuste.
Agora, enquanto o Executivo estadual rechaça a possibilidade de uma nova revisão no curto prazo, o federal deu reajuste linear de 9% aos servidores civis, incluindo aposentados e pensionistas, mais 43,6% no auxílio-alimentação, com primeira parcela paga a partir de junho. Além disso, na esfera federal, no caso do sistema de Justiça e do Legislativo, as majorações nos subsídios não ocorreram apenas nas cúpulas. Também foram sancionadas elevações para servidores, com os mesmos percentuais e prazos de pagamento.
Como ocorreram as elevações para os maiores vencimentos
O primeiro escalão do Executivo gaúcho teve a majoração dos subsídios aprovada pelos deputados estaduais em um pacote votado no fim de dezembro passado. Nele, um dos textos garantiu aumento de 32% no salário do governador e de 47% para o vice-governador e secretários de Estado. O governador, que recebia R$ 26.841,71, começou a perceber R$ 35.462,22. O vice e os secretários passaram de R$ 20.131,29 para R$ 29.594,45.
Um dos argumentos utilizados foi o da defasagem nas remunerações da cúpula do Executivo. Usualmente corrigidas a cada quatro anos, em 2018 elas não haviam sido majoradas em função do entendimento de que era necessário dar o exemplo de austeridade frente às dificuldades no caixa. Outro projeto, de iniciativa do Executivo, aprovado também no pacote de dezembro, reduziu o número de servidores em cargos de comissão (CCs) e funções gratificadas (FGs), mas aumentou salários de funcionários em cargos de chefia.
No caso do sistema de Justiça estadual, os parlamentares chancelaram neste mês de maio textos que seguem a previsão constitucional de aumentos proporcionais para as cúpulas de acordo com os reajustes dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), concedidos a cada quatro anos. Neste último, a elevação foi de 18%, escalonada: 6% a partir de 1º de abril de 2023, 6% a partir de 1º de fevereiro de 2024 e 6,13% a partir de 1º de fevereiro de 2025. O subsídio dos ministros do STF, que era de R$ 39.293,32, chegará a R$ 46.366,19 em 2025. Já os beneficiados no Estado, que até abril tinham subsídios de R$ 35.462,00, passarão a receber, ao final, R$ 41.845,49.
A cúpula do Legislativo gaúcho, por sua vez, conseguiu garantir em dezembro passado, além do aumento, uma alteração importante. Para a atual legislatura, os deputados estaduais tiveram seu subsídio mensal estabelecido em 75% daquele fixado para os membros do Congresso Nacional no mesmo período. Com isso, ficou consolidado o recebimento do teto definido constitucionalmente, garantido um aumento maior e majorações até o final da legislatura, ao invés de um valor fixo para os quatro anos. Até o ano passado, era praxe na Assembleia do RS definir os aumentos em valores, fixando um total em reais dentro do limite constitucional.
A vantagem foi possível após a Câmara dos Deputados e depois o Senado, também em dezembro, aprovarem um projeto que igualou os subsídios de deputados federais e senadores aos de ministros do STF. A isonomia está prevista na Constituição, mas, até então, não era aplicada. Com a aprovação do texto, os salários dos congressistas tiveram aumento em janeiro e, os dos deputados estaduais, em fevereiro. Em abril, quando entrou em vigor a primeira parcela do aumento para o STF, congressistas e estaduais tiveram nova elevação nos vencimentos. O mesmo ocorrerá em fevereiro de 2024 e de 2025. Por causa da mudança, enquanto os subsídios dos ministros do Supremo terão elevação de 18%, os dos senadores, deputados federais e estaduais subirão 33,3%. Senadores e federais, que recebiam R$ 33.763,00 em 2022, chegarão a R$ 46.366,19. Estaduais, que no ano passado ganhavam R$ 25.322,25, alcançarão R$ 34.774,64.
Também em dezembro, os parlamentares estaduais aprovaram modificações no plano de cargos e carreiras dos servidores do Legislativo, que possibilitaram aumentos nos vencimentos.
“Não existe café de graça, alguém tem que pagar”, diz secretário
À frente das negociações do projeto para a reforma do IPE Saúde, e ciente de que o pleito por uma nova revisão geral é apontado como prioritário hoje por todas as entidades representativas de servidores, o secretário chefe da Casa Civil, Artur Lemos, evita descartar categoricamente a possibilidade de um novo reajuste linear, mas também não faz projeções de quando poderá acontecer. Ele falou ao Correio do Povo sobre os pontos que estão tensionando os debates. Confira os principais trechos:
Correio do Povo: Uma revisão geral dos salários do funcionalismo está descartada em 2023?
Artur Lemos: Este ano tende a ser de muitas dificuldades e não tenho o que fazer em relação a revisão geral. Não posso infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não queremos continuar nesta situação e não negamos que precisamos buscar revisões alternativas. Mas também não queremos antecipar futuro para não gerar expectativas. Isso não quer dizer que sejamos intransigentes. Fizemos todas as reformas, acabamos com os atrasos nos salários, concedemos uma revisão geral de 6% em 2022, efetuamos reajuste nas diárias. Então, inexiste alguém que não tenha recebido aumento. E cada ponto que é concedido significa um impacto que varia de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões na folha. Temos que ter cuidado, controle e compromisso. Este ano está sendo de replanejamento.
CP: Os aumentos nos subsídios das cúpulas dos poderes não prejudicam esta argumentação do governo?
AL: Estamos falando de outros poderes, e de regras estabelecidas na Constituição. Além disto, há uma diferença muito grande de tamanho, quando falamos dos compromissos que o Executivo tem.
CP: Os subsídios do governador, vice e secretários também foram majorados. Era necessário?
AL: Eu tendo a não fazer comparativos. Cada atividade tem suas características. Comparar atividade A com atividade B não nos leva a lugar nenhum. Precisamos valorizar cada carreira com o seu devido valor. Precisamos conseguir reter talentos. Fizemos, por exemplo, algumas mudanças no ano passado em cargos e funções. Houve críticas de que foram para chefes. Sim. Mas, antes, nem chefes as pessoas queriam ser. Até o baque nas receitas que tivemos no ano passado, nosso trabalho era para trazer as pessoas de baixo para cima, e não o contrário. Desejávamos entrar neste ano revisitando algumas carreiras. Porém, a estratégia foi afetada pela queda nas receitas decorrente da redução das alíquotas de ICMS determinada pela União. Isto impactou a despesa com pessoal, nos forçou a ultrapassar o limite prudencial e nossas metas ficaram prejudicadas.
CP: A União está concedendo um reajuste linear para os servidores civis de 9%.
AL: O governo federal pode emitir títulos da dívida, deixar de corrigir tabela do imposto de renda, tem um rol muito maior de possibilidades. O estadual arrecada basicamente ICMS e IPVA e possui muito mais limitações. Então, quem de fato está em débito nesta questão é o governo federal.
CP: O senhor e outros integrantes do Executivo citam com frequência a redução nas alíquotas do ICMS, principalmente sobre combustíveis, mas já foi negociada a reposição de parte das perdas do ano passado. E, agora, com as mudanças definidas pelo Confaz, o ICMS sobre óleo diesel, gás de cozinha e gasolina no RS será maior. A projeção não é de aumento de receita do ICMS?
AL: Vamos ter que acompanhar o consumo para saber se vai haver recuperação. Não podemos dizer que é uma retomada. Mês a mês precisaremos acompanhar a movimentação na receita. Sobre as perdas decorrentes da redução nas alíquotas do ICMS, a União não fará a reposição integral. E o que perdemos durante seis meses será pago em dois anos e meio. Via abatimento da dívida.
CP: O governo não teme que o projeto da reforma do IPE Saúde, se aprovado como foi encaminhado, provoque uma saída em massa de usuários do sistema, conforme projetado por diferentes entidades de servidores?
AL: O projeto que enviamos é o que compreendemos ser o mínimo para que o plano pare de apresentar déficit, consigamos negociar honorários com os médicos e o IPE Saúde volte a prestar um bom serviço. Posso dar um exemplo: para quem não tem dor de cabeça, se eu vender uma aspirina a R$ 1,00, é caro. Mas, para quem tem dor, se eu cobrar R$ 10,00, não vai ser caro. A reforma tem reflexo no que se tem de mais precioso, a saúde. Eles dizem que há o risco de os dependentes saírem. Mas, se o plano for bom, não vão sair. E não existe café de graça, alguém tem que pagar. Os servidores aceitam colocar netos ou filhos no PAC (o Plano de Assistência Complementar, para filhos maiores de 24 anos, enteados e netos, entre outros, no qual já é cobrada mensalidade), mas não aceitam o reajuste que propomos. O universo de dependentes que não paga hoje é de aproximadamente 250 mil pessoas. Se todos eles saíssem, seriam 250 mil a menos no IPE Saúde, em um universo de um milhão. O argumento é de que impactariam o SUS. No SUS o universo é de oito milhões de usuários.
CP: O reajuste da tabela de honorários médicos acontecerá quando? Já há projeção de valores?
AL: Após a aprovação do projeto a mudança na alíquota é imediata. O início da cobrança dos dependentes terá um prazo de 90 dias, para que os segurados decidam o que pretendem fazer. E depois de aprovada a lei nos reuniremos com a classe médica para encaminhar a questão do reajuste nas tabelas.
Foram empossados 324 agentes penitenciários, 35 agentes administrativos e 23 técnicos superiores
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) passou a contar, desde essa sexta-feira, com 382 novos servidores. Ao todo, foram empossados 324 agentes penitenciários, 35 agentes penitenciários administrativos e 23 técnicos superiores penitenciários (TSP).
Aprovados no concurso público realizado em 2022 e nomeados no dia 26 de abril, eles tomaram posse na Escola do Serviço Penitenciário (ESP). Essa foi a primeira chamada para os cargos de agente penitenciário e agente penitenciário administrativo referente ao certame, conforme anunciou o Executivo Estadual
Antes de entrarem em exercício, os servidores passarão por Curso de Formação Profissional realizado pela ESP, que terá aula inaugural na segunda-feira, no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A capacitação será realizada na modalidade híbrida, com aulas presenciais e à distância.
“o ingresso dos novos servidores é imprescindível para efetivar a abertura de novas casas prisionais, como a Penitenciária de Charqueadas II, o Módulo de Segurança Máxima da PASC, a ampliação da Penitenciária de Canoas e, principalmente, a nova Cadeia Pública de Porto Alegre”, declarou o superintendente dos Serviços Penitenciários, Mateus Schwartz.
Auditório da EsFAS foi reinaugurado após a modernização das instalações
Na manhã desta sexta-feira (26), ocorreu a solenidade de aniversário de 53 anos da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos da Brigada Militar (EsFAS) em Santa Maria. Durante a cerimônia, foram entregues a Comenda da EsFAS, como forma de reconhecimento a autoridades militares e civis que contribuíram com o desenvolvimento da escola, além de uma revista, a qual conta um pouco da história nesse período de dedicação à formação e aperfeiçoamento de mais de 15 mil militares. O lema da instituição é “Excelência no ensino e na formação Policial Militar”.
O comandante da EsFAS, capitão Humberto Goulart Neto, iniciou sua fala agradecendo aos todos os convidados e reconhecendo a brilhante trajetória da escola. Ele enalteceu a qualificação do corpo docente e a dedicação e o comprometimento do efetivo.
Ao final do evento, o comandante convidou as autoridades a participarem de um coquetel, oportunidade em que foi realizada a reinauguração do auditório da EsFAS após a modernização das instalações.
Estiveram persente no evento o chefe da Casa Militar do Estado, coronel Luciano Chaves Boeira, o comandante geral da Brigada Militar, coronel Claudio dos Santos Feoli, o subcomandante geral, coronel Douglas da Rosa Soares, o chefe do Estado Maior da Brigada Militar, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, o comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva Central, coronel Cleberson Briada Bastianello, além de autoridades locais, antigos comandantes da escola e demais autoridades civis e militares.
O Canil do 4° BPM está de luto pela morte, aos nove anos de vida, do cão policial Thor, que atuou nas ações da Brigada Militar em Pelotas. O animal, da raça pastor suíço, sabia ser dócil em apresentações sociais onde realizava transposição de obstáculos.
Thor participou de diversas ações, onde tinha como principal habilidade as ações sociais, atuando nas atividades na Brigada Militar em ações do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd) em escolas e eventos públicos.
O cão havia se aposentado no ano passado e desde então estava no Canil do 4° BPM com seu binômio, o soldado cinotécnico, Leonardo Cardoso Tavares, que o treinou desde sua chegada na corporação.
Capacitação deve aprimorar relação com a imprensa e atuação em redes sociais, entre outras áreas
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Policiais militares e demais participantes receberam seus certificados em cerimônia, nesta sexta-feira. | Foto: Mauro Schaefer
A Brigada Militar formou, nesta sexta-feira, 43 alunos e alunas, no curso básico de Comunicação Social da BM, para qualificarem a interação da corporação com as mídias e a sociedade. Além de policiais militares, participaram servidores de outras instituições, como Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros, Susepe e Polícia Civil, além de inscritos da sociedade civil.
“Vai ser um ponto de início, a partir de agora, para que nós deixemos de fazer as coisas de forma empírica e passemos a fazer de forma mais técnica”, afirmou o chefe do Estado-Maior da Brigada Militar, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, na ocasião.
O curso ocorreu de 22 a 26 de maio, totalizando 60 horas-aula de encontros presenciais. As aulas foram divididas em 5 módulos, onde os participantes aprenderam sobre imprensa, cerimonial, fotografia, vídeo e artes gráficas. O módulo de imprensa foi o mais extenso, abordando comunicação organizacional, assessoria de imprensa, mídias sociais e textos para jornalismo e redes sociais.
“A gente vem do ambiente militar e não tem tanto contato. A partir do momento que começa a ter essa vivência, melhora bastante, se aplicar as técnicas que foram passadas”, avalia a soldado Iolanda Pedersetti, responsável pela Comunicação Social do Comando Regional do Vale do Sinos. Além da PM 5, setor de Comunicação da BM, ministraram palestras profissionais convidados. A representante do CRPO/VRS no curso afirma que já está repassando o conhecimento adquirido para os demais colegas.
Os 36 policiais militares formados ficam aptos a assumirem funções nos setores de comunicação social dos seus batalhões, comandos e departamentos espalhados pelo Estado. A formatura teve parceria da Universal nas Forças Policiais (UFP) no RS, assim como outras atividades, e o chefe do Estado-Maior da BM agradeceu, na formatura, ao pastor Leonardo Álvaro dos Santos, coordenador do UFP no RS, pela parceria nas ações da BM.
Representantes da categoria projetam que mudança, prevista em projeto aprovado em 2022, trará aumento salarial para praças
Exigência já existe para ingresso na Polícia Civil e na Susepe
Félix Zucco / Agencia RBS
GABRIEL JACOBSEN E LUCAS ABATI GZH
A partir de 2027, os concursos para ingresso de soldados na Brigada Militar (BM) vão exigir curso superior. A medida vai equiparar o nível de exigência de entrada na BM com o que se pede na Polícia Civil e na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli, confirmou que o prazo previsto em lei será implementado. Essa mudança no ingresso, conforme Feoli, deve qualificar o serviço prestado à comunidade.
— Entendemos como um avanço no sentido de qualificação das pessoas que farão parte da polícia — pontua o comandante.
No caso dos concursos para soldado, o pré-requisito será de formação superior em qualquer área. O nível de formação já é exigido nos concursos ao cargo de capitão — primeiro grau da carreira de oficial. Contudo, neste caso, somente o diploma de Direito é aceito.
O debate sobre o tema ocorreu em 2022 na Assembleia Legislativa, em meio à votação de um projeto de reforma da carreira da categoria, o que deixou a discussão sobre a exigência do diploma em segundo plano. À época, os contrários à mudança alegaram que a exigência vai afastar da atividade policial pessoas que são vocacionadas ao cargo.
Mudança representará aumento salarial, dizem entidades
As entidades de classe que representam praças e oficiais concordam que a exigência vai qualificar a corporação, e argumentam que a medida representará aumento salarial para a categoria. Por estas razões, têm demandado ao governo do Estado que antecipe a aplicação já para o próximo concurso.
A Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM (ASSTBM) acredita que, uma vez exigido o diploma para o cargo de soldado, este primeiro nível da BM deverá receber o subsídio básico previsto para os primeiros postos de outras carreiras da segurança pública.
— Quem entra na Polícia Civil e na Susepe tem salário inicial de R$ 6,3 mil. Quem ingressa na Brigada como soldado tem o pior salário de todas as corporações da segurança. Por isso, além da qualificação, o ingresso com curso superior visa as melhorias salariais — afirma o diretor de assuntos políticos da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM, Ricardo Agra.
A Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm) lembra que outros Estados, como Santa Catarina, já exigem o diploma para soldados. O presidente da Asofbm acredita que a população será a maior beneficiada com a medida.
— Há alguns anos estamos lutando para que a população do Rio Grande do Sul seja muito bem atendida, no respeito integral aos direitos humanos. Qualquer curso superior abre o horizonte da pessoa, ajuda a se expressar, falar com correção — destaca o coronel da reserva Marcos Paulo Beck.
Atualmente, o concurso para soldado exige altura mínima de 1m65cm para homens e 1m60cm para mulheres; idade máxima de 25 anos até a data da inscrição; entre outras questões.
O último edital para o cargo foi aberto no final de 2021, com 4 mil vagas. Ainda há 1,8 mil aprovados aguardando chamamento, dos quais 400 devem ser convocados até agosto.
Debate sobre racismo estrutural na corporação
O comandante-geral da BM, coronel Claudio Feoli, confirmou a exigência de Ensino Superior para futuros soldados na corporação em entrevista na qual avaliou os dados revelados por GZH sobre os fatores que mais motivam abordagens, segundo os próprios policiais, na região metropolitana de Porto Alegre. Pesquisa realizada com participação da Organização das Nações Unidas mostrou que as características de uma pessoa que mais motivam a fiscalização pelos PMs são ser negro, jovem e ter tatuagens.
Há expectativa de que o nível superior de formação qualifique o policiamento no futuro. Em relação aos policiais já em atuação, o coronel Feoli destacou que são oferecidos cursos, entre os quais estão formações em direitos humanos.