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Assalto à Proforte: 17 anos de saudades de um herói da Brigada Militar

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Maria Cristina da Silveira Santos, viúva do capitão André Sebastião Santos dos Santos, que foi morto em combate em abril de 2006, revelou detalhes daquele momento doloroso; o filho do PM, pela primeira vez, concedeu entrevista

Sob forte comoção, familiares, amigos e colegas da BM participaram de enterro do policial em Santa Maria | Foto: Paulo Pires/A Razão

Por CRISTIANO SILVA Portal GAZ

Já era noite em 10 de abril de 2006. A policial militar Maria Cristina da Silveira Santos, de 38 anos, havia chegado em casa, no Bairro Perpétuo Socorro, em Santa Maria, depois da aula na Faculdade de Direito de Santa Maria (Fadisma). Preparava-se para dar mamadeira ao filho Guilherme, de 1 ano e 3 meses, quando a campainha tocou. Eram a irmã e o cunhado. Com cara de espanto, ambos disseram que havia acontecido algo com André. Inicialmente, Maria pensou que seria com o filho do casal que bateu à sua porta, pois tinha o mesmo nome. Depois deu-se conta de que se tratava do companheiro, o capitão da Brigada Militar (BM) André Sebastião Santos dos Santos, de 34 anos. Um assalto havia ocorrido a 140 quilômetros dali, em Santa Cruz do Sul, onde o marido trabalhava, e ele teria ficado ferido em confronto com bandidos.

André e Maria Cristina eram membros da Brigada Militar | Foto: Arquivo Pessoal

Rapidamente, a esposa do PM ligou para o 190 da Brigada de Santa Maria. Um sargento que estava de serviço lhe contou que André havia sido assassinado durante troca de tiros. A mulher, que trabalhava na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos (EsFAS) da BM, ficou em estado de choque. “Como policial, estamos acostumados a fornecer essas notícias traumáticas para outras pessoas, mas não estamos preparados para ouvi-las.” A nona reportagem da série Casos do Arquivo entrevistou a viúva do policial que dá nome ao batalhão de Santa Cruz. Pela primeira vez, em 17 anos, Maria Cristina revela detalhes de como acompanhou o doloroso momento. O filho do casal, hoje com 18 anos, também contou como o fato impactou sua vida.

A viagem mais longa da vida

Por volta de 22h30 de 10 de abril de 2006, o então criminoso mais procurado do Rio Grande do Sul realizou aquele que é considerado um dos assaltos mais ousados da crônica policial gaúcha. José Carlos dos Santos, o Seco, candelariense então com 26 anos, conhecido pelas ações envolvendo explosivos e armamento pesado, tinha como alvo preferido os carros-fortes.

Naquela noite, acompanhado de seu bando, ele arremessou um caminhão-guincho roubado do pátio da Santa Cruz Rodovias contra o prédio da Proforte, em Santa Cruz do Sul. O impacto abriu um buraco na parede. Os criminosos roubaram R$ 3,9 milhões, mas não sem antes aterrorizar os funcionários e abrir fogo contra os policiais que foram ao local. O capitão André Sebastião Santos dos Santos foi o primeiro a chegar na cena do crime. Tiros de bala traçante iluminaram a Rua Júlio de Castilhos, que parecia um campo de guerra. Um disparo de fuzil 762 acertou a cabeça do capitão Sebastião, que morreu na hora.

Capa da Gazeta do Sul de 11 de abril de 2006 estampou o aterrorizante assalto ocorrido na sede da Proforte, na Rua Júlio de Castilhos, em Santa Cruz do Sul

“Naquela segunda-feira, véspera de Páscoa, larguei ele de manhã na rodoviária. Nos despedimos sabendo que a semana seria curta por causa do feriado, que quarta-feira ele estaria de volta a Santa Maria. Jamais eu poderia imaginar, no pior dos meus pesadelos, que à noite eu estaria em Santa Cruz e retornaria para casa com ele dentro de um caixão”, disse Maria Cristina, hoje com 55 anos.

“A ida de Santa Maria a Santa Cruz foi a viagem mais longa da minha vida. Muito pela angústia, mas também pelo fato de que de trecho em trecho havia barreiras da Brigada que revistavam os carros, devido à possibilidade de os criminosos estarem trafegando pela rodovia”, afirmou a primeiro-tenente da reserva remunerada da BM.

Ela conta que quando chegou ao 23º BPM, a movimentação de pessoas era muito grande. “Quando desci do carro, foi um silêncio, e nesse momento caiu a ficha. Fiquei muito emocionada. Até hoje é difícil relembrar. Nesse momento meu chão se abriu, o mundo caiu e consegui aterrissar e ver a dimensão do que estava se passando.”

O assalto cinematográfico, aliado ao assassinato do PM, desencadeou a histórica Operação Lince, deflagrada em 13 de abril de 2006, quando Seco foi preso no Posto do Rosinha, à margem da BR-386, em Paverama, pela Delegacia de Capturas (Decap) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Porto Alegre.

Família nunca foi procurada pela Proforte

Natural de Passo Fundo, André Sebastião Santos dos Santos não estava escalado para o serviço na fatídica noite, mas mesmo assim foi atender a ocorrência na Proforte. Na época, estava na BM de Santa Cruz havia cerca de um ano. No decorrer de 16 anos de serviço, não cometeu nenhum ato que levasse a algum tipo de punição.

“Ele ia na segunda-feira para Santa Cruz e retornava no fim de semana a Santa Maria, ou eu e o nosso filho Guilherme íamos para Santa Cruz. Nossos planos, após eu me formar em Direito, eram de fixar residência em Santa Cruz”, comentou Cristina. “O André era um marido e pai amoroso, dedicado e preocupado em sempre proporcionar o melhor para a família. Não media esforços para que estivéssemos sempre bem.”

Fotos: Arquivo Pessoal

Morto em combate, em defesa da comunidade, durante um dos períodos mais sangrentos da história recente da segurança pública do Estado, André Sebastião Santos dos Santos foi promovido a major após a morte e recebeu uma das principais honrarias da Brigada Militar. No dia 29 de julho de 2020, ele foi homenageado oficialmente como patrono de um Batalhão de Polícia Militar (BPM), o 23º, sediado em Santa Cruz do Sul, para o qual prestava serviço.

O reconhecimento foi confirmado por meio do decreto 55.387, publicado no Diário Oficial do Estado. Segundo a BM, o nome do major Sebastião foi escolhido pelo fato de o policial ter tombado em combate, no exercício das funções. Dessa maneira, ele deixou um legado de admiração e respeito por parte dos policiais militares do 23º BPM e da comunidade santa-cruzense.

Decorrido o prazo legal de pelo menos dez anos desde a morte, em 2018 iniciou-se a tramitação da proposta de designação do policial como patrono. A partir daquele momento, seu nome passou a preencher os requisitos estabelecidos pela legislação para receber a honraria. “Foram várias as homenagens que o André recebeu em Santa Cruz, tanto da Brigada Militar quanto do Município. Ele também foi homenageado em outras cidades. De tempos em tempos, alguém lembra e presta algum tipo de homenagem.”

Ela revelou que não foi convidada pelo comando da BM para acompanhar o simulado de ataque a banco que ocorreu em 12 de setembro do ano passado, em Santa Cruz, junto às sedes do Banco do Brasil e da Protege Transporte de Valores (antiga Proforte), mas disse que teria comparecido, se tivesse sido chamada. Revelou ainda que nunca recebeu qualquer palavra dos proprietários e gerentes da empresa que foi alvo da ação criminosa em 2006. “Pela Proforte eu nunca fui procurada, nem para desejar pêsames ou alguma consideração pelo fato de o Sebastião ter dado a vida dele para defender a empresa.”

Filho seguirá carreira militar no Exército

Maria Cristina afirma que não houve justiça com a captura de Seco. “O bando está preso, foram condenados pelos crimes, mas eu ainda não sinto que a justiça foi feita. O Seco tem em torno de 300 anos de condenação pelos crimes cometidos, porém nossa legislação não permite mais de 30 anos preso. Do assassinato do Sebastião passaram-se 17 anos, então em 13 estará solto, livre para continuar cometendo crimes. Isso pra mim não é justiça.”

Maria Cristina acompanha os passos do filho Guilherme Santos | Foto: Arquivo Pessoal

Segundo ela, a família ficou arrasada. “Nosso filho, que tinha 1 ano e 3 meses, me dava o suporte para seguir em frente. Os anos passaram, mas foi um período muito complicado pra mim. Meu filho sente a ausência do pai, por mais que sempre tivéssemos uma estrutura familiar boa.” Guilherme da Silveira Santos, de 18 anos, quer seguir a carreira militar no Exército. Está no Ensino Médio no Colégio Tiradentes da Brigada Militar e faz cursinho para ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx).

Pela primeira vez, ele concedeu entrevista e falou sobre o sentimento em relação ao pai. “Na minha infância, enfrentei grandes desafios pela falta de uma presença paterna. Alguém que me aconselhasse, de pai para filho, sair pra pescar, jogar uma bola. Não soube o que é isso”, disse o jovem. “Via a cena dos meus amigos brincando no Dia dos Pais e eu não tinha ninguém. Ficava me perguntando por que isso tinha acontecido comigo e o que eu tinha feito para merecer isso. Já chorei muito antes de dormir. Com o tempo, vamos amadurecendo. A dor e a saudade nunca passam, mas a imagem que fica é a do herói que meu pai foi. Me criei dentro da Brigada, na ponta da lança, e quero seguir os caminhos dele.”

Juíza libera criminoso e após 48h ele assalta o mesmo estabelecimento em Bento Gonçalves

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O mesmo havia sido preso no dia 25 no Bairro Botafogo.

Portal Leouve

Um jovem de 20 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (27), após assaltar um estabelecimento no bairro Botafogo em Bento Gonçalves.

O fato mais intrigante em relação a prisão deste jovem é que ainda na segunda-feira (24) o mesmo havia sido preso após assaltar o mesmo estabelecimento com uma réplica de arma de fogo, levando na ocasião uma quantia em dinheiro e maços de cigarro. Preso no dia 24/04 o assaltante teve sua soltura realizada na terça-feira (25), o voltou a cometer o crime no mesmo estabelecimento.

Na audiência de custodia realizada ainda na terça-feira (25), o Ministério Público e a Polícia Civil pediram a prisão do indivíduo, o que acabou sendo negado pela Juíza Fernanda Ghiringhelli Azevedo, que acabou determinando a liberação do mesmo. 

Após a liberação do criminoso, em menos de 48h ele voltou ao mesmo estabelecimento que havia assaltado na segunda-feira(24) e tentou praticar o mesmo crime novamente, mas desta vez, o proprietário do estabelecimento acabou reagindo e junto a ajuda de populares conteve o assaltante. 

A Brigada Militar foi acionada e teve que encaminhar o criminoso para atendimento na UPA 24, devido agressões sofridas por ele quando foi contido pelos populares.

Brigada Militar e Faders celebram primeiro ano de parceria em projeto-piloto de equoterapia

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Brigada Militar e Faders celebram primeiro ano de parceria em projeto-piloto de equoterapia Crédito: Divulgação FADERS e 4ºRPMon

A manhã desta quarta-feira (26/4) foi marcada por emoção e orgulho para os servidores e familiares dos pacientes do projeto-piloto de equoterapia, que completou seu primeiro ano de atividades. A iniciativa é um convênio entre a Brigada Militar e a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiências e para Pessoas com Altas Habilidades do Rio Grande do Sul (FADERS).

Durante o evento, foram apresentados os avanços do projeto que, até agora, realizou 162 sessões terapêuticas, envolvendo 10 famílias. Além disso, os pequenos praticantes foram agraciados com uma “medalha de coragem” para incentivar ainda mais o processo de evolução na equoterapia.

O presidente da Faders, Marco Antônio Lang expressou a esperança que a iniciativa inspire outros órgãos e municípios. “Essa é uma semente muito importante que beneficia algumas famílias, mas ainda com pouco alcance. Precisamos dar o exemplo para que esse projeto se espalhe”, almejou.

A tenente Sabrina Ribas é mãe do Victor, de 5 anos, diagnosticado com Espectro Autista. O pequeno é o paciente pioneiro do projeto. Durante o evento, Sabrina agradeceu, em nome de todos os familiares dos pacientes, a equipe que auxilia o filho. “A nossa caminhada nesse longo e, por vezes, infinito caminho das terapias, é mais leve porque os senhores e senhoras se importaram e fizeram a diferença. Recebam a nossa gratidão!”, emocionou-se.

O comandante do 4ºRPMon, tenente-coronel Ives Cláudio Pacheco destacou o orgulho de fazer parte desta face da BM, que dentre tantas, “é a face que sorri, que acolhe, que faz a diferença na vida das pessoas”.

O comandante do Comando de Polícia de Choque, coronel Cláudio de Azevedo Goggia enfatizou a importância e os resultados significativos da ação transversal entre os dois órgãos. “Estamos muito felizes por essa parceria que envolve profissionais altamente qualificados e experientes. Que possamos dar continuidade a este trabalho tão bonito e abarcar cada vez mais famílias”, finalizou.

O que é

A equoterapia é um método terapêutico, que utiliza o cavalo em uma abordagem interdisciplinar, realizada por profissionais habilitados nas áreas da saúde, educação e equitação, a fim de promover o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência. O animal tem a função de instrumento cinesioterapêutico. O movimento tridimensional, variável, rítmico e repetitivo difere apenas 5% da marcha humana, fazendo com que o praticante receba informações somatossensoriais, proprioceptivas e vestibulares, buscando respostas adaptativas apropriadas ao estímulo. A marcha do cavalo emite para o cérebro do praticante diversos estímulos. Após trinta minutos de exercício, são executados de 1,8 mil a 2,2 mil deslocamentos que atuam diretamente sobre o sistema nervoso profundo, responsável pela noção de lateralidade, equilíbrio e distância.

A iniciativa

O projeto nasceu durante a pandemia da Covid19, quando todos os atendimentos de pessoas com deficiência da Faders foram suspensos em função de serem grupo de risco. Na busca por alternativas para não prejudicar o desenvolvimento destes pacientes, encontrou-se na equoterapia a solução, por possibilitar o atendimento ao ar livre.

A Fundação buscou a parceria com a Brigada Militar e iniciou-se as tratativas para o implemento do convênio. Desde então, foram realizadas as capacitações para os servidores e as adaptações estruturais necessárias. No dia 20 de abril de 2022 aconteceu o primeiro atendimento.

Para a execução das atividades do projeto, a BM cede o espaço físico do 4º Regimento de Polícia Montada, assim como os cavalos e um militar para acompanhar os atendimentos. Em contrapartida, a Fundação disponibiliza o trabalho das servidoras de capacitação e de acompanhamento.

O benefício

O serviço, oferecido gratuitamente, é destinado como terapia complementar para pacientes que já fazem parte da Faders e utilizam outros serviços e conta com reserva de vagas para policiais militares e seus dependentes. Os atendimentos são realizados três vezes por semana. O interessado deve procurar a Fundação para realizar a inscrição e passar, posteriormente, por um processo avaliativo da equipe multidisciplinar. Atualmente, o projeto conta com fila de espera e o cadastro só é feito mediante encaminhamento médico.

Policiais militares interessados em mais informações sobre a equoterapia, podem entrar em contato por meio do telefone funcional do 4º RPMon (51) 98514-4866. Da mesma forma, os a comunidade em geral interessada nos serviços da Faders, obter informações através do (51) 3287-6500 ou pelo e-mail acolhimento@faders.rs.gov.br.

Texto: Sd Cecilia Ferreira – Jornalista

Fonte: FADERS

Brigada Militar










Segurança pública ganha reforço de 244 novos policiais civis no Rio Grande do Sul

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Tratam-se de 119 escrivães e 125 inspetores, egressos do concurso público realizado em dezembro de 2017

Correio do Povo

Formatura ocorreu no Teatro do Sesi, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre | Foto: PC / Divulgação / CP

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul ganhou o reforço de 244 novos agentes. A formatura de 119 escrivães e 125 inspetores aconteceu na noite dessa terça-feira no Teatro do Sesi, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. A solenidade marcou o encerramento da última etapa do processo seletivo para ingresso nas carreiras policiais.

Os novos agentes são egressos do concurso público realizado em dezembro de 2017. Eles iniciaram o curso de formação profissional, promovido pela Academia de Polícia Civil (Acadepol), em outubro de 2022. Com carga horária total de 825 horas-aula, a preparação abordou aspectos teóricos e práticos fundamentais para a atuação dos policiais. Entre as disciplinas trabalhadas estavam investigação criminal, delegacia experimental, informática policial e tiro.

A cerimônia contou com a presença do secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron. Ele lembrou a importância dos recentes investimentos do governo estadual no setor, incluindo na área dos recursos humanos. “Não existe nada mais importante para a qualidade da segurança pública do que bem selecionar, investir e capacitar as pessoas, aumentando o número de profissionais. É assim que teremos os resultados, somando-se aos investimentos em equipamentos”, declarou.

Já o Chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, ressaltou que os novos profissionais chegam para somar forças a uma instituição que segue crescendo e se destacando nacionalmente. “Esse é sempre um momento de muita alegria. É um momento em que formamos novos policiais que integrarão as fileiras da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que vem ano a ano se fortalecendo, melhorando sua capacidade investigativa e operacional e sendo, cada vez mais, uma referência em nível de Brasil pela excelência dos trabalhos que tem feito”, afirmou.se.

A 56ª turma de escrivães é composta por 39 homens e 80 mulheres. Já a 57ª turma de inspetores é formada por 84 homens e 41 mulheres. Os novos agentes são oriundos de várias partes do Rio Grande do Sul e também de outros estados do país, como Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo, Pará, Rondônia, Minas Gerais, Tocantins, São Paulo, Piauí, além do Distrito Federal.

Médicos sugerem ao Piratini ampliar o valor da coparticipação de usuários do IPE Saúde 

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Um eventual aumento no complemento, na visão do presidente do Simers, Marcos Rovinski, poderia aliviar o aumento de custo fixo mensal sobre os servidores

GABRIEL JACOBSEN GZH

Representantes dos médicos sugeriram, nesta quarta-feira (26), ao governo Eduardo Leite que a reforma do IPE Saúde permita que a categoria aumente os valores cobrados de coparticipação dos usuários do plano.

A ideia é que os médicos tenham liberdade para cobrar o valor que desejarem de coparticipação, até determinado limite de valor. Um eventual aumento na coparticipação, na visão do presidente do Simers, Marcos Rovinski, poderia aliviar o aumento de custo fixo mensal sobre os servidores.

— Seria uma forma de fazer um pouco mais de justiça nos honorários médicos, sem que impacte de maneira tão dura os usuários. De fazer o usuário pagar (mais na coparticipação) quando for usar (os serviços), e não colocar esse custo dentro da participação mensal — apontou o presidente do Simers.

Os representantes de médicos também sugeriram que a cobrança de coparticipação dos servidores, atualmente limitada a consultas e exames, também passe a existir para procedimentos e cirurgias. 

— Dois pontos são fulcrais pros médicos: a primeira é a ampliação da coparticipação. Hoje é de consultas e exames, que passaria também para internações, procedimentos e cirurgias. Que se dê a possibilidade de a defasagem (de pagamento aos médicos) ser corrigida com a coparticipação. E, em segundo lugar, a liberdade de o usuário do IPE poder escolher o médico, mesmo que ele não seja credenciado ao IPE. Para este médico poder operar o paciente e solicitar exames — destacou o deputado Dr. Thiago Duarte (União Brasil), que participou do encontro dos médicos com o governo do Estado.

As sugestões foram levadas ao governo durante reunião realizada entre Simers e Amrigs com o secretário chefe da Casa Civil do governo Leite, Artur Lemos. 

O pedido central dos representantes de médicos ao Piratini é que o governo do Estado garanta, na reforma do IPE Saúde, o reajuste nos honorários dos profissionais vinculados ao plano. 

Na proposta inicial de reformulação do IPE, o governo Leite sinalizou com a ampliação de cerca de R$ 200 milhões para R$ 340 milhões o orçamento anual para pagamento de honorários médicos. A sinalização é considerada positiva pela categoria.

— O tom da reunião foi harmônico. Eu sinto que há interesse (do governo) em modificar o status (dos honorários). Agora é questão de detalhes — avaliou o presidente do Simers, ao sair da reunião no Piratini.

O presidente do IPE, Bruno Jatene, reforçou o interesse do governo em melhorar os pagamentos aos médicos do plano:

— Esta reforma é muito mais do que alteração de contribuição. É importante que o IPE cubra o seu deficit, mas também avance para melhorar o serviço, e isso passa por reajustar os honorários médicos — disse Jatene.

O valor final que será destinado pelo governo Leite para ampliar os honorários dependerá de qual reforma do IPE será aprovada na Assembleia Legislativa. A atual previsão de aumento de R$ 140 milhões para honorários considera a proposta inicial do governo – que vem sendo criticada por parte dos aliados, em especial, pela ampliação de custos para os servidores com menores salários e com idade mais avançada.

—  A questão da cobrança sobre cônjuges e dependentes (de servidores) com menores salários precisa ser minorada. O governo precisa ter mais complacência com esses grupos — apontou o deputado Dr. Thiago Duarte (União Brasil), aliado do governo Leite. 

A proposta do governo Leite

Na última segunda-feira (17), o governador apresentou a proposta de reformulação da cobrança do IPE Saúde, com objetivo de reduzir o déficit mensal de R$ 36 milhões no plano. 

Para aumentar a arrecadação, o projeto atual do Piratini prevê o aumento da contribuição dos servidores de 3,1% para 3,6% para adesão ao IPE. Ao mesmo tempo, cria um teto que limita esse desconto salarial considerando a idade do titular: para os mais jovens, o desconto máximo mensal seria de R$ 219 e, para quem tem 59 anos ou mais, de R$ 1.254,75.

O projeto do Piratini também prevê que o IPE passe a cobrar do servidor pela inclusão de dependentes. O custo para adesão de cada familiar, pela proposta, oscilaria entre R$ 49,28 (dependente mais jovem) e R$ 501,90 (dependente com 59 anos ou mais). 

A proposta de reformulação do IPE deve ser enviada pelo governo à Assembleia no início de maio.

Estado nomeia 431 servidores penitenciários aprovados em concurso no ano passado

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Antes de assumirem as funções, eles passarão por um Curso de Formação Profissional

Foto: Jonathan Silva/Susepe

O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou, nessa quarta-feira, a nomeação de 355 agentes penitenciários, 43 agentes penitenciários administrativos e 33 técnicos superiores penitenciários (TSP), somando 431 novos servidores para o quadro da Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (Susepe). Antes de assumirem as funções, eles passarão por um Curso de Formação Profissional, com aulas presenciais e à distância, e ainda sem previsão de início.

Essa é a primeira chamada para os cargos de agente penitenciário e agente penitenciário administrativo do concurso realizado em 2022. Em relação aos TSPs, 72 deles já haviam sido nomeados a partir desse mesmo certame. Pela primeira vez, houve vagas para ciências da computação, terapia ocupacional, estatística, educação física, pedagogia, arquitetura e engenharias diversas, entre 18 especialidades. A reserva de vagas para candidatos transexuais é outra novidade, tornando o Rio Grande do Sul pioneiro em adotar a medida.

O superintendente da Susepe, Mateus Schwartz, afirmou que a recomposição do quadro funcional está entre as prioridades da atual gestão. “Com essa convocação, também teremos capacidade de atender a demandas imediatas com a abertura de novas casas prisionais prevista para este ano, como é o caso da nova Cadeia Pública de Porto Alegre, da Penitenciária de Charqueadas II, do Módulo de Segurança Máxima da Pasc e da ampliação da Penitenciária de Canoas”, detalhou.

FONTERádio Guaíba

Entidades realizam ato contra a proposta de reformulação do IPE Saúde

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Foto: Gabriel Noroefé

O Jornal Correio Brigadiano mobilizou toda sua equipe para a cobertura do ato conjunto de entidades e sindicatos dos servidores do Estado, contra a proposta de reformulação do IPE Saúde, apresentada na semana anterior pelo Governador Eduardo Leite.

Os Integrantes do Fórum de defesa do IPE Saúde são unânimes em afirmar que o governo está passando toda a conta da má gestão para os servidores pagar, que não estão vendo a contrapartida do estado na crise gerada por ele próprio. Estavam representadas a ASSTBM, Presidente Santellano, AOFERGS, Presidente Paulo Ricardo, ABAMF, Presidente Galvan, AESPPOM, Presidente Claudete Valau, CPERS, Presidente Helenir Aguiar, FESSERGS, Presidente Sergio Arnoud, ABERGS, Coordenador TC Ederson, Regional ASSTBM Passo Fundo, Diretor Zibetti, Livramento, Diretor Pereira e Lavras do Sul, Diretor Cabral.

Foto Gabriel Noroefé – JCB

Este ato marca uma união de esforços de toda a categoria de servidores contra o projeto, e pela reformulação do mesmo. Cada seguimento manterá contato com as lideranças políticas para os ajustes à proposta, que a torne no mínimo justa e equilibrada.

Confira abaixo as entrevistas realizadas pelo Correio Brigadiano e Rádio Studio 190 com as principais lideranças ( Reportagem Marco Rodrigues – Técnica Bernardo Haselein)

Manifestação Aparício Santellano –  Presidente ASSTBM

Manifestação Tem Paulo Ricardo –  Presidente AOFERGS

Manifestação Potiguara Galvan –  Presidente ABAMF

Manifestação Professora Helenir Aguiar –  Presidente CPERS

Manifestação Claudete Valau –  Presidente AESPPOM

Manifestação José Luiz Zibetti –  ASSTBM Passo Fundo

GALERIA DE FOTOS

 

 

Fotos: Gabriel Noroefé – Correio Brigadiano

Confira a edição impressa nº 274 do Correio Brigadiano na versão digital.

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Nosso Jornal Impresso Correio Brigadiano já está circulando com sua edição 274

clique na imagem para abrir, no menu direito em fullscreen para ampliar

ASSTBM participa do ato em defesa do IPE Saúde

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ASSTBM representada pelo seu presidente, Aparício Santellano, sua diretoria, associados e a participação dos Diretores Presidentes das Regionais Passo Fundo, Diretor Zibetti, Livramento, Diretor Pereira e Lavras do Sul, Diretor Cabral. Uniram esforços juntamente com as demais entidades que representam os servidores do estado, os quais são os principais prejudicados com a situação do IPE Saúde.

Para as entidades o governo está passando toda a conta da má gestão para os servidores pagar, que não estão vendo a contrapartida do estado na crise gerada por ele próprio. Além da  ASSTBM, estavam presentes a AOFERGS, Presidente Paulo Ricardo, ABAMF, Presidente Galvan, AESPPOM, Presidente Claudete Valau, CPERS, Presidente Helenir Aguiar, FESSERGS, Presidente Sergio Arnoud, ABERGS, Coordenador TC Ederson, Regional ASSTBM Passo Fundo, Diretor Zibetti, Livramento, Diretor Pereira e Lavras do Sul, Diretor Cabral.

O ato é uma de esforços de toda a categoria de servidores contra o projeto, ou pela reformulação do mesmo. Cada seguimento manterá contato com as lideranças políticas para os ajustes à proposta, que a torne no mínimo justa e equilibrada.

Presidente Santellano afirma que se tentará a mudança dos termos do projeto, para que a conta não seja mais uma vez jogada nas costas dos servidores, pratica comum do governo Eduardo Leite.

Brigada Militar evacua batalhão em Gravataí após homem levar artefato explosivo ao local

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Militares detonaram o objeto em um local seguro às 14h30min

Batalhão ficou isolado até a remoção do artefato para que fosse detonado em local ermo. | Foto: Ricardo Giusti

A Brigada Militar de Gravataí evacuou e isolou o perímetro do 17° Batalhão após um morador levar até o local um artefato explosivo antigo. O homem relatou ter encontrado o objeto em uma lixeira perto de casa. Por não saber como proceder, o morador colocou o material no carro e o transportou até o prédio da corporação.

Acionado, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Brigada Militar levou o artefato a um local seguro e o detonou às 14h30min. Conforme o comandante do 17⁰ BPM, tenente coronel Clodemilton Bueno, o artefato era de uso das Forças Armadas que acabou se extraviando.

A orientação da Brigada Militar, em casos do tipo, é sempre acionar a corporação, pelo telefone 190, e esperar a chegada Gate – e nunca manusear o artefato.

A BM registrou ocorrência e o caso vai ser investigado pela Polícia Civil.

FONTERádio Guaíba