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App Servidor RS oferece novos serviços e melhor interface ao usuário

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Robson Nunes/Ascom Sefaz

O Aplicativo Servidor RS lançou novas funcionalidades e está avançando ainda mais no atendimento aos seus mais de 75 mil usuários já cadastrados. Foram implementadas, a partir de pesquisas feitas com servidores públicos, as Consultas de Licença-Prêmio (LPs) e de Frequência e Afastamentos.  Em forma de calendário, o novo layout foi desenvolvido para facilitar a visualização mensal de frequências. As LPs também foram organizadas de forma mais simplificada para os servidores do Estado. 

Os usuários passam a ter a possibilidade de personalizar o App, colocando sua foto e escolhendo o nome pelo qual querem ser identificados pelo aplicativo. A configuração das notificações e a área do gestor também foram reorganizadas, com acesso rápido na tela principal.

“Após ampla escuta aos usuários e grande reestruturação tecnológica em 2022, o App Servidor RS amadureceu para oferecer novos serviços e também melhorias contínuas na interface para que a relação com o Estado se torne cada vez mais ágil, prática e personalizada”, explica Karina Yamashiro Barrionuevo, responsável pelo projeto no Tesouro do Estado.

O App foi implementado em agosto de 2020 e já teve 4,97 milhões de interações com 75,6 mil usuários. “As evoluções e os novos serviços que estão sendo disponibilizados têm por objetivo otimizar os processos de gestão dos recursos humanos e gerar uma melhor experiência na execução das atividades relativas à vida funcional, de forma moderna e ágil, por meio digital, “complementa a Gerente de serviços digitais da Procergs, Cristiane Ligabue Chemello.

APP amplia serviços também ao Tribunal de Justiça

Avanço significativo foi a expansão do aplicativo para os servidores da justiça gaúcha, iniciada em novembro de 2022, por meio da disponibilização gradual das funcionalidades. Em abril, a opção de recadastramento obrigatório de inativos e pensionistas foi oferecida para magistrados e servidores do Tribunal de Justiça no aplicativo. A atualização cadastral é condição necessária à continuidade do recebimento do provento ou pensão e deve ser feita anualmente, no mês do aniversário.

O menu do aplicativo oferece o serviço para quem precisa realizar o procedimento e informa se o inativo ou pensionista está em dia com a Prova de Vida, que deve ser feita todos os anos. A parceria na implementação também para essa categoria permitiu mais celeridade nos processos e transparência na chegada de informações aos trabalhadores do Judiciário.

Como ter acesso ao APP do Servidor RS?

O aplicativo pode ser baixado pela Play Store (Android) ou pela App Store (iOS) e, caso o acesso seja por um computador ou notebook basta conferir o aplicativo no link: App Servidor RS.

O acesso será realizado via Login Cidadão, (CPF), integrado ao GOV.BR (login único).

Importante

Para ter acesso aos serviços disponibilizados atualmente no app, o usuário deverá possuir os níveis Prata ou Ouro na conta Gov.br. Acesse o Manual Como Aumentar o Nível GovBr.

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Texto: Ascom Sefaz/Tesouro do Estado

Médicos dizem que não estão contemplados no projeto da reforma do IPE Saúde e decidem manter paralisação

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Categoria tentará buscar incluir reajuste dos honorários médicos ao projeto através de emendas parlamentares

GZH

Os médicos credenciados pelo IPE Saúde decidiram, mais uma vez, manter a paralisação das atividades. A definição ocorreu após assembleia na noite desta terça-feira (23). Os profissionais estão sem atender pelo convênio desde o dia 10 de abril. Além disso, é recomendado o pedido de licenciamento, que permita que os profissionais possam seguir atendendo nas consultas particulares sem estarem vinculados ao plano. A medida é válida por tempo indeterminado.

A principal reivindicação feita pela categoria, é o reajuste dos honorários médicos, o que, segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), não é feito há 12 anos. Antes da primeira versão do projeto de lei que prevê a reestruturação do instituto, havia uma expectativa de que a medida fosse incluída pelo governador Eduardo Leite, o que não foi feito.

A classe chegou a participar de discussões com o Poder Executivo. No entanto, após a apresentação do texto definitivo e o envio à Assembleia Legislativa, a avaliação é de que os médicos ainda não estão sendo contemplados na reforma.

— Não há nenhum indicativo nesse projeto de que haverá um reajuste. Vamos discutir com todos os deputados para que sejam incluídas emendas que atendam nossas demandas — afirma o presidente do Simers, Marcos Rovinski.

Além do aumento do valor dos honorários, a categoria pretende incluir outras mudanças no texto como a  participação dos médicos no conselho de administração do IPE Saúde, a criação de câmaras técnicas para auxiliar no controle de gastos da instituição, além da coparticipação por consultas.

Diferente das últimas reuniões, onde foi definida uma nova data para reavaliar a mobilização, não há prazo para que a paralisação seja encerrada.

— Assim que tivermos um fato novo significante, vamos nos reunir novamente e avaliar — complementa Rovinski.

Durante as conversas, o Piratini chegou a garantir aos médicos um valor de R$ 140 milhões de reais com o novo projeto, proveniente de uma arrecadação estimada em R$ 750 milhões. Após a apresentação do projeto definitivo, na última terça-feira, o governador Eduardo Leite afirmou ser necessário discutir a arrecadação antes de determinar os repasses.

— Não nos cabe abrir uma discussão sobre como será a utilização dos recursos a serem incrementados antes de garantir que eles existam. A gente precisa primeiro garantir que o plano de saúde tenha as receitas. Precisamos superar essa discussão, para depois ver como vamos estabelecer a revisão das remuneração das tabelas de honorários médicos — comentou Leite.

Impacto de 12% nas consultas

Em nota, o IPE Saúde afirmou que, apesar da paralisação, está funcionando normalmente. A entidade orienta os segurados a buscar alternativas de atendimento no Guia Médico Hospitalar, disponível no site do instituto. O serviço traz possibilidades de médicos, hospitais e demais tipos de prestadores credenciados no guia médico hospitalar.

Conforme a instituição, nas primeiras três semanas de Maio, houve, em média, uma redução de 12% nas consultas diárias, o que representa 1.320 atendimentos a menos por dia. Desde o início da paralisação, o impacto tem sido entre 15% e 10%, o que segundo o IPE está dentro do esperado.

Retomada do policiamento comunitário deve ser pelos bairros que cercam Caxias do Sul

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Decisão é uma estratégia para auxiliar na segurança pública, de acordo com o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar 

Na região da Lagoa do Rizzo, policiais militares fazem rondas estratégicas Porthus Junior / Agencia RBS

GABRIELA ALVES PIONEIRO

Desde 2020 desativado, o policiamento comunitário deve ser retomado em Caxias do Sul. Pelo menos, esse é o plano do novo comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Ricardo Moreira de Vargas. Trata-se de uma reativação do serviço, que desde 2018 não conta com convênio com a prefeitura. De acordo com Vargas, a ideia é retomar algumas estratégias que a BM já tinha no município. 

— Caxias está muito grande, beirando os 600 mil habitantes. Estamos com um estudo interno para tentar reativar a companhia que existia no bairro Cruzeiro, na zona leste. Nossa ideia é reativar esse módulo e trazer policiais para Caxias do Sul. Aí sim vamos poder implementar o policiamento comunitário — explica. 

Inicialmente, de forma estratégica, as regiões contempladas serão as que cercam a cidade. De acordo com o tenente-coronel Vargas, a BM já tem três regiões definidas: Vila Cristina e Galópolis, Desvio Rizzo e Forqueta e Ana Rech. Ele explica que esses são pontos estratégicos na segurança pública e, por isso, a reativação deve ocorrer primeiro. 

— Há 18 anos, quando eu trabalhei aqui em Caxias, o policiamento comunitário era muito forte, principalmente nessas regiões. A BM tinha isso porque acreditava na filosofia do policiamento comunitário, por trabalhar com a questão da integração da comunidade com o policial — relembra Vargas. 

Policiais patrulham a área do bairro Desvio Rizzo 

Policiais patrulham a área do bairro Desvio Rizzo 

Porthus Junior / Agencia RBS

Atualmente, nas escalas de trabalho dos policiais, as visitas aos bairros são mais frequentes 

Atualmente, nas escalas de trabalho dos policiais, as visitas aos bairros são mais frequentes 

Porthus Junior / Agencia RBS

Na Avenida Alexandre Rizzo, a viatura patrulha a movimentação 

Na Avenida Alexandre Rizzo, a viatura patrulha a movimentação 

Porthus Junior / Agencia RBS

De acordo com o tenente-coronel, o município tem uma característica muito forte e que é de conhecimento da BM que é da aproximação dos oficiais com o cidadão. No entanto, o 12º BPM sofre com uma defasagem de cerca de 40% no efetivo em Caxias e, após a reestruturação do batalhão nos últimos anos, as estratégias do policiamento comunitário não tiveram continuidade. 

Agora, a BM busca colocar, cada vez mais, nas escalas de serviço dos oficiais, visitas frequentes das guarnições nas comunidades que receberão o policiamento comunitário para, desde já, começar um levantamento de informações. 

Para aproximar o policial da comunidade

Conforme Vargas, o policial precisa residir no bairro em que ele trabalha. Assim, é possível conhecer melhor a região e estar todos os dias no mesmo local. 

— É sempre a mesma dupla de policiais. Assim eles conseguem perceber se tem algum veículo suspeito naquela região, atitudes suspeitas. Com isso, o policial conhece mais os problemas dessa comunidade, do dia a dia das pessoas e consegue trabalhar melhor e buscar as melhores soluções para os problemas — pontua. 

RJ: Cães da PM apreendem 3 toneladas de drogas e são homenageados no Rio

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Outros 51 policiais também foram homenageados, a maioria do Batalhão de Cães.

Por Thaís Espírito Santo*, g1 Rio

Cães do BAC foram homenageados pelo desempenho em operações no Rio — Foto: Divulgação/PMERJ

Seis cães oficiais da Polícia Militar receberam medalhas pelo seu ótimo desempenho em operações policiais no Rio de Janeiro. A cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (22) no Quartel General da PM, que fica na Lapa, região central do Rio.

Outros 51 policiais também foram homenageados, sendo 39 do próprio Batalhão de Cães. Os seis cães estavam envolvidos em uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em novembro de 2022. Os oficiais homenageados foram:

  • Nasca;
  • Sherlock;
  • Rondônia;
  • Lud;
  • Hulk;
  • Kabib.
Cão Sherlock posa para foto em homenagem no Rio — Foto: Divulgação/PMERJ

Cão Sherlock posa para foto em homenagem no Rio — Foto: Divulgação/PMERJ

Juntos, eles encontraram três toneladas de drogas, um fuzil, outras duas armas e duas granadas.

Policiais homenageados e os cães — Foto: Divulgação/PMERJ

Policiais homenageados e os cães — Foto: Divulgação/PMERJ

Quatro policiais do Batalhão de Polícia Turística (BPTur) foram homenageados pela prisão de uma mulher com dez pistolas e vinte carregadores na Rodoviária do Rio.

E outros oito policiais do 41º BPM (Irajá) pela apreensão de sete fuzis, drogas, dinheiro e um menor de idade na região de Costa Barros e Morro do Juramento, em dezembro de 2022.

Policiais também foram homenageados  — Foto: Divulgação/PMERJ

Policiais também foram homenageados — Foto: Divulgação/PMERJ

“Iniciativas como essa são um reconhecimento pela sua dedicação e pelo empenho em seu trabalho. Sabemos das dificuldades enfrentadas por nossos milhares de homens e mulheres em prol da sociedade e citemos também nossos cães tão essenciais e companheiros no cumprimento de nossas missões”, disse o secretário de Estado da PM, coronel Luiz Henrique Marinho Pires.

*Estagiária sob supervisão de Cláudia Loureiro

Medalhas dos cães — Foto: Divulgação/PMERJ

Medalhas dos cães — Foto: Divulgação/PMERJ

Empresa de Goiás apresenta menor preço para câmeras corporais na Brigada Militar e Polícia Civil

Caso a proposta atenda o edital, os primeiros dos 1,1 mil equipamentos portáteis começam a ser utilizados em agosto

Haverá treinamento dos policiais, regulamentação e estabelecimento de protocolo | Foto: BM / Especial / CP

Correio do Povo

O projeto de uso de câmeras corporais pela Brigada Militar e Polícia Civil deu um importante passo com a realização do pregão eletrônico para a escolha de quem será o contratado para o serviço de locação de 1,1 mil equipamentos portáteis. Quatro empresas participaram do certame realizado na manhã desta terça-feira pela Subsecretaria Central de Licitações (Celic), vinculada à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), em Porto Alegre.

A Tronnix Soluções de Segurança Ltda, fundada no ano de 1994, em Goiás, apresentou a proposta de R$ 625.999,00. O valor foi o de menor do certame, que tinha como preço de referência R$ 1.013.705,00. A proposta técnica será avaliada agora pelos órgãos estaduais de segurança pública, com o objetivo de verificar se o produto oferecido pela empresa contempla e atenda o pedido no edital.

Em entrevista à reportagem do Correio do Povo, o diretor de tecnologia da informação e comunicação da Brigada Militar, coronel Alex Severo, confirmou que, caso a empresa seja efetivamente contratada, os primeiros equipamentos serão empregados em agosto deste ano. O contrato inicial com a empresa vencedora será de até cinco anos.

Ele lembrou que mil câmeras corporais serão destinadas aos batalhões da Brigada Militar em Porto Alegre. Outras 100 ficarão com a Polícia Civil, que já estabeleceu como prioridade o uso pela Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). O equipamento permite o rastreamento, gravação contínua e até transmissão em tempo real, além de não poder ser desligado pelo policial. 

O coronel Alex Severo explicou também que cada corporação terá a sua própria cadeia de custódia, com as imagens e informações preservadas e mantidas em segurança e sigilo, com acesso somente por senhas. O controle terá a participação da Secretaria da Segurança Pública do Estado. O diretor de tecnologia da informação e comunicação da Brigada Militar disse que o processo de implantação das câmeras corporais incluirá o treinamento dos policiais, regulamentação e estabelecimento de protocolo, entre outras ações. No caso da Brigada Militar, o projeto de longo prazo de implantação é de 5 mil câmeras corporais.

De acordo com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), em caso de resposta positiva quanto à proposta técnica, a empresa apresenta os documentos de habilitação solicitados no edital, que serão avaliados pela Celic. Caso a documentação seja aprovada, é aberta a fase de recursos, em que as demais empresas participantes podem contestar os resultados do processo. Os recursos são analisados pela Celic e pelos órgãos de segurança pública.

Se em alguma das fases anteriores (avaliação da proposta técnica ou da documentação de habilitação) a empresa for desclassificada, a interessada que apresentou o segundo menor valor terá sua proposta avaliada da mesma maneira. Caso exista um vencedor após aprovação em todas as etapas, o resultado da licitação é homologado, o que autoriza o órgão demandante a contratar a empresa e iniciar a implantação das câmeras corporais.

A empresa contratada deverá fornecer, em regime de comodato, 1,1 mil equipamentos, além de ser responsável por captar, transmitir, armazenar e compartilhar os dados gerados, seguindo as determinações especificadas pelos dois órgãos de segurança pública. Ela também terá de prestar a manutenção das câmeras.

Foto: BM / Especial / CP

“Discussão sobre racismo estrutural é importante para todas as profissões”, diz comandante da BM sobre motivações para abordagens

Pesquisa da ONU mostra que o cidadão ser negro, jovem e tatuado são as características que mais motivam ação policial na Grande Porto Alegre

GABRIEL JACOBSEN E LUCAS ABATI GZH

O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Cláudio Feoli, afirmou nesta terça-feira (23), considerar importante que a corporação que ele lidera compreenda e debata o fenômeno do racismo estrutural. Feoli se referia aos dados revelados em reportagem de GZH que mostram que o cidadão ser negro, jovem e tatuado são as características que mais motivam abordagens policiais, segundo pesquisa coordenada por um braço da Organização das Nações Unidas (ONU) baseado em um questionário respondido por agentes de segurança na região metropolitana de Porto Alegre.

— O racismo estrutural, na verdade, a gente vê em todos os segmentos. E a discussão e a compreensão do fenômeno (racismo estrutural) é importante para todas as profissões, sobretudo a (profissão) policial. Hoje a gente se vê com a discussão envolvendo um jogador de futebol na Espanha, né? E a mudança dessa cultura nefasta é necessária para uma civilização atual e solidária. A Brigada não se dissocia disso, né? Porque a mesma sociedade que na Europa faz esse tipo de discriminação no Brasil também não é diferente no Rio Grande do Sul. Como o nosso policial sai do mesmo núcleo social, nós temos uma amostra que é indivisível da sociedade — destacou o comandante da BM.

O problema estrutural, de acordo com Feoli, vem sendo atacado dentro da Brigada Militar desde a década de 1990, quando foram incluídos cursos de direitos humanos e abordagens policiais a pessoas de grupos minoritários.

O comandante da Brigada Militar também destaca as ferramentas de análise de dados usadas pela corporação para definir os locais e horários de policiamento. Isso, segundo Feoli, ajuda a afastar a subjetividade das abordagens.

— Nós temos um sistema de gestão que consegue viabilizar a alocação de recursos humanos nos horários e locais em que nós temos maior incidência de ocorrências. Isso faz com que as abordagens sejam muito mais em razão dos locais do que do estereótipo — afirma Feoli.

As características que mais motivam abordagens na Grande Porto Alegre

Na segunda-feira (22), GZH revelou em primeira mão dados de uma pesquisa que mostra que um cidadão ser negro, jovem e tatuado são as três características mais percebidas como suspeitas por um grupo de policiais para justificar abordagens em seis territórios da Região Metropolitana. A pesquisa, coordenada por um braço da Organização das Nações Unidas (ONU), revela como ocorre a tomada de decisão para a abordagem, pela declaração dos próprios agentes de segurança pública.

Entenda a pesquisa

Os dados estão presentes em um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), publicado em 2023, que detalhou o trabalho de oito anos sobre o uso da força e o cumprimento de normas por parte de policiais da Capital, de Alvorada e de Viamão.

Durante os trabalhos do Escritório da ONU, um questionário com 30 perguntas sobre a rotina de trabalho foi enviado para os 400 policiais militares e civis dos territórios analisados. As questões foram respondidas, de forma anônima, por 113 agentes.

A principal pergunta destacada no relatório do Escritório da ONU foi: “Na sua atuação profissional cotidiana (…), o quanto as características abaixo são compreendidas como suspeitas a ponto de gerar uma abordagem?”.

A partir das respostas dos policiais, os pesquisadores montaram um ranking. A característica “ser negro” foi aquela mais respondida como suspeita pelos policiais para justificar uma abordagem. Em uma escala de 0 a 3,5, teve peso 2,95. A característica menos relevante foi “parecer estar vendendo drogas” — com peso 1,15.

Apesar de reconhecer o problema estrutural, o comandante da BM ponderou que o número de policiais que responderam o questionário representa uma amostra que não é relevante dentro do universo de mais de 22 mil brigadianos.

Associações lançam proposta conjunta sobre o sistema de saúde dos militares

Fotos: Gabriel Noroefé – JCB

Entidades ligadas aos oficiais e praças da Brigada Militar e Bombeiros Militares estiveram reunidas em ato simbólico junto ao Hospital da Brigada Militar em Porto Alegre, lançando nota conjunta com alternativa para desonerar o IPE – Saúde, através de uma regulamentação que permita a assistência à saúde própria dos militares.

O sistema seria de gerencia e controle próprio com a participação paritária de representantes de todos os postos e graduações, controlada por conselhos fiscalizadores das próprias instituições militares.

O QUE PROPÕEM AS ESTIDADES 
Emenda ao PLC que altera o IPE-Saúde nos seguintes termos:
Art. xx. Na Lei Complementar Estadual n. 10.990, de 18 de agosto de 1997, fica alterada a redação do art. 51, conforme segue:
“Art. 51 - O Estado proporcionará, ao militar estadual e a seus dependentes, assistência médico-hospitalar através do Departamento de Saúde da Brigada Militar. 
Parágrafo único - O Departamento de Saúde da Brigada Militar destina-se a atender o militar estadual e seus dependentes, mediante alíquota de três e meio por cento, destinada ao fundo de saúde dos militares estaduais, com caráter financeiro”.

Marcos Paulo Beck, coronel presidente da associação dos oficiais (ASOFBM), em entrevista ao Correio Brigadiano, manifestou a indignação do conjunto das entidades associativas, quanto ao desprezo por parte do governador em absorver as alternativas apresentadas em reunião na casa Civil, quando apresentaram a presente proposta que tem previsão legal pela lei federal 13.954 de 16/12/2019, impulsionada pela reforma da E.C nº 103/19 (art.22, XXI, c/c ar 42 e 142), que criou para os militares das Forças Armadas e das Policias Militares e Corpo de Bombeiros Militares o Sistema de Proteção Social.

Daltro Quadros, tenente, vice presidente da associação dos sargentos, subtenentes e tenentes (ASSTBM), afirmou que a entidade e a totalidade dos militares estaduais rechaçam a intenção do atual governo de taxar novamente os servidores, muitos em mais de 100%. A ASSTBM se soma as demais associações a fim de procurar viabilidade junto aos deputados para apresentação de ementa ao projeto na assembleia legislativa possibilitando a criação de previdência a saúde dos militares, afirmou Daltro Quadros.

Paulo Ricardo, tenente, presidente da associação dos oficiais estaduais (AOFERGS), acrescentou concordância com a iniciativa de todas as associações afirmando ser possível, somente com as matriculas que compõem o coeficiente de militares ativos e da reserva oferecer um atendimento de melhor qualidade pela via de um instituto exclusivo dos militares.

Potiguara Galvam, soldado, presidente da ABAMF demonstrou total reprovação às iniciativas do governo do estado em atribuir a total responsabilidade a má gestão do IPE-Saúde aos servidores públicos que sempre pagaram em dia suas mensalidades.

– Estamos juntos para tentar mobilizar os deputados a entenderem que há alternativas viáveis para não penalizar de forma desleal quem dá sustentação aos serviços públicos a população, destacou.

Um dos mobilizadores dos atos do conjunto das associações, Sargento Ricardo Agra, também destacou a necessidade de mobilização a fim de descaracterizar o projeto que o governo leva a assembleia legislativa, por vez que o impacto será brutal aos servidores que a anos não recebem reposição salarial e terão que pagar uma conta pesada da qual ele não é devedor.

Ao final, as entidades signatárias entregaram aos órgãos de imprensa uma cópia da nota conjuntados militares estaduais subscrita pelos presidentes das seguintes entidades associativas:

ASOFBM – Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militares do Rs

ASSTBM – Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM e Corpo de Bombeiros Militares do RS

ABAMF – Associação Beneficente Antonio Mendes Filho dos Servidores de Nível Médio da BM

AOFERGS – Associação dos Oficiais Estaduais do RS.

ENTREVISTA PRESIDENTES ENTIDADES

ENTREVISTA DIRETORES

GALERIA DE FOTOS

NOTA CONJUNTA DOS MILITARES ESTADUAIS

        CONSIDERANDO:

  1. Que a Lei Complementar (LC) n. 12.066, de 29/03/2004, prevê a alíquota de 3,1% ao Fundo de Assistência à Saúde do RS.
  2. Que a Lei 15.144, de 5/4/2018, cria o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul – IPE Saúde.
  3. Que a LC n. 15.145, de 5/4/2018, dispõe sobre o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul.
  4. Que os militares estaduais não são considerados servidores públicos, pois a Constituição Federal, por força da Emenda Constitucional (EC) n. 18, de 05/02/1998, separou os militares, estaduais e federais, dos servidores públicos, sublinhando a existência de uma Regime Constitucional Próprio dos Militares.
  5. Que a o art. 51 da LC n. 10.990, de 18/08/97 – Estatuto dos Militares Estaduais do Rio Grande do Sul, estabelece que o Estado garantirá ao militar a seus dependentes a devida assistência médico-hospitalar.
  6. Que com a EC n. 103, de 12/11/2019, o modelo previdenciário dos servidores públicos (RPPS, art. 40) e dos trabalhadores em geral (RGPS, art. 201) foi significativamente alterado, resguardando as regras especiais dos militares.
  7. Que a Lei Federal n. 13.954, de 16/12/2019, impulsionada pelas reformas da EC n. 103/19 (art. 22, XXI, c/c art. 42 e 142), criou para os militares (das Forças Armadas e das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares) o Sistema de Proteção Social, dispondo:

Art. 24-E. O Sistema de Proteção Social dos Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios deve ser regulado por lei específica do ente federativo, que estabelecerá seu modelo de gestão e poderá prever outros direitos, como saúde e assistência, e sua forma de custeio. Parágrafo único. Não se aplica ao Sistema de Proteção Social dos Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios a legislação dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos. (Vide ADI 6917-STF)

8. Que o sistema de proteção social dos militares rege-se pelo princípio da simetria (Lei 13.954/19), expresso no art. 24-H do DL n. 667/69, com a seguinte redação:

Art. 24-H. Sempre que houver alteração nas regras dos militares das Forças Armadas, as normas gerais de inatividade e pensão militar dos militares dos Estados (…) devem ser ajustadas para manutenção da simetria, vedada a instituição de disposições divergentes que tenham repercussão na inatividade ou na pensão militar.   

9. Que no âmbito das Forças Armadas, o sistema de saúde dos militares possui alíquota de 3,5% para os titulares (MP 2.215-10, de 31/08/2001), junto ao Fundo de Saúde do Exército.

O Sistema de Atendimento Médico-hospitalar aos Militares do Exército e seus Dependentes (SAMMED) atende cerca de 750 mil beneficiários em todo o território nacional, por intermédio de uma rede formada por 29 hospitais militares, 4 policlínicas e 28 postos médicos. (https://www.eb.mil.br/web/interno/fusex)

PROPOMOS:

Emenda ao PLC que altera o IPE-Saúde nos seguintes termos:

Art. xx. Na Lei Complementar Estadual n. 10.990, de 18 de agosto de 1997, fica alterada a redação do art. 51, conforme segue:

“Art. 51 – O Estado proporcionará, ao militar estadual e a seus dependentes, assistência médico-hospitalar através do Departamento de Saúde da Brigada Militar.

Parágrafo único – O Departamento de Saúde da Brigada Militar destina-se a atender o militar estadual e seus dependentes, mediante alíquota de três e meio por cento, destinada ao fundo de saúde dos militares estaduais, com caráter financeiro”.

ASOFBM – Cel Marcos Paulo Beck                           AOFERGS – Ten Paulo Ricardo da Silva Júnior

ASSTBM – Ten Aparício Santelano                           ABAMF – Sd Potiguara Galvam

Simulador do IPE Saúde: governo lança ferramenta para que usuário calcule quanto custará o plano se projeto for aprovado

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No sistema, segurado terá acesso aos valores discriminados para cada membro do grupo familiar e ao valor total da contribuição, entre outros pontos

GZH

O governo do Estado disponibilizou, nesta terça-feira (23), uma ferramenta para que os usuários calculem como ficaria a contribuição ao IPE Saúde com a aprovação da proposta de reestruturação do instituto — cujo texto foi enviado à Assembleia Legislativa. Trata-se do “Simulador de Contribuição do Plano Principal”.

Conforme o Piratini, a ferramenta — desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs) — permitirá que o usuário conheça os novos valores de contribuição para o seu caso específico. O segurado terá acesso aos valores discriminados para cada membro do grupo familiar e ao valor total da contribuição.

site mostra, ainda, em qual alíquota ou faixa de contribuição o segurado se enquadra. Além disso, existe um comparativo entre a contribuição proposta e os valores de mercado para um plano de saúde equivalente.

Após a repercussão negativa da proposta inicial para a reestruturação do IPE Saúde, o governador Eduardo Leite apresentou uma segunda versão no último dia 16. O novo projeto mantém a cobrança por dependentes, mas prevê limite de contribuição para servidores e redução no valor cobrado por cada um.

Segundo Leite, na proposta inicial, o governo previa a arrecadação de até R$ 900 milhões. Com a revisão, esse valor foi reduzido para R$ 720 milhões.

Entre outros pontos, a nova proposta estabelece uma trava global que limita a contribuição dos servidores em 12% da remuneração, qualquer que seja o número de dependentes na família. O governo propõe, também, uma redução de 5% da contribuição de dependentes em relação à proposta inicial.

A proposta do Executivo amplia a alíquota dos titulares, hoje em 3,1%, para 3,6%, índice que era aplicado até o ano de 2004. A contribuição paritária do Estado também aumentaria para o mesmo patamar.

Cães do 12° BPM são integrados ao serviço de policiamento ostensivo em Caxias do Sul 

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Animais também vão atuar em atividades de proteção e integração com a comunidade escolar

LUIZ KAPP PIONEIRO

A unidade conta com uma equipe de doze policiais altamente capacitados e 11 cães policiais das raças Pastor Alemão Joel Arrojo / Divulgação

O comando do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) de Caxias do Sul implementou ao serviço de policiamento ostensivo a Patrulha K9, com cães policiais treinados no canil da corporação. Eles irão ser incorporados às atividades de segurança pública no município, na detecção de entorpecentes, operações de choque, buscas e captura.

A unidade conta com uma equipe de 12 policiais e 11 cães das raças pastor alemão, pastor belga malinois e rottweiler, que possuem, em média, quatro anos de idade. Os policiais militares possuem especialização em áreas essenciais, como cinofilia (relacionamento e cuidado com os cães), cinotecnia  (conhecimento técnico de manejo e treinamento de cães policiais)  e treinamento de cães de guerra.

Segundo a Brigada Militar, os cães são muito importantes em operações de combate ao tráfico de drogas e apreensão de armas e, por conta do olfato mais aguçado, são capazes de identificar odores específicos associados a substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo. Os cães também vão atuar em atividades de proteção e integração com a comunidade escolar.

O canil do 12ºBPM está localizado na 3ª Companhia Especial, que também conta com a Força Tática, a Rocam e o Policiamento Montado.

Os cães também vão atuar em atividades de proteção e integração com a comunidade escolar

Os cães também vão atuar em atividades de proteção e integração com a comunidade escolar

Joel Arrojo / Divulgação

Os policiais militares têm especialização em áreas essenciais, como cinofilia, cinotecnia e treinamento de cães de guerra

Os policiais militares têm especialização em áreas essenciais, como cinofilia, cinotecnia e treinamento de cães de guerra

Joel Arrojo / Divulgação

Os cães são muito importantes em operações de combate ao tráfico de drogas e apreensão de armas

Os cães são muito importantes em operações de combate ao tráfico de drogas e apreensão de armas

Joel Arrojo / Divulgação