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Deputados têm novo reajuste nos subsídios em abril

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Aumento escalonado é garantido pela automaticidade em relação ao Congresso aprovada por parlamentares estaduais no final de 2022 e válida para a atual Legislatura

Flavia Bemfica Correio do Povo

Deputados têm novo reajuste nos subsídios a partir de abril | Foto: Ricardo Giusti

Os deputados estaduais gaúchos passaram a receber, a partir de 1º de abril, subsídio mensal de R$ 31,2 mil. É a segunda elevação nos salários dos parlamentares desde o início de 2023. A primeira aconteceu a partir de fevereiro, quando o subsídio subiu dos antigos R$ 25,3 mil para R$ 29,4 mil. Eles também já têm aumentos garantidos em 2024 e 2025. Em 1º de fevereiro do próximo ano os salários serão elevados para R$ 33 mil. E, em 1º de fevereiro de 2025, para 34,7 mil.

Os aumentos escalonados foram garantidos antecipadamente em uma votação ocorrida no final de 2022, gerando assim menos visibilidade e, por consequência, menor desgaste junto à opinião pública. Eles se tornaram possíveis porque, em 20 de dezembro, os deputados aprovaram um projeto (o PL 253) que trouxe uma inovação em relação ao reajuste de seus próprios salários. A chamada automaticidade, válida somente para a atual Legislatura, em relação ao subsídio fixado para os membros do Congresso Nacional no mesmo período.

Com a proposta, os gaúchos fixaram o próprio salário em 75% do de federais e senadores, reforçando o estabelecimento do teto definido constitucionalmente. A Constituição prevê que recebam “no máximo” 75% do que é determinado, em espécie, para os federais. Mas, até a aprovação da mudança em dezembro, era praxe no Legislativo gaúcho definir os aumentos em valores, ao final de uma legislatura, fixando um total em reais dentro do limite constitucional, que valia para os quatro anos da legislatura seguinte.

A mudança feita aqui no apagar das luzes de 2022 aconteceu ‘em sintonia’ com tratativas que já caminhavam no Congresso. Lá, no mesmo dia 20 de dezembro, a Câmara dos Deputados e depois o Senado aprovaram um projeto de Decreto Legislativo (PDL) que igualou os subsídios de deputados federais e senadores aos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A isonomia está prevista na Constituição, mas, até então, não era aplicada. Na legislatura passada, antes do aumento, federais e senadores recebiam subsídio de R$ 33,7 mil. Com a aprovação do PDL, os salários dos congressistas saltaram para R$ 39,2 mil (o mesmo de um ministro do Supremo) em janeiro.

O PDL também garantiu novos aumentos, escalonados, além daquele de janeiro, na carona de um outro texto, apresentado em setembro de 2022, por iniciativa do STF, e que estabeleceu um aumento de 18% nos subsídios dos ministros a partir de 1º de abril de 2023. Os vencimentos dos ministros, que já eram de R$ 39, 2 mil em 2022, foram assim elevados para R$ 41,6 mil em abril. Passarão a R$ 44 mil a partir de 1º de fevereiro de 2024. E para R$ 46,3 mil em 1º de fevereiro de 2025. O projeto do aumento no STF (PL 2438/22) foi aprovado em 21 de dezembro.

Como igualaram seus salários aos dos ministros, os deputados federais e senadores tiveram um segundo aumento em abril e garantiram outros dois, os de 2024 e 2025. E os estaduais, ao aprovarem a automaticidade para a legislatura atual, fizeram o mesmo em relação aos congressistas, em uma espécie de efeito cascata. Assim, enquanto o reajuste total dos ministros será de 18%, o de senadores, federais e estaduais será de 37,32%. A última elevação para os ministros havia ocorrido em 2018. Já os últimos aumentos para senadores, federais e, por consequência, estaduais, tinham acontecido em 2014.

Evolução dos subsídios de senadores, deputados federais e estaduais

Em 2022

Senadores e Federais: R$ 33.763,00

Estaduais: R$ 25.322,25

A partir de 1º de janeiro de 2023 (aumento de 16,37%)

Senadores e Federais:  R$ 39.293,32

Estaduais: R$ 29.469,99*

A partir de 1º de abril de 2023 (aumento de 6%)

Senadores e Federais: R$ 41.650,92

Estaduais: R$ 31.238,19

A partir de 1º de fevereiro de 2024 (aumento de 5,6%)

Senadores e Federais: R$ 44.008,52

Estaduais: R$ 33.006,39

A partir de 1º de fevereiro de 2025 (aumento de 5,36%)

Senadores e Federais: R$ 46.366,19

Estaduais: R$ 34.774,64

*No caso dos deputados estaduais, o PL 253 se transformou na Lei 15.939, sancionada pelo governador Eduardo Leite em 2 de janeiro de 2023. Tanto o PL como a lei estadual fixaram que o primeiro reajuste passaria a valer a partir do início da atual Legislatura, ou seja, em 1º de fevereiro, ao invés de 1º de janeiro.

FONTES: Lei Estadual 15.939/2023 e Decreto Legislativo 172/2022, do Congresso Nacional.

BUSCAS AÉREAS: Homens invadem casa de bombeiro e roubam armas no Vale do Paranhana

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Furto e arrombamento aconteceram na tarde deste domingo, quando começaram as buscas pelos suspeitos

BUSCAS AÉREAS: Homens invadem casa de bombeiro e roubam armas no Vale do Paranhana Foto: BM

JORNAL NH

Pelo menos dois homens são suspeitos pelo arrombamento e furto na casa de um bombeiro em Parobé neste domingo (23). A Brigada Militar foi chamada para atender à ocorrência por volta das 15 horas, no Loteamento Posto Bibi.

A vítima de 30 anos relatou que os suspeitos arrombaram sua residência e pegaram diversos itens: uma pistola Taurus/G2C calibre .40, uma pistola Taurus/Magnum calibre 357, dois televisores, um notebook e um HD externo.

Após o crime, fugiram em um Citröen C4 preto. Além das buscas terrestres, a equipe contou com o apoio de um helicóptero HB350b Esquilo, do Batalhão de Aviação da Brigada Militar.

Os policiais localizaram o veículo ainda em Parobé e tentaram abordar os suspeitos, que fugiram. Foi solicitado apoio de guarnições de outros municípios.

Após, o veículo foi localizado em Campo Bom. Segundo a BM, pelo menos dois indivíduos abandonaram o carro e fugiram até outra mata fechada.

Através do policiamento aéreo, foi possível verificar a fuga de um dos indivíduos. Ele vestia um moletom escuro e caminhou em direção a uma caminhonete Chevrolet Captiva, também da cor preta, que teria ido ao endereço com outros indivíduos para resgatar os criminosos em fuga.

Logo, as buscas pelo carro se iniciaram. Em abordagem, a Polícia identificou que, na condução do carro, estava um homem de 26 anos. No interior, outro indivíduo, 21, com roupa sujas. De acordo com a BM, ele confessou o envolvimento no furto a residência.

Os outros passageiros – homem, 27, duas mulheres, 38 e 23, e uma criança, 3, que estava no colo de uma das mulheres – são parentes do autor do furto. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão aos indivíduos.

Posteriormente, com as guarnições em cerco policial, notou-se uma estranha movimentação na região da mata e um homem, 20, foi localizado e preso. Com o indivíduo estava uma das pistolas com o carregador completo e munições intactas, de propriedade da vítima. Foi apreendido, também, um aparelho celular e uma bolsa.

A Soldado Gabriela Geske, primeira colocada do CBFM ganhou uma bolsa integral da ESBM

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Foto: ESBM

No decorrer da formatura de 676 novos soldados da Brigada Militar, a ESBM seguindo sua tradição institucional concedeu uma bolsa de estudos em Direito para a primeira colocada do Curso Básico de Formação Policial Militar @gabrielageske. A honraria foi entregue no decorrer da cerimônia pelo Diretor de Marketing da ESBM Tenente-coronel Alvorcem, juntamente com o Governador Eduardo Leite, o Secretário de Segurança Pública Delegado Sandro Caron e o Comandante-Geral da Brigada Militar Coronel Feoli.
Com esta ação, a ESBM (esbm.org.br) enquanto associação educacional civil sem fins econômicos mantém o seu propósito de promover a cidadania e a máxima efetividade dos direitos fundamentais através da democratização do ensino, das ciências militares e do direito.
A ESBM deseja sucesso a nova associada Gabriela Geske, cientes de que juntos continuaram edificando um futuro cada vez mais brilhante.

https://www.instagram.com/p/CrTcaequEtl/?igshid=MDJmNzVkMjY=

Nova diretoria da AOFERGS toma posse

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Na manhã deste dia 21 de abril/23, dia das Polícias do Brasil, tomou posse a nova diretoria da AOFERGS – Associação dos Oficiais do Estado do RS, como Presidente: Paulo Ricardo da Silva e Vice-presidente: Roberto Jose Larrossa, conjuntamente com as comemorações do 12 aniversário da entidade.


A solenidade foi realizada no salão de festas do Clube Farrapos na capital gaúcha e contou com homenagens aos ex diretores da entidade e autoridades presentes, entre elas o Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Cláudio Feoli. A diretoria da AOFERGS apresentou um balanço financeiro e de atividades da associação, ressaltando que sua principal missão sempre foi e continuará sendo a defesa dos direitos de seus associados, e a valorização dos militares do Rio Grande do Sul.

O empossado presidente Paulo Ricardo, destacou que enfrentará todos os desafios de cabeça erguida, dando sequência a uma gestão de mudou a relação da AOFERGS com seus associados, e se tornou reconhecida frente aos Poderes Executivo e Legislativo, e que firmou laços com o Comando Geral, afim de debater políticas e ações que possam proporcionar melhor qualidade na saúde física e mental dos militares.

Manifestação do presidente Tenente Paulo Ricardo

“Precisamos cuidar da saúde física e mental dos militares que estão nas ruas, que atuam tensos, pressionados pela responsabilidade do trabalho. Precisamos cuidar dos veteranos, daqueles que fizeram com que a Brigada Militar se tornasse o que é hoje. Precisamos respeitar nossos associados, e cuidar trabalhando incansavelmente por aqueles que depositaram o seu voto de confiança nesta diretoria e conselheiro eu hoje assumem”, disse Ricardo, ressaltando que tem uma missão grandiosa e desafiadora para a AOFERGS.

12 anos de AOFERGS

A data para a posse dos eleitos foi escolhida estrategicamente, por celebrar além do dia do Policial Militar, também os 12 anos da associação.

A AOFERGS sempre teve como objetivo o resgate e a manutenção dos direitos que foram retirados dos militares, oriundos de alterações legais no ano de 1997. Além disso, outras lutas foram sendo travadas no decorrer dos anos, como a defesa do nível médio, a valorização dos Tenentes, garantia dos direitos adquiridos, busca de ingresso com nível superior, entre tantos outros objetivos que premeiam o trabalho da diretoria e dos conselheiros.

Ao celebrar 12 anos, a AOFERGS vive um novo momento, de amadurecimento, de reconhecimento e sempre de muito trabalho. Hoje e sempre, agradecemos aos associados e associadas, que estão com a entidade em todos os momentos, por acreditar que somente unidos, alcançaremos nossos sonhos e objetivos enquanto entidade representativa.

JORNAL CORREIO BRIGADIANO prestigiou a passo da posse da nossa entidade parceira, ouvindo sua nova diretoria.

Entrevista Presidente Ten Paulo Ricardo

Entrevista Vice-presidente Ten Larrossa

GALERIA DE FOTOS ( Por Gabriel Noroefé – JCB )
























Carreiras policiais do Rio Grande do Sul atraem profissionais de outros estados

Novos delegados e policiais militares do Rio Grande do Sul são originários de diversos Estados brasileiros

Entre os novos 675 soldados da BM, 177 são de outros Estados, o que representa mais de um quarto (26,2%) – Foto: Gustavo Mansur/Secom

Os novos delegados e policiais militares do Rio Grande do Sul são originários de diversas regiões do Brasil. Dos cerca de 700 profissionais que ingressaram, nesta semana, nas forças de segurança do Estado, quase 200 vieram de outros lugares do país. São pernambucanos, brasilienses, paulistas, mineiros e goianos, por exemplo, que foram aprovados em concursos e chegam para somar esforços e agregar conhecimento à segurança pública, evidenciando que as carreiras públicas gaúchas estão cada vez mais atrativas.

Na Polícia Civil e na Brigada Militar, cinco turmas se formaram na quarta (19/4) e quinta-feira (20/4). Entre os 26 novos delegados, 12 são oriundos de outras unidades da federação, o que corresponde a quase metade (46,2%) do grupo. Entre os brigadianos, dos 675 concludentes, 177 são de fora, o que representa mais de um quarto (26,2%).

formatura delegados 2023
Entre os 26 novos delegados, 12 são oriundos de outras unidades da federação, o que corresponde a quase metade (46,2%) do grupo – Foto: Gustavo Mansur/Secom

A leva mais recente de delegados conta com representantes de Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. São 20 homens e seis mulheres entre 28 e 45 anos de idade. Esses profissionais assumirão postos de comando em delegacias de polícia, executando tarefas como a condução de inquéritos policiais.

Na cerimônia de formatura deles, na quarta-feira (19/4), a diretora-geral da Academia de Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Acadepol), delegada Elisângela Melo Riguelin, destacou a competência e experiência dos novos servidores. “Metade da turma é oriunda de outros estados da federação, todos com pelo menos três anos de experiência jurídica ou policial. A maioria já é experimentada na área da segurança pública, em outras carreiras ou forças policiais do país. Esta é uma turma muito unida e preparada”, afirmou.

Na Brigada Militar, houve quatro formaturas na quinta-feira (20/4), nos municípios de Montenegro, Osório, Porto Alegre e Santa Maria. Dos 675 militares que concluíram a formação, 587 são homens e 88, mulheres provenientes de 23 estados e do Distrito Federal. As unidades com mais representantes são Distrito Federal (21), Santa Catarina (19), Bahia (16), Pernambuco (14), Rio de Janeiro (12) e Ceará (12).

Estado receptivo e acolhedor

Diversos fatores motivaram esses profissionais a deixarem seus estados para iniciar uma nova trajetória no Rio Grande do Sul. Dentre as principais motivações apontadas, estão as excelentes remunerações oferecidas, o desenvolvimento e a qualidade de vida do Estado e a estrutura, solidez e respeitabilidade das polícias gaúchas.

Pedro Trajano   Pernambuco
Pedro Trajano, de Pernambuco – Foto: Gustavo Mansur/Secom

“O Rio Grande do Sul tem uma remuneração atrativa em comparação com outros lugares do Brasil e é um Estado onde o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]também é alto e a qualidade de vida tende a ser muito boa. Além disso, a Polícia Civil gaúcha é uma instituição reconhecida pela estrutura e pela força que tem no cenário nacional”, disse o recém-formado delegado Pedro Trajano, natural de Pernambuco, onde já foi policial civil, além de policial penal e diretor de uma penitenciária de segurança máxima na Paraíba.

Ericson   Sergipe
Ericson Mota, de Sergipe – Foto: Gustavo Mansur/Secom

O sergipano Ericson Mota atuou por sete anos como agente de Polícia Civil em Sergipe, mas agora deixará a função para assumir o cargo de delegado no Rio Grande do Sul. “Foram vários os fatores que me motivaram a vir para cá. Eu prestei concursos para delegado de polícia em vários estados, inclusive mais próximos de Sergipe, mas o Rio Grande do Sul sempre me chamou atenção. Estamos chegando aqui para somar e para atuar em defesa da sociedade gaúcha”, afirmou.

As novas autoridades policiais foram unânimes em destacar a receptividade do povo gaúcho. “A gente ouve muitas vezes histórias de que o pessoal do Rio Grande do Sul é mais fechado, mas eu tive uma surpresa muito boa com o povo gaúcho, que foi muito hospitaleiro. Fui muito abraçado aqui, muito bem recebido e bem tratado”, ressaltou Mota.

Ewerton   Piauí
Ewerton de Melo, do Piauí – Foto: Gustavo Mansur/Secom

Também nordestino, Ewerton de Melo deixou o Piauí, onde era policial civil, para exercer o cargo recém-assumido. “Espero desempenhar da melhor forma possível e com afinco, garra e disposição aquilo que fui preparado para fazer e o que venho sonhando há anos. Quero contribuir com a sociedade gaúcha, na área da persecução penal, e desempenhar da melhor forma possível a função de delegado de polícia”, disse.

João Ledo   Bahia
João Ledo, da Bahia – Foto: Gustavo Mansur/Secom

Natural de Salvador, na Bahia, o soldado João Ledo conta por que veio para o extremo sul do país. “Cheguei aqui em julho do ano passado. A influência familiar me fez vir. Meu pai foi militar, sempre estudei em escola militar e surgiu essa oportunidade no Rio Grande do Sul que eu abracei. Já fiz grandes amigos aqui, irmãos que quero levar para a vida toda. Quero me sentir cada vez mais em casa nesse Estado”, projetou.

Laryssa   DF
Laryssa Vieira, do Distrito Federal – Foto: Gustavo Mansur/Secom

A soldado Laryssa Vieira veio do Distrito Federal para integrar a polícia militar gaúcha. “Eu já tinha o desejo de ingressar na carreira policial, e a Brigada Militar abriu as portas para eu conseguir concretizar esse objetivo. Tive uma recepção muito calorosa, ao contrário do que falam dos gaúchos. Espero exercer a minha profissão com muita honra, servindo com muito amor à farda e ao Estado do Rio Grande do Sul, que me acolheu com tanto carinho”, destacou.

Texto: Juliana Dias/Secom
Edição: Vitor Necchi/Secom

Patrono Tiradentes: resistência e coragem pela cidadania

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As regras que ditam a vida em comunidade existem, e somos nós, a polícia, a certeza de que elas sejam cumpridas

Por coronel Cláudio dos Santos Feoli, comandante-geral da Brigada Militar

Hoje, 21 de abril, é o dia dedicado a homenagear Tiradentes, patrono das polícias civis e militares. Em um mundo ideal, que fosse exemplo de civilidade, empatia, justiça e respeito, nós, policiais, seríamos completamente desnecessários. Os cidadãos desse mundo resolveriam seus conflitos pacificamente, não existiriam desigualdades sociais e o crime seria uma anomalia tão bizarra quanto rara.

Nesse dia, ao ver um policial, dedique a ele um sorriso, um aperto de mão, um abraço

Porém, infelizmente, esse mundo não existe, e o contexto humano de constantes mudanças (que não necessariamente são evolução) nos reitera todos os dias o quanto somos essenciais à manutenção do convívio social dentro de uma perspectiva de plenitude do exercício dos direitos e das garantias fundamentais, necessários a quaisquer comunidades. 

As regras que ditam a vida em comunidade existem, e somos nós, a polícia, a certeza de que elas sejam cumpridas e que permitam a cada pessoa o desenvolvimento de suas atividades. A educação, cujo sistema atravessa, após o luto, um momento de turbulências, também representa um importante pilar social no qual todos os órgãos públicos e a sociedade têm depositado sua esperança, trabalhando de forma integrada para permitir que as promessas de futuro, nossas crianças e jovens, possam florescer. 

Nesse 21 de abril, o meu reconhecimento é destinado a cada policial, mas, especialmente, aos brigadianos e policiais civis que integram essas resilientes instituições. Sejam eles movidos por orgulho, paixão, teimosia, brio, coragem ou fé, são eles a barreira que protege a comunidade. Nesse dia, lembre-se de que ele deixa a família dele para cuidar da sua, enfrenta adversidades para lhe estender a mão e é muitas vezes incompreendido em sua natureza humana de limitações por ter escolhido ostentar uma farda. Nesse dia, ao ver um policial, dedique a ele um sorriso, um aperto de mão, um abraço ou uma continência que possa expressar a gratidão por sua vida de dedicação e de abnegação a cada um de nós. Ele merece.

Tiradentes o Patrono das Polícias

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Para falarmos do Patrono das Policias do Brasil em um contexto espacial devemos também mostrar o cenário da época. O caldo de cultura no Brasil foi se formando com as influências da Independência das 13 colônias que formariam os Estados Unidos (1776), Revolução Francesa com a Queda da Bastilha (1789) e Revolução Haitiana (início 1791) com a expulsão do o governo colonial francês. O reflexo se deu na colônia de Minas Gerais com a Inconfidência Mineira (1789-1792). O movimento pensado e planejado é considerado um dos precursores da independência do Brasil, pois ainda éramos colônia, fato que mudaria só em 1815 com o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves quando a família real se estabeleceu em terras brasileiras. O movimento chamado de “inconfidência Mineira” foi pensado sob os valores iluministas e republicanos, vieram a se revoltar contra a opressão e determinações da metrópole refletidos nos altos impostos de uma gerencia fiscal abusiva, da corrupção e desmandos de autoridades portuguesas.

No Brasil a Inconfidência Mineira foi o palco de conspiração contra a coroa que tinha como objetivo a independência da capitania de Minas Gerais. Foi entre os personagens desta revolta que surge o nome de Joaquim José da Silva Xavier, “Tiradentes”, um personagem que se tornaria o patrono das policias brasileiras bem como patrono da Nação. Não foi o planejamento de uma revolta nativista como os movimentos de revolta e insatisfação que a antecederam, pois foi construído como republicano separatista da capitania de Minas Gerais do domínio colonial e político de Portugal. 

O objetivo era um levante contra o sistema econômico e de governo adotado por Portugal. A capitania era a mais forte e influente devido a atividade mineradora de ouro que veio a trazer prosperidade, riqueza e grande desenvolvimento à região, sendo que em 1750, Vila Rica, cenário principal do evento da inconfidência já contava com 80 mil habitantes considerada uma das cidades mais populosas da América latina. Com os pesados impostos atribuídos à capitania, iniciou-se um processo de conspiração contra a metrópole através da elite socioeconômica. Neste meio houve uma exceção na liderança pois Joaquim José da Solva Xavier, o Tiradentes, republicano convicto e adepto dos ideais iluministas, não pertencia a elite econômica, mas era o militar que comandava e monitorava o “Caminho Novo”, estrada que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Sem data precisa do início dos planos, segundo historiadores, calcula-se ter começado na década de 1780 onde com a insatisfação os revoltosos entendiam que a capitania sendo rica e autossuficiente economicamente poderia ser uma república independente. Com mais de 10 anos de planejamentos o estopim da revolta se deu contra a gestão do Visconde de Barbacena, governador da capitania (1788) por ser um governo eivado de abuso de poder e corrupção. O Visconde assumiu o governo com a orientação da Coroa de alcançar a meta de arrecadação de cem arrobas de ouro. Caso necessário fosse, deveria realizar a “derrama”, isto é, uma cobrança obrigatória exorbitante para alcançar a meta na coleta dos impostos. Foi na iminência da decretação desta ação de derrama que os inconfidentes resolveram colocar os planos em ação estipulando o início da revolta em Vila Rica na data da proclamação desta com o objetivo de se estender a toda capitania numa guerra de desgaste com a Coroa que se veria obrigada a negociar com os insurgentes. Tal intento não veio a acontecer pois foi denunciado por fazendeiros tendo Joaquim Silvério dos Reis o principal delator e o governador suspendendo a “derrama”. Caso a revolta se consolidasse teriam os seguintes objetivos: proclamar a república aos moldes dos Estados unidos; realizar eleições anuais; diversificar a economia e instalar manufaturas, formar uma milícia nacional e perdoar as dívidas dos inconfidentes. Após a denúncia e a suspensão do ato de “derrama” iniciou-se as prisões em um processo que durou três anos e uma sentença com 18 horas de leitura. As penas foram variadas desde decredação para África, a prisão perpétua e morte por enforcamento. Tiradentes e outros foram condenados ao enforcamento, mas antes da execução da pena foi recebida uma carta da rainha D. Maria de Portugal dando o perdão real a todos condenados à forca com exceção de Tiradentes. Entre todos Tiradentes era o de menor posição social e econômica, mas de grande importância no levante por ser líder militar e propagandista das ideias republicanas e iluministas. Foi o único a não ser perdoado e em 21 abril de 1792 foi enforcado (no Largo da Lampadosa-RJ), esquartejado tendo seus membros expostos na estrada que ligava Rio de Janeiro a Minas Gerais e sua cabeça exposta no centro de Vila Rica, hoje Ouro Preto, onde tem sua estátua. No terceiro dia de exposição em um poste em praça pública a cabeça foi roubada e nunca mais encontrada. Assim a Inconfidência Mineira e seus objetivos não se realizaram, mas foram base de outros movimentos como a Conjuração Baiana (1798) ambas com mesmos ideais.Por todos fatos  Tiradentes ficou esquecido durante todo resto do período colonial e Imperial, principalmente pelo carácter republicado que a revolta defendia bem como os seus ideais. Soma-se a este incomodo o fato dos dois imperadores do Brasil serem descendentes da rainha D. Maria.

Com este histórico Tiradentes foi instituído como Patrono das Polícias Civis e Militares e Patrono da Nação Brasileira. No período colonial em que viveu, era conhecido por esta alcunha, pois era dentista por prática apesar de ser Alferes da Cavalaria dos Dragões Reais de Minas Gerais. Nasceu em na Vila de São João Del Rei em MG em 1746 e foi morto em 21 de abril de 1792 (46 anos). Os historiadores relatam que as últimas palavras antes do enforcamento foram: “Pois seja feita a vontade de Deus. Mil vidas eu tivesse mil vidas eu daria pela libertação da minha pátria”. Já no cadafalso teria dito ao executor: “seja rápido”.

Segundo o Decreto-lei 9.208 de 21 abril de 1946 foi instituído patrono da policiais civis e militares com os seguintes considerandos: “

“Considerando que entre os grandes da história pátria que se empenharam pela manutenção da ordem interna, a vulta a figura heróica de Alferes Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) o qual, anteriormente aos acontecimentos que foram base de nossa Independência, prestara à segurança pública, quer na esfera militar quer na vida civil, patrióticos serviços assinalados em documentos do tempo e de indubitável autenticidade;

    Considerando que a ação do indômito protomártir da Independência, como o soldado da Lei e da Ordem, deve constituir um paradigma para os que hoje exercem funções de defesa da segurança pública, como sejam as polícias civis e militares, às quais incumbe a manutenção da ordem e resguardo das instituições.” (grafia da época)

Em 1965 é declarado Patrono da Nação Brasileira através da Lei 4.897, com os seguintes considerandos:

“Art. 1º Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, é declarado patrono cívico da Nação Brasileira.

Art. 2º As Forças Armadas, os estabelecimentos de ensino, as repartições públicas e de economia mista, as sociedades anônimas em que o Poder Público for acionista e as empresas concessionárias de serviços públicos homenagearão, presentes os seus servidores na sede de seus serviços a excelsa memória desse patrono, nela inaugurando, com festividades, no próximo dia 21 de abril, efeméride comemorativa de seu holocausto, a efígie do glorioso republicano.

Parágrafo único. As festividades de que trata este artigo serão programadas anualmente.

Art. 3º Esta manifestação do povo e do Governo da República em homenagem ao Patrono da Nação Brasileira visa evidenciar que a sentença condenatória de Joaquim José da Silva Xavier não é labéu que lhe infame a memória, pois é reconhecida e proclamada oficialmente pelos seus concidadãos, como o mais alto título de glorificação do nosso maior compatriota de todos os tempos”.(grafia da época).

Enfim, tem-se em Tiradentes um símbolo de herói republicano por representar a liberdade de forma ampla. É elencado como o mártir da Inconfidência e várias representações surgem em filmes, livros e outras mídias. Na Brigada Militar temos vários relatos como o da Revista PINDORAMA (1927) com artigos sobre a vida e atuação de Tiradentes.

Jorge Luiz Agostini – Cel RR

Licenciado em História

FONTE HISTÓRICA

Patrulhamento escolar terá continuidade no RS com visitas de PMs

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Comando da Brigada Militar avaliou que presença de policiais tem sido bem acolhida pelas instituições

Patrulhamento escolar terá continuidade no RS com visitas de PMs | Foto: Guilherme Almeida

Correio do Povo

A Brigada Militar atua nesta quinta-feira com todo o efetivo nas ruas e sobretudo no entorno dos estabelecimentos de ensino no Rio Grande do Sul. “Nós estamos atuando com força total na comunidade escolar e isso tem trazido normalidade durante toda semana”, declarou o comandante-geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli. “Pretendemos manter esse policiamento aproximado das escolas para que a sensação de segurança permeie a comunidade escolar e a sociedade”, acrescentou.

Ele disse que o patrulhamento escolar prosseguirá de “maneira mais perene” e constatou até que as visitas dos policiais militares nas escolas têm sido cada vez mais bem acolhidas. “Isso vai trazer normalidade da presença policial”, avaliou.

O reforço do policiamento ostensivo mereceu especial atenção para a cidade de Maquiné, no Litoral Norte, onde está a Força Tática do 8º BPM. Na cidade, um adolescente havia sido flagrado com material neonazista e fascista no último dia 13. Segundo a Polícia Civil, através da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), o menor de 14 anos planejou um ataque a uma escola do município.

Ele foi apreendido e encaminhado para uma unidade da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul (FASE-RS), conforme determinação da juíza da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Osório. Já os pais foram detidos por serem também adeptos do discurso de ódio e da doutrina neonazista. O casal já teve a prisão preventiva decretada.

No inquérito que ainda está sendo realizado, os pais e o filho serão indiciados por apologia ao nazismo, sendo que menor responderá ainda por ato infracional análogo a terrorismo. Dois amigos do menor já foram ouvidos na investigação.

A ação da CORE, que teve apoio do 8º BPM, resultou no recolhimento de um simulacro de arma de fogo, uma espingarda de pressão, facas, soqueiras, fardas camufladas, fotos e bandeiras nazistas e fascistas, toucas ninjas, luvas, camisetas, capacetes, livros, documentos, discos rígidos de computadores e telefones celulares.

A descoberta do plano de ataque em Maquiné ocorreu após a detenção de um jovem que pretendia fazer um ataque no Paraná. As autoridades paranaenses apuraram as ligações dele com outros no país, incluindo o adolescente gaúcho.

Brigada Militar recebe o reforço de mais 676 soldados

Formaturas dos novos policiais militares foram realizadas simultaneamente em Porto Alegre, Montenegro, Osório e Santa Maria

Foto: Soldado Ribeiro/PM5

Correio do Povo

A Brigada Militar recebeu na manhã desta quinta-feira o reforço de mais 676 soldados, que vão atuar em todas as regiões do Rio Grande do Sul. As formaturas dos novos policiais militares, sendo 588 homens e 88 mulheres, foram realizadas simultaneamente em Porto Alegre, Montenegro, Osório e Santa Maria.

O secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, aproveitou para anunciar que serão chamados em agosto deste ano mais 400 futuros soldados para fazerem o curso de formação. Sobre os novos 676 policiais militares, ele destacou que se trata de mais um aumento do policiamento ostensivo preventivo realizado pela Brigada Militar.

“É investimento em aumentar o número de profissionais e em viaturas, armamentos e coletes, fortalecendo assim o sistema de segurança. Isso traz uma melhora para a ostensividade e para a sensação de segurança. É um permanente esforço nosso em reduzir os indicadores de criminalidade e melhorar a sensação de segurança em todo Estado”, afirmou Sandro Caron.

Conforme o comandante-geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli, o novo contingente vai atuar nos próximos dias em um primeiro momento, nas áreas de maior incidência criminal, como Porto Alegre, Região Metropolitana e Vale do Rio dos Sinos, além de Santa Maria e Rio Grande, e depois devem ser divididos em todos municípios gaúchos.

Em Porto Alegre, a formatura do Curso Básico de Formação Policial Militar, com 177 novos soldados, ocorreu na Academia de Polícia Militar (APM), na avenida Coronel Aparício Borges. O governador Eduardo Leite compareceu à cerimônia juntamente com o secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, e o comandante-geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli.

Em Montenegro, a solenidade teve 264 novos soldados, em Santa Maria outros 120 e em Osório mais 115. Do total dos 676 novos brigadianos, 26% deles são de fora do Rio Grande do Sul. Todos passaram por uma formação que começou no dia 1º de agosto do ano passado e somou 1.745 horas de aula, divididas em três módulos com encontros presenciais e na modalidade de Educação à distância (EAD).

Entre as disciplinas formativas estavam temas como Uso da Força e da Arma de Fogo, Direito Penal, Ética e Cidadania, Relações Humanas, Suporte Básico da Vida em Urgências e Emergências, Medidas Preliminares em Local de Crise e Mediação de Conflitos. Além delas, os formandos também participaram de estágios supervisionados, nos quais foram empregados no policiamento ostensivo em diversos municípios.

Contribuição de Eduardo Leite seria reduzida caso mudanças no IPE Saúde sejam aprovadas

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Proposta permitiria redução de R$ 700,00 na contribuição do governador. Servidores usam o caso como exemplo para apontar falhas

Governador Eduardo Leite é utilizado como exemplo do que os servidores classificam como injustiças no projeto | Foto: Mauricio Tonetto / Palácio Piratini / CP

Flavia Bemfica Correio do Povo

O caso do governador Eduardo Leite (PSDB) está sendo usado como exemplo por entidades representativas de servidores e integrantes de bancadas de oposição na Assembleia Legislativa para apontar o que consideram como um dos principais problemas na proposta de reestruturação que o Executivo apresentou para o IPE Saúde.

Leite completou 38 anos em março, não possui dependentes, recebe subsídio bruto de R$ 35,4 mil e atualmente desconta R$ 1.099,32 (alíquota de 3,1%) para o IPE Saúde. Os dados constam na folha de março de 2023 disponíveis no Portal da Transparência do governo.

Caso a proposta do governo – que inclui a cobrança dos titulares ou por faixa etária ou por percentual do bruto (3,6%), valendo o que for mais vantajoso para o segurado – venha a ser aprovada nos parâmetros sugeridos, a contribuição mensal do governador cairia para R$ 380,25, uma redução de R$ 719,07 por mês. Em 2024, quando Leite completar 39 anos, ele mudaria de faixa, conforme as tabelas apresentadas pelo Executivo. Passaria a descontar então R$ 435,75 ao mês.

Leite  recebe subsídio bruto de R$ 35,4 mil e atualmente desconta R$ 1.099,32 para o IPE Saúde | Foto: Reprodução / CP

O exemplo, que já havia começado a circular na terça-feira, gerou constrangimento na reunião do Conselho de Administração do IPE Saúde realizada na manhã de ontem. A reunião foi convocada de forma extraordinária, a partir de iniciativa de representantes de sindicatos com assento no colegiado, para debater as mudanças no IPE, após o governo detalhar sua proposta para deputados da base aliada na noite de segunda.

Na reunião do Conselho, representante do Cpers apresentou um comparativo entre as contribuições do governador e as de uma professora com carga horária de 20 horas, vencimento de R$ 2.620,21 neste vínculo e um cônjuge com 59 anos de idade incluído como dependente no IPE Saúde. Hoje a professora desconta para o sistema neste vínculo R$ 81,23 (alíquota de 3,1%) e o dependente é isento. Com a reestruturação proposta pelo Executivo, ela passaria a descontar R$ 94,32 (alíquota de 3,6%). Mas, para manter o dependente no sistema, teria que pagar uma mensalidade de R$ 501,90 para ele, totalizando um desconto de R$ 596,22 ao mês.

“Pela proposta do governo, o que acontecerá é que para uma grande parte dos servidores, os que têm os salários menores, apenas o titular continuará no IPE Saúde. Não vamos conseguir manter os dependentes. O que nos parece é que o objetivo da reestruturação é tornar o IPE atrativo apenas para os jovens e para os que recebem altos salários”, afirma Vera Lessês, uma das representantes do Cpers no Conselho.

O colegiado deixou agendada uma nova reunião extraordinária para a manhã de terça-feira, dia 25. O grupo é composto por 12 membros, sendo três do Executivo, um do Tribunal de Justiça, um da Assembleia Legislativa, um do Ministério Público, dois da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública, dois da Federação Sindical de Servidores Públicos do RS e dois do Cpers.